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    Parte do Fed vê que necessidade de subir juros se inflação não cair, mostra ata

    O novo presidente do Federal Reserve dos EUA, Kevin Warsh, concede uma coletiva de imprensa após reunião Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), na sede do Federal Reserve em Washington, EUA – 17/06/2026 (Foto: REUTERS/Eric Lee) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/06/2026-06-17T185612Z_509635631_RC2UVLAMB0G1_RTRMADP_3_USA-FED.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />A maioria dos participantes, segundo o documento, votou pela manutenção das taxas, mas alguns foram a favor de uma alta The post Parte do Fed vê que necessidade de subir juros se inflação não

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    19 de agosto de 2026 às 18:18
    Parte do Fed vê que necessidade de subir juros se inflação não cair, mostra ata
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    O novo presidente do Federal Reserve dos EUA, Kevin Warsh, concede uma coletiva de imprensa após reunião Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), na sede do Federal Reserve em Washington, EUA – 17/06/2026 (Foto: REUTERS/Eric Lee)

    A ata da última reunião do Federal Open Market Comittee do Federal Reserve mostrou que muitos participantes consideram que juros mais altos serão necessários se a inflação não cair para o patamar visto como adequado pelo colegiado.

    O documento, divulgado nesta quarta-feira (19), trouxe mais informações sobre a decisão que manteve os juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano. A maioria dos participantes, mostra a ata, votou pela manutenção das taxas, mas alguns foram a favor de uma alta.

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    A ata, que abrange a segunda reunião do presidente do Fed, Kevin Warsh, como chefe do banco central, mostrou que os membros do comitê já estavam se aprofundando em algumas das questões mais amplas que ele pretende abordar como parte de uma possível reformulação da forma como o Fed opera.

    Os participantes viram a próxima análise, a ser feita por um grupo de trabalho, sobre como o Fed gerencia seu balanço patrimonial como uma “oportunidade para uma discussão abrangente”, embora “muitos” participantes da reunião tenham “reafirmado que o principal meio de ajustar a postura da política monetária deve ser por meio de mudanças na faixa-alvo para a taxa de fundos federais”, e não pela manipulação das carteiras de ativos do Fed.

    Warsh também solicitou “contribuições do Comitê” sobre se seria melhor que o Fed realizasse apenas seis reuniões por ano, em vez das atuais oito, permitindo que dados de dois meses completos se acumulassem a cada reunião. Nenhuma decisão foi tomada a respeito dessa questão, segundo a ata, e o calendário de reuniões para 2026 não seria alterado.

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    Não houve menção na ata a apoio a um corte nas taxas, um sinal de como o debate sobre a política monetária do Fed mudou ao longo de um ano que começou com a expectativa de que o banco central fosse capaz de reduzir os custos dos empréstimos neste ano, à medida que a inflação desacelerasse.

    As pressões sobre os preços, no entanto, continuaram a aumentar, especialmente depois que o governo Trump se aliou a Israel em uma guerra contra o Irã. Os embarques de petróleo e gás pelo estratégico Estreito de Ormuz continuam restritos quase seis meses após o início do conflito.

    Espera-se que o Fed mantenha sua taxa básica de juros inalterada novamente na reunião de 15 e 16 de setembro, após dados recentes terem mostrado uma ligeira desaceleração da inflação e empresas cortando empregos de forma inesperada em julho. Os dados deixaram as autoridades ainda divididas sobre se serão necessários aumentos nas taxas para desacelerar ainda mais a inflação, mas também mais cautelosas quanto à solidez do mercado de trabalho e aos riscos para sua meta de manter o pleno emprego.

    Na ausência de orientações de Warsh, que tem se mostrado relutante em falar sobre a trajetória da política monetária durante seu mandato, os investidores estão precificando o início dos aumentos das taxas de juros já a partir da reunião de 27 e 28 de outubro.

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