Partidos não se entendem na Suécia, e social-democrata fracassa em formar governo
A líder dos social-democratas da Suécia , Magdalena Andersson, cujo bloco venceu as eleições legislativas de setembro, afirmou nesta segunda-feira (28) que informaria ao presidente do Parlamento que não tinha condições de formar um governo . Leia mais (09/28/2026 - 17h30)

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A líder dos social-democratas da Suécia , Magdalena Andersson, cujo bloco venceu as eleições legislativas de setembro, afirmou nesta segunda-feira (28) que informaria ao presidente do Parlamento que não tinha condições de formar um governo .

"Com base nas conversas que tive, posso concluir, de modo geral, que atualmente não há possibilidade para que eu forme um governo", afirmou em uma entrevista coletiva.
O anúncio foi feito depois que a eleição realizada no início deste mês deu ao seu bloco de centro-esquerda uma estreita maioria .
Isto significa que o presidente do Parlamento atribuirá a missão a outro líder partidário, que pode ser o conservador em fim de mandato Ulf Kristersson, mas sem garantia de sucesso.

A líder social-democrata, de 59 anos, ex-primeira-ministra da Suécia (2021-2022), não conseguiu reunir na mesma aliança os centristas e a esquerda radical, duas legendas com propostas de governo muito distantes.
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Os partidos de oposição de centro-esquerda conquistaram 176 cadeiras no Parlamento na votação de domingo (13), enquanto o bloco governista de direita de Kristersson obteve 173 cadeiras, informou mais cedo a autoridade eleitoral, após o fim da apuração.

A aliança entre direita e ultradireita, que perdeu as eleições por quase 50 mil votos, espera agora conseguir formar um governo . O bloco é liderado por Ulf Kristersson, que está no posto de chefe de governo interino.
O país nórdico está acostumado a longas negociações. Após as eleições de 2022, foram necessários 37 dias para formar um governo, e 134 dias em 2018.
Ao longo da campanha, o bloco de direita prometeu avançar em uma política de combate à criminalidade, ao mesmo tempo em que queria endurecer medidas na área de imigração . Mas a bandeira, que permitiu a chegada do bloco ao poder em 2022, não conseguiu gerar o mesmo entusiasmo desta vez.
"A questão migratória era mais importante em 2015 e 2016. Agora há muitos partidos que defendem políticas rígidas, e os Democratas da Suécia não conseguiram se consolidar em outros temas", avalia a cientista política Annika Freden, da Universidade de Lund.
Já a centro-esquerda anunciou a intenção de aumentar os impostos sobre os bancos e sobre as rendas mais elevadas para investir em saúde e educação, além de uma proposta de apoio financeiro às famílias.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/partidos-nao-se-entendem-na-suecia-e-social-democrata-fracassa-em-formar-governo.shtml.

A líder da oposição e do Partido Social-Democrata da Suécia, Magdalena Andersson - Denis Balibouse - 13.set.26/Reuters · Denis Balibouse - 13.set.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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