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    Padilha descarta caneta emagrecedora como 'milagre estético' e diz que SUS terá protocolos

    O ministro da Saúde , Alexandre Padilha (PT), disse nesta terça-feira (8) que o SUS (Sistema Único de Saúde) deve incorporar "definitivamente" as canetas emagrecedoras nos próximos anos, mas que o produto será utilizado sob protocolos voltados para doenças específicas, como a obesidade , e não deve ser visto como "milagre estético". Leia mais (09/08/2026 - 16h30)

    Folha de S.Paulo
    8 de setembro de 2026 às 19:30
    Padilha descarta caneta emagrecedora como 'milagre estético' e diz que SUS terá protocolos
    A imagem mostra duas canetas de medicamento sobre uma superfície escura. A caneta à esquerda é rotulada como "Ozempic" e possui uma cor azul clara, enquanto a caneta à direita é rotulada como "Mounjaro" e é branca com detalhes em rosa. Amba — Foto: Folha de S.Paulo

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    O ministro da Saúde , Alexandre Padilha (PT), disse nesta terça-feira (8) que o SUS (Sistema Único de Saúde) deve incorporar "definitivamente" as canetas emagrecedoras nos próximos anos, mas que o produto será utilizado sob protocolos voltados para doenças específicas, como a obesidade , e não deve ser visto como "milagre estético".

    Canetas contendo substâncias análogas do GLP-1, usadas para tratamento da diabetes e perda de peso - Karime Xavier - 9.jan.25/Folhapress · Karime Xavier - 9.jan.25/Folhapress
    Canetas contendo substâncias análogas do GLP-1, usadas para tratamento da diabetes e perda de peso - Karime Xavier - 9.jan.25/Folhapress · Karime Xavier - 9.jan.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ele afirmou que as canetas "podem ter um papel muito importante" para pacientes que estão na fila de cirurgia bariátrica ou que apresentam problemas cardiovasculares. Também mencionou a possibilidade de ofertá-las às mulheres que tratam o câncer de mama —há estudos sobre possíveis efeitos benéficos dos produtos no combate a alguns tumores.

    As canetas ainda não estão incorporadas de forma ampla ao SUS. Há experiências voltadas a poucos pacientes no município do Rio de Janeiro, além de protocolos envolvendo as gestões estaduais do Rio e Goiás e do Distrito Federal .

    Padilha tratou da oferta das canetas durante um evento promovido pelo canal Amado Mundo com representantes das campanhas a presidente sobre propostas para o setor até 2030.

    Apreensões de canetas emagrecedoras disparam na fronteira do Brasil com o Paraguai
    Apreensões de canetas emagrecedoras disparam na fronteira do Brasil com o Paraguai — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O ministro da Saúde de Lula (PT) disse que, nos próximos anos, as drogas voltadas ao tratamento do diabetes e obesidade estarão no SUS, mas não estimou um prazo para concretizar a entrega dos medicamentos.

    Padilha disse que as canetas serão "definitivamente incorporadas no sistema de saúde, em protocolos específicos sobre o que cabe a elas fazer, não vendo essas canetas como ferramentas ou milagres estéticos, mas como medicamentos, que têm que ser tratados dessa forma, que podem ter um papel muito importante".

    O Ministério da Saúde também promove um estudo em unidade do GHC (Grupo Hospitalar Conceição), em Porto Alegre, com cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças e com indicação para cirurgia bariátrica. Padilha afirmou que se trata do "principal protocolo" em análise.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As chamadas canetas emagrecedoras são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade. As principais marcas no mercado são compostas por semaglutida (Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk , além de marcas nacionais, como Ozivy , da EMS) e tirzepatida (Mounjaro, da Eli Lilly) , que também atua no receptor do hormônio GIP.

    Existe forte pressão de consumidores, de parte da indústria e do mundo político para ampliar a oferta e baixar custos dos emagrecedores. O aumento do consumo para fins estéticos ou fora da bula, além da popularização de versões manipuladas e de medicamentos trazidos do Paraguai , porém, são pontos que preocupam associações e sociedades médicas .

    A Novo Nordisk renovou neste ano pedido para a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) de levar para a rede pública o Wegovy , medicamento contendo semaglutida. A proposta da farmacêutica é atender pacientes com obesidade que já sofreram infarto . Na análise anterior feita em 2025, destinada a público mais amplo, a comissão negou a incorporação ao apontar impacto de até R$ 8 bilhões aos cofres públicos.

    Agora, a empresa estima que 38.598 pacientes poderiam receber o tratamento, se a nova proposta for aprovada pela Conitec, ao custo de R$ 500 milhões a R$ 650 milhões por ano.

    No ano passado, a disputa pelo mercado dos emagrecedores ganhou novo rumo com atuação direta do governo Lula (PT). A Anvisa atendeu a um pedido do Ministério da Saúde e passou na frente da sua fila de análise 20 pedidos de emagrecedores contendo liraglutida ou semaglutida.

    Em maio, a Anvisa aprovou a primeira caneta contendo semaglutida e fabricada por indústria nacional, a Ozivy, da EMS. Desde então, aprovou uma série de outras versões do produto, incluindo dois genéricos —que são ao menos 35% mais baratos que o produto de referência.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/09/padilha-descarta-caneta-emagrecedora-como-milagre-estetico-e-diz-que-sus-tera-protocolos.shtml.

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    Canetas contendo substâncias análogas do GLP-1, usadas para tratamento da diabetes e perda de peso - Karime Xavier - 9.jan.25/Folhapress · Karime Xavier - 9.jan.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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