Política

    “Países que aderirem à guerra econômica dos EUA serão inimigos, diz Irã

    País persa declara que estreito de Ormuz seguirá fechado; reações respondem à promessa de Trump de "ofensiva esmagadora"

    Poder360
    22 de agosto de 2026 às 23:57
    “Países que aderirem à guerra econômica dos EUA serão inimigos, diz Irã
    bandeira-irã-Abdollah Nekounam Ghadirli — Foto: Poder360

    País persa declara que estreito de Ormuz seguirá fechado; reações respondem à promessa de Trump de “ofensiva esmagadora”

    O líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei , declarou neste sábado (22.ago.2026) que países que participarem da “ guerra econômica ” dos Estados Unidos contra o Irã serão considerados inimigos do país persa. As informações são da agência chinesa Xinhua , com base em declarações de Rezaei à emissora estatal iraniana Irib .

    Rezaei afirmou que o Irã negociará com os países e pedirá que se mantenham fora do conflito, mas, caso recusem, terão seus interesses atingidos. Além disso, o iraniano disse que se países vizinhos optarem por se juntar ao cerco norte-americano, o Irã não permitirá que “ nenhuma gota de petróleo ” seja exportada pelo estreito de Ormuz.

    Na imagem, bandeira do Irã, país alvo de ofensiva dos Estados Unidos
    Na imagem, bandeira do Irã, país alvo de ofensiva dos Estados Unidos — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “ Estamos dizendo a todos os países vizinhos para não se juntarem à guerra econômica dos EUA; caso contrário, nós os consideraremos inimigos” , afirmou Rezaei.

    O líder iraniano disse também que o estreito de Ormuz permanecerá fechado a menos que os Estados Unidos cumpram os compromissos estabelecidos no memorando de entendimento de paz assinado entre o Irã e os EUA em junho de 2026. Declarou ainda que o governo norte-americano deve agir 1º desta vez.

    De acordo com a rede de notícias Al Jazeera , sediada no Qatar, o Ministério das Relações Exteriores do Irã considera as punições econômicas norte-americanas uma “ declaração de guerra ” contra todas as nações. A chancelaria declarou que a medida representa uma tentativa dos Estados Unidos de exercer soberania extraterritorial sobre todos os países integrantes da ONU.

    As reações devem-se a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), na 4ª feira (19.ago). O presidente anunciou uma nova ofensiva econômica contra o Irã. Os detalhes devem ser apresentados pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, na 2ª feira (24.ago).

    Segundo Trump, a medida será a “ operação econômica mais esmagadora já adotada contra qualquer país ”, com ações para isolar o Irã e impedir o uso de mecanismos para contornar as sanções norte-americanas.

    Em publicação em sua rede social Truth Social, o presidente norte-americano também declarou que países que permitirem que instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais ofereçam qualquer tipo de apoio econômico ao Irã enfrentarão “ enormes consequências econômicas ”.

    A ofensiva amplia a pressão sobre Teerã em um momento de tensão entre os 2 países. O presidente norte-americano afirmou na 3ª feira (18.ago) que não há conversas ou negociações previstas com o governo iraniano depois do fim do memorando de entendimento firmado entre os países.

    O estreito de Ormuz também permanece no centro da disputa. A passagem é estratégica para o comércio mundial de petróleo e tem sido alvo de impasse entre o Irã, os Estados Unidos e países da região desde a escalada militar no Oriente Médio.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-internacional/paises-que-aderirem-a-guerra-economica-dos-eua-serao-inimigos-diz-ira/.

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    Na imagem, bandeira do Irã, país alvo de ofensiva dos Estados Unidos — Foto: Poder360

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