Ovos: entenda por que poder de compra do avicultor atingiu menor patamar no semestre
Alta dos insumos reduz poder de compra do avicultor Claudia Assencio/g1 O poder de compra do avicultor paulista fechou o julho com o menor patamar desde janeiro de 2026 nos principais polos do setor no interior de São Paulo. O cenário crítico para a rentabilidade do produtor no fim do primeiro semestre é resultado da combinação entre a queda nos preços dos ovos e a a alta nas cotações do milho e do farelo de soja, que são os principais insumos da atividade. As relações de troca de ovos por milho e por farelo de soja registraram diminuição tanto na comparação mensal quanto na anual. As análises
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Alta dos insumos reduz poder de compra do avicultor — Foto: Claudia Assencio/g1
O poder de compra do avicultor paulista fechou o julho com o menor patamar desde janeiro de 2026 nos principais polos do setor no interior de São Paulo. O cenário crítico para a rentabilidade do produtor no fim do primeiro semestre é resultado da combinação entre a queda nos preços dos ovos e a a alta nas cotações do milho e do farelo de soja, que são os principais insumos da atividade.
As relações de troca de ovos por milho e por farelo de soja registraram diminuição tanto na comparação mensal quanto na anual. As análises são do boletim mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) do campus da USP em Piracicaba (SP), divulgado nesta sexta-feira (7).

Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os valores cobrados tanto pelos ovos brancos quanto pelos vermelhos apresentaram queda na comparação entre junho e julho.
O preço comercial da caixa de ovos vermelhos com 30 dúzias era R$ 146 em 31 de julho de 2026. Dos ovos brancos, o valor pago ao produtor fechou em R$ 134 a caixa. Em junho, os valores comerciais ficaram na casa dos R$ 151e R$ 135, respectivamente.
O levantamento considera o preço dos ovos vendidos ao comerciante, em caixa com 30 dúzias, para pagamento à vista.
Em contrapartida, as cotações do milho registraram avanço durante o mesmo período.
O Indicador Esalq/BM&FBovespa do Cepea, no interior de São Paulo, encerrou julho de 2026 cotado a R$ 65,25 por saca de 60 kg. O mês registrou alta acumulada de aproximadamente 3%, impulsionado pela postura retrotraída de vendedores focados no campo, apesar da pressão da colheita da segunda safra.
Combinação entre a queda nos preços dos ovos e a a alta nas cotações do milho e do farelo de soja retrai poder de compra do avicultor — Foto: Luiz de Matos/Rede Amazônica
Para a soja, o valor registrado no dia 31 de julho foi de R$ 144,1 por saca pelo indicador do Cepea/Esalq-USP.
Em junho, a saca do milho fechou em R$ 63,5 e da soja em R$133,5.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/08/09/ovos-entenda-por-que-poder-de-compra-do-avicultor-atingiu-menor-patamar-no-semestre.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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