Países islâmicos afirmam que planos de Israel para expulsão de Gaza ameaçam paz apoiada por Trump
Oito países islâmicos e árabes condenaram neste domingo (6) os planos israelenses de retirada dos palestinos da Faixa de Gaza , afirmando que as propostas, apresentadas por ministros do governo de Binyamin Netanyahu , colocam em risco a paz apoiada pelos EUA. Leia mais (09/06/2026 - 11h48)

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Oito países islâmicos e árabes condenaram neste domingo (6) os planos israelenses de retirada dos palestinos da Faixa de Gaza , afirmando que as propostas, apresentadas por ministros do governo de Binyamin Netanyahu , colocam em risco a paz apoiada pelos EUA.

O ministro da Defesa de Israel , Israel Katz, disse na quarta-feira (2) que o governo tinha planos para retirar os palestinos de Gaza, mas aguardava a aprovação dos EUA para determinar para onde deslocariam a população do território.
Um dia depois, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir , afirmou que o plano tinha como objetivo remover 250 mil palestinos de Gaza no primeiro ano, seguidos pelo restante dos cerca de 2 milhões de habitantes ao longo dos seis anos seguintes.
Os ministros das Relações Exteriores de Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Indonésia e Turquia disseram condenar "nos termos mais veementes" os "planos e mecanismos propostos com o objetivo de expulsar à força palestinos de suas terras".

"Essas medidas ameaçam diretamente os esforços internacionais para alcançar a paz, em particular o plano abrangente do presidente Donald Trump para encerrar o conflito em Gaza, que inclui uma firme rejeição ao deslocamento forçado", acrescentaram, referindo-se ao plano de paz para Gaza, de outubro de 2025, apoiado pelos EUA.
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No sábado (5), o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, ferrenho apoiador de Israel e dos colonos israelenses na Cisjordânia ocupada, negou que houvesse um plano israelense para forçar a saída dos palestinos de Gaza.

"Posso afirmar categoricamente que não há nenhum plano dos israelenses para retirar pessoas de Gaza contra a vontade delas", disse Huckabee a jornalistas em Turmus Ayya, cidade palestina na Cisjordânia ocupada por Israel.
"Há uma disposição para considerar que, se as pessoas quiserem partir, devem ter o direito de fazê-lo. Mantê-las confinadas em um lugar onde não querem estar deveria ser, a meu ver, uma vergonha absoluta", afirmou Huckabee.
Segundo o embaixador americano, "ninguém está sugerindo que haverá deslocamento forçado". "Os israelenses não estão. Os americanos certamente não estão. Não conheço ninguém que apoie isso."
Katz afirmou na quarta-feira (2) que, "no fim das contas, não há uma solução real para Gaza sem essa migração".
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/paises-islamicos-afirmam-que-planos-de-israel-para-expulsao-de-gaza-ameacam-paz-apoiada-por-trump.shtml.

Menino palestino observa socorristas escavarem escombros de prédio destruído por bombardeio de Israel em Gaza - Eyad Baba - 5.set.26/AFP · Eyad Baba - 5.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo
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