Pacientes que trocam canetas emagrecedoras por versão oral do Wegovy continuam emagrecendo, diz estudo da farmacêutica
Pacientes que trocaram canetas emagrecedoras pelo comprimido diário Wegovy, da Novo Nordisk, continuaram emagrecendo, segundo estudo com 194 pacientes divulgado nesta quarta-feira (30) no congresso da EASD (Associação Europeia para o Estudo do Diabetes ), em Milão. Leia mais (09/30/2026 - 20h47)

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Pacientes que trocaram canetas emagrecedoras pelo comprimido diário Wegovy, da Novo Nordisk, continuaram emagrecendo, segundo estudo com 194 pacientes divulgado nesta quarta-feira (30) no congresso da EASD (Associação Europeia para o Estudo do Diabetes ), em Milão.

Os participantes do estudo perderam, em média, 4,1% do peso corporal ao longo de três meses após migrarem de terapias injetáveis contra a obesidade —incluindo o próprio Wegovy injetável e Zepbound ( tirzepatida ), da Eli Lilly — para a semaglutida oral, princípio ativo do Wegovy e também do Ozempic.
O Wegovy em comprimidos ainda não está disponível no Brasil, apenas a versão injetável.
Após a troca, os pacientes perderam, em média, 4 kg, partindo de um peso inicial de 100,5 kg. A proporção de participantes classificados como clinicamente obesos caiu de 87,1% para 65,5% após três meses, e quase 41% eliminaram pelo menos 5% do peso corporal.

"Tem havido muitas dúvidas sobre se as pessoas conseguem aderir ao tratamento com o comprimido. Será que realmente preferem o comprimido? Claramente, muitos pacientes obtêm resultados ainda melhores com ele do que com os medicamentos injetáveis, e considero esses dados bastante sólidos", diz Martin Holst Lange, diretor científico da Novo Nordisk.
A situação da farmacêutica sofreu uma forte reviravolta desde que a empresa se tornou a companhia de capital aberto mais valiosa da Europa, após o lançamento do Wegovy injetável para perda de peso, em 2021. Suas ações despencaram mais de 70% em relação ao pico, enquanto a Eli Lilly ultrapassou a Novo Nordisk e assumiu a liderança do mercado de medicamentos contra a obesidade.
A empresa encontrou algum alívio com o comprimido Wegovy. Os tratamentos orais agora respondem por cerca de um terço das prescrições contra a obesidade nos Estados Unidos desde o lançamento do comprimido, segundo apresentações da empresa feitas no início deste mês, e a Novo conquistou mais de 80% das novas prescrições de medicamentos orais.

O CEO da Novo, Mike Doustdar, disse à Reuters na semana passada que os comprimidos para perda de peso poderiam conquistar até metade do mercado global de medicamentos contra a obesidade , que, segundo estimativas de analistas, poderá movimentar US$ 100 bilhões (cerca de R$ 520 bilhões) por ano ou mais até o fim da década.
Os dados foram compilados em colaboração com a empresa americana de telessaúde Ro. Embora as conclusões obtidas na prática clínica reflitam o atendimento real, elas dependem, em parte, de informações fornecidas pelos próprios pacientes e não permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito, como ocorre em estudos randomizados.
O comprimido Wegovy já foi lançado nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Alemanha e nos Emirados Árabes Unidos, e há lançamentos previstos em outros mercados nos próximos trimestres.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/09/pacientes-que-trocam-canetas-emagrecedoras-por-versao-oral-do-wegovy-continuam-emagrecendo-diz-estudo-da-farmaceutica.shtml.

Versão do Wegovy em comprimidos, da Novo Nordisk - Tom Little/Reuters · Tom Little/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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