Brasil

    Pacientes que trocam canetas emagrecedoras por versão oral do Wegovy continuam emagrecendo, diz estudo da farmacêutica

    Pacientes que trocaram canetas emagrecedoras pelo comprimido diário Wegovy, da Novo Nordisk, continuaram emagrecendo, segundo estudo com 194 pacientes divulgado nesta quarta-feira (30) no congresso da EASD (Associação Europeia para o Estudo do Diabetes ), em Milão. Leia mais (09/30/2026 - 20h47)

    Folha de S.Paulo
    30 de setembro de 2026 às 23:47
    Pacientes que trocam canetas emagrecedoras por versão oral do Wegovy continuam emagrecendo, diz estudo da farmacêutica
    Caixa branca e rosa do medicamento Wegovy, contendo 30 comprimidos de semaglutida para uso oral, posicionada sobre superfície metálica. — Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    Pacientes que trocaram canetas emagrecedoras pelo comprimido diário Wegovy, da Novo Nordisk, continuaram emagrecendo, segundo estudo com 194 pacientes divulgado nesta quarta-feira (30) no congresso da EASD (Associação Europeia para o Estudo do Diabetes ), em Milão.

    Versão do Wegovy em comprimidos, da Novo Nordisk - Tom Little/Reuters · Tom Little/Reuters
    Versão do Wegovy em comprimidos, da Novo Nordisk - Tom Little/Reuters · Tom Little/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os participantes do estudo perderam, em média, 4,1% do peso corporal ao longo de três meses após migrarem de terapias injetáveis contra a obesidade —incluindo o próprio Wegovy injetável e Zepbound ( tirzepatida ), da Eli Lilly — para a semaglutida oral, princípio ativo do Wegovy e também do Ozempic.

    O Wegovy em comprimidos ainda não está disponível no Brasil, apenas a versão injetável.

    Após a troca, os pacientes perderam, em média, 4 kg, partindo de um peso inicial de 100,5 kg. A proporção de participantes classificados como clinicamente obesos caiu de 87,1% para 65,5% após três meses, e quase 41% eliminaram pelo menos 5% do peso corporal.

    Veja influenciadores brasileiros que promoveram canetas paraguaias proibidas pela Anvisa
    Veja influenciadores brasileiros que promoveram canetas paraguaias proibidas pela Anvisa — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Tem havido muitas dúvidas sobre se as pessoas conseguem aderir ao tratamento com o comprimido. Será que realmente preferem o comprimido? Claramente, muitos pacientes obtêm resultados ainda melhores com ele do que com os medicamentos injetáveis, e considero esses dados bastante sólidos", diz Martin Holst Lange, diretor científico da Novo Nordisk.

    A situação da farmacêutica sofreu uma forte reviravolta desde que a empresa se tornou a companhia de capital aberto mais valiosa da Europa, após o lançamento do Wegovy injetável para perda de peso, em 2021. Suas ações despencaram mais de 70% em relação ao pico, enquanto a Eli Lilly ultrapassou a Novo Nordisk e assumiu a liderança do mercado de medicamentos contra a obesidade.

    A empresa encontrou algum alívio com o comprimido Wegovy. Os tratamentos orais agora respondem por cerca de um terço das prescrições contra a obesidade nos Estados Unidos desde o lançamento do comprimido, segundo apresentações da empresa feitas no início deste mês, e a Novo conquistou mais de 80% das novas prescrições de medicamentos orais.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O CEO da Novo, Mike Doustdar, disse à Reuters na semana passada que os comprimidos para perda de peso poderiam conquistar até metade do mercado global de medicamentos contra a obesidade , que, segundo estimativas de analistas, poderá movimentar US$ 100 bilhões (cerca de R$ 520 bilhões) por ano ou mais até o fim da década.

    Os dados foram compilados em colaboração com a empresa americana de telessaúde Ro. Embora as conclusões obtidas na prática clínica reflitam o atendimento real, elas dependem, em parte, de informações fornecidas pelos próprios pacientes e não permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito, como ocorre em estudos randomizados.

    O comprimido Wegovy já foi lançado nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Alemanha e nos Emirados Árabes Unidos, e há lançamentos previstos em outros mercados nos próximos trimestres.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/09/pacientes-que-trocam-canetas-emagrecedoras-por-versao-oral-do-wegovy-continuam-emagrecendo-diz-estudo-da-farmaceutica.shtml.

    Imagem 1
    1 / 3

    Versão do Wegovy em comprimidos, da Novo Nordisk - Tom Little/Reuters · Tom Little/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)