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    Pai e filho são expulsos de condomínio por "tocarem o terror" na vizinhança

    Pai e filho foram expulsos por situações de violência, maus-tratos contra animais, assédio sexual e até por manterem um ferro-velho no local

    Metrópoles
    3 de setembro de 2026 às 06:40
    Pai e filho são expulsos de condomínio por "tocarem o terror" na vizinhança
    Foto: Metrópoles

    A Justiça do Distrito Federal expulsou Vinícius de Oliveira Scucato e João Vitor Mendes Scucato, pai e filho, de 51 e 21 anos respectivamente, por situações de violência, maus-tratos contra animais, assédio sexual e até por manterem um ferro-velho irregular dentro do Condomínio Solar de Brasília , no Jardim Botânico (DF). O condomínio é o mesmo onde mora o ex-presidente da República Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar no local.

    A sentença proferida na última segunda-feira (31/8) relata um histórico de mais de 10 anos de infrações administrativas, cíveis e crimes que inviabilizaram o convívio com os vizinhos. A decisão foi tomada após a assembleia do condomínio entrar com processo contra pai e filho na esfera cível.

    O juiz do caso citou que as multas administrativas aplicadas pelo condomínio chegaram ao teto de 10 vezes a taxa mensal e as condenações judiciais anteriores não foram suficientes para deter o comportamento agressivo e intimidador dos acusados.

    Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
    Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Entre os delitos cometidos por pai e filho estão agressões com facão e correntes de ferro, asfixia de vizinho, tentativa de atropelamento de funcionários, o arremesso de pedras contra trabalhadores e ameaças a moradores, que revelam incompatibilidade absoluta com a vida em comunidade . Além disso, Vinícius é acusado de proferir comentário de cunho sexual contra uma menor de idade.

    Vinícius também é acusado de operar uma oficina e um ferro-velho clandestino dentro de casa, além de ter sido alvo de uma operação por manter um canil e criações de aves que viviam em condições insalubres .

    Oficina e ferro-velho clandestinos no condomínio: desde 2010, Vinícius acumulava veículos sucateados, carcaças, peças automotivas e resíduos industriais em suas casas (Quadra 1 e Quadra 2), operando um ferro-velho irregular que gerava sujeira, pragas e insetos; Canil e criação de aves em condições insalubres: em 2015, uma operação policial resgatou 81 cães desnutridos e doentes mantidos sob maus-tratos em um canil clandestino com exploração comercial de filhotes. Além disso, ele manteve criação irregular de galos, patos e perus na Quadra 2, causando barulho incessante e proliferação de pombos; Ataque com facão e rodo (2015): após desentendimentos, Vinícius atacou um vizinho com um facão no rosto (a vítima defendeu-se com a mão, ficando com sequelas no dedo) e depois o golpeou com um rodo de madeira no rosto, quebrando-lhe um dente; Agressão e ofensas a carteiro (2020): João Vitor, incitado pelo pai Vinícius, atirou um pedregulho e um bloco de concreto contra um carteiro em uma motocicleta, atingindo suas pernas e braços. O carteiro também relatou ter tido cão solto contra ele e ser vítima de ofensas verbais homofóbicas recorrentes por parte de Vinícius ao entregar cartas; Esnobada e “mata-leão” com corrente de ferro (2024): Vinícius e João Vitor agrediram um vizinho no meio da rua. Enquanto o filho imobilizava a vítima no chão em um golpe “mata-leão”, o pai desferia reiterados golpes em sua cabeça e rosto com uma corrente de ferro pesada, provocando sangramento intenso. A agressão só cessou quando um policial militar armado interveio; Tentativa de atropelamento de funcionário (2024): Vinícius avançou deliberadamente de carro contra um supervisor do condomínio, passando por cima de cones de sinalização. O funcionário precisou se jogar de lado para não ser atropelado; Invasão de privacidade e assédio sexual contra menor (2025): Vinícius escalava o muro de sua residência para filmar, xingar e aterrorizar a família de um vizinho confrontante. O morador relatou em juízo que o réu proferiu assédio verbal de cunho sexual contra sua filha adolescente na rua interna do residencial; Afronta durante o processo (2026): mesmo após receber uma decisão liminar com multa de R$ 2 mil, Vinícius compareceu à sede da administração do condomínio para filmar ostensivamente, provocar tumultos e constranger os funcionários de atendimento.

    Imagem colorida, Condomínio Solar de Brasília- Metrópoles
    Imagem colorida, Condomínio Solar de Brasília- Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Vinicius responde criminalmente por diversos delitos na vara criminal, mas também possui um grande número de processos contra outras pessoas. Um ex-vizinho de Vinicius, que preferiu não se identificar, informou que era comum aos vizinhos criarem tumulto e registrarem Boletim de Ocorrência contra as vítimas de agressões. “Eles têm um modus operandi de arrumar confusão e em seguida registrar B.O alegando terem sido ameaçados”, afirmou.

    O mesmo vizinho acabou sendo intimidado por Vinicius ao não deixar seus filhos se aproximarem do filho do homem que possuía um histórico ruim. “Ele quis vir tirar satisfação conosco, e chegou a ameaçar chamar o Conselho Tutelar”, relatou o vizinho.

    Vinícius de Oliveira Scucato e João Vitor Mendes Scucato perderam o direito de morar e frequentar o condomínio, mas não perderam a posse do imóvel .

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    Pai e filho têm 30 dias para cumprir as medidas e caso não cumpram, a Justiça autorizou o uso de força policial para retirar a dupla do condomínio. O descumprimento da decisão também pode causar uma multa diária de R$ 2 mil.

    A defesa de Vinícius de Oliveira Scucato e João Vitor Mendes Scucato foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até o momento. O síndico do Condomínio Solar também foi acionado, mas optou por não se posicionar.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/pai-e-filho-sao-expulsos-de-condominio-por-tocarem-o-terror-na-vizinhanca.

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