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    Parteiro de grilo e terapeuta de rinoceronte: conheça as profissões do zoológico

    O zoológico é como um condomínio para animais silvestres. Se agradar a todos os moradores de uma mesma espécie já é bastante difícil, imagine o trabalho que dá cuidar de mais de 230 tipos diferentes, cada um com as suas próprias peculiaridades. Leia mais (08/28/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    29 de agosto de 2026 às 02:00
    Parteiro de grilo e terapeuta de rinoceronte: conheça as profissões do zoológico
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Os bastidores do Zoo São Paulo. Na foto biologos fazem uma demonstração de condicionamento dos rinocerontes do Zoo - Bruno Santos / Folhapress

    Os bastidores do Zoo São Paulo. Na foto biologos fazem uma demonstração de condicionamento dos rinocerontes do Zoo - Bruno Santos / Folhapress · Bruno Santos /
    Os bastidores do Zoo São Paulo. Na foto biologos fazem uma demonstração de condicionamento dos rinocerontes do Zoo - Bruno Santos / Folhapress · Bruno Santos / — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O zoológico é como um condomínio para animais silvestres. Se agradar a todos os moradores de uma mesma espécie já é bastante difícil, imagine o trabalho que dá cuidar de mais de 230 tipos diferentes, cada um com as suas próprias peculiaridades.

    Assim como os vizinhos num condomínio, cada bicho vive sua própria rotina. Alguns são mais exigentes, outros são mais tranquilos. Há os sociáveis, que gostam de estar por perto e interagir, e há os tímidos, que preferem ficar escondidos no canto deles.

    Para todo mundo viver em paz no zoológico, é preciso reunir uma equipe de profissionais de várias áreas diferenets. Enquanto uns cuidam da alimentação, outros tratam doenças e acompanham a saúde dos animais. Há ainda quem trabalhe para melhorar a convivência deles com os seres humanos.

    Veja como é a rotina no Zoológico de SP
    Veja como é a rotina no Zoológico de SP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Se engana quem pensa que os bichos comem qualquer coisa. Cada espécie tem sua dieta. Carnívoros, como tigres, leões e onças-pintadas, comem a mesma carne que compramos no supermercado. Já os herbívoros, como zebras, hipopótamos e elefantes, têm no cardápio folhas, vegetais e frutas.

    Quem prepara o menu dos animais é o zootecnista, uma espécie de nutricionista dos bichos. Ele planeja o que cada um deve comer e cuida para que a dieta seja variada, já que, assim como na natureza, os animais não comem a mesma coisa todos os dias.

    Alguns moradores deixam o trabalho na cozinha ainda mais desafiador. Tem bicho que só come grilos, baratas ou pequenos roedores. E aí, como faz? A solução está nos biotérios, espaços onde são criados bichos que servem de alimento para espécies que estão mais acima na cadeia alimentar, isto é, aqueles que estão expostos no próprio zoológico.

    A bióloga Fernanda Guida cuida de um bebê harpia no Zoológico de São Paulo - Bruno Santos/Folhapress · Bruno Santos/Folhapress
    A bióloga Fernanda Guida cuida de um bebê harpia no Zoológico de São Paulo - Bruno Santos/Folhapress · Bruno Santos/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os zootecnistas também cuidam da reprodução desses pequenos animais. Uma das tarefas é o chamado parto dos grilos, que nada mais é do que separar as larvas da terra por meio de uma pequena peneira para que elas cresçam em uma caixa até a fase adulta.

    Os animais precisam se movimentar, explorar seus instintos para que tenham saúde e menos estresse. É aí que entra o trabalho de enriquecimento ambiental. A ideia é mudar a rotina dos bichos com estímulos que imitam desafios encontrados na natureza. Quem cuida dessa função são biólogos ou ecólogos que estudam os seres vivos e suas relações com o ambiente.

    Assim como as pessoas, os bichos também precisam ir ao médico ocasionalmente. Eles fazem os exames de rotina, tomam vacinas e tratam dos ferimentos quando se machucam. O médico dos animais é o veterinário.

    Homem com luvas alimenta dois rinocerontes com cenouras em recinto cercado por troncos de madeira. Ambiente externo com árvores e céu parcialmente nublado ao fundo.
    Homem com luvas alimenta dois rinocerontes com cenouras em recinto cercado por troncos de madeira. Ambiente externo com árvores e céu parcialmente nublado ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Existe até um hospital dentro do zoológico, com corredores brancos, aparelho de raio-x e sala de espera. O veterinário precisa saber cuidar de todo tipo de paciente: ser dentista de hipopótamo, tratar o torcicolo das girafas, fazer massagem cardíaca em leões e cuidar da dermatite dos sapos e cobras.

    Da mesma forma que nós nos assustamos com animais, eles também podem sentir medo de nós humanos ou de outros animais. Para mostrar que não somos uma ameaça, os profissionais usam técnicas de reforço positivo.

    Assim como ensinamos truques para gatos e cachorros, existem treinadores de animais silvestres. Porém, nesse caso, o objetivo não é fazer apresentações ou divertir os visitantes. O treinamento ensina os animais a colaborar com seus próprios cuidadores, como entrar em uma caixa de transporte para fazer exames e aceitar medicamentos ou vacinas, sem sentir medo. Assim fica mais fácil para todo mundo.

    Mulher com luvas azuis segura filhote de ave branca sobre balança digital em ambiente clínico. Ao fundo, equipamentos e janela com persianas fechadas.
    Mulher com luvas azuis segura filhote de ave branca sobre balança digital em ambiente clínico. Ao fundo, equipamentos e janela com persianas fechadas. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2026/08/parteiro-de-grilo-e-terapeuta-de-rinoceronte-conheca-as-profissoes-do-zoologico.shtml.

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