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    Parlamento britânico rejeita projeto de morte assistida a paciente terminal

    Proposta permitiria que pacientes com expectativa de vida inferior a seis meses recorressem à assistência médica para morrer

    Metrópoles
    11 de setembro de 2026 às 18:35
    Parlamento britânico rejeita projeto de morte assistida a paciente terminal
    Foto: Metrópoles

    Os deputados do Reino Unido rejeitaram, nesta sexta-feira (11/9), o projeto de lei que previa a legalização da morte assistida para pacientes em estágio terminal na Inglaterra e no País de Gales.

    A proposta foi derrotada por 16 votos. No total, 286 parlamentares votaram contra o texto, enquanto 270 defenderam a aprovação.

    O projeto estabelecia que pacientes com expectativa de vida inferior a seis meses poderiam solicitar assistência médica para morrer. O pedido precisaria passar pela avaliação de dois médicos e de um comitê formado por especialistas.

    Jack Taylor/Getty Images
    Jack Taylor/Getty Images — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Outra exigência prevista no texto era de que o próprio paciente tivesse condições de administrar a substância utilizada para provocar a morte .

    A proposta provocou uma nova rodada de discussões sobre o direito de pacientes em fase terminal escolherem como e quando morrer.

    Os defensores da medida argumentam que a legislação daria mais autonomia a adultos com doenças incuráveis e permitiria que eles encerrassem a vida de forma considerada digna.

    Imagem colorida da bandeira do Reino Unido. Ao fundo, o Big Ben - Metrópoles
    Imagem colorida da bandeira do Reino Unido. Ao fundo, o Big Ben - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Já os críticos afirmam que a mudança poderia criar pressão sobre idosos e pessoas com deficiência, que poderiam se sentir obrigados a optar pela morte para não representar um peso para familiares ou para o sistema de saúde.

    Durante o debate desta sexta, a deputada trabalhista Janet Daby afirmou que mudou de posição em relação às votações anteriores. Ela contou ter tido “pesadelos sobre a morte e o fato de morrer” depois de votar a favor da proposta.

    A deputada trabalhista Lauren Edwards, uma das principais defensoras do projeto, criticou a decisão do Parlamento. Para ela, os parlamentares “deixaram passar a sua oportunidade” de alterar a legislação.

    Edwards afirmou ainda que as regras atuais são “injustas para mantê-las como estão”.

    Em junho de 2025, o texto havia sido aprovado pelos deputados em uma votação apertada.

    O projeto, porém, acabou travado na Câmara dos Lordes, responsável por analisar as propostas aprovadas pela Câmara dos Comuns. Em abril, a medida foi abandonada após um longo bloqueio na casa.

    Em meados de junho, a proposta voltou a ser apresentada por uma deputada trabalhista e passou novamente pelo processo de discussão no Parlamento .

    O primeiro-ministro Andy Burnham, que assumiu o cargo em julho, havia informado que não participaria da votação. Segundo ele, a ausência tinha como objetivo evitar influência sobre o resultado do debate.

    Com a rejeição, Inglaterra e País de Gales mantêm a proibição da morte assistida nos moldes previstos no projeto.

    A decisão também coloca o Reino Unido em uma posição diferente da adotada por países que aprovaram modelos parecidos de assistência médica para morrer, como Canadá , Bélgica, Suíça e Uruguai.

    A opinião pública britânica não tem consenso sobre o tema.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/mundo/parlamento-britanico-rejeita-projeto-de-morte-assistida-a-paciente-terminal.

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