Outubro Rosa: o que toda mulher precisa saber sobre câncer de mama
O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção, do acompanhamento médico e da detecção precoce do câncer de mama Reprodução/Magnific O Outubro Rosa é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, e a campanha existe para reforçar a importância da prevenção, do acompanhamento médico e da detecção precoce. O câncer de mama é o tipo mais incidente entre as mulheres no Brasil, exceto os tumores de pele não melanoma (INCA). A boa notícia é que a identificação precoce favorece o tratamento e está associada a melhores prognósticos. Mas há muito mais nuance nessa história do que simplesmente “fa
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O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção, do acompanhamento médico e da detecção precoce do câncer de mama — Foto: Reprodução/Magnific
O Outubro Rosa é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, e a campanha existe para reforçar a importância da prevenção, do acompanhamento médico e da detecção precoce. O câncer de mama é o tipo mais incidente entre as mulheres no Brasil, exceto os tumores de pele não melanoma (INCA). A boa notícia é que a identificação precoce favorece o tratamento e está associada a melhores prognósticos. Mas há muito mais nuance nessa história do que simplesmente “fazer a mamografia”.
Entre os principais alertas que uma mulher não deve ignorar, estão:
O aparecimento de um novo nódulo na mama, especialmente quando endurecido e persistente; Alterações na pele, como retração, espessamento ou aspecto semelhante à “casca de laranja”; Mudanças recentes no formato ou tamanho da mama; Retração ou alteração do mamilo; Saída espontânea de secreção pelo mamilo, principalmente quando é sanguinolenta; Alterações ou aumento de gânglios na axila.
A Dra. Carolina Lopes, mastologista, CRM-MG 55245 / RQE 36172, alerta que, nas fases iniciais, o câncer de mama frequentemente não provoca nenhum sintoma. É justamente por isso que o acompanhamento adequado e os exames de rastreamento são tão importantes, mesmo quando a mulher não percebe nenhuma alteração.
Embora a mamografia seja o principal exame de rastreamento do câncer de mama, a recomendação não é igual para todas as mulheres. Para mulheres de risco habitual, a recomendação pode variar conforme as diretrizes adotadas e a avaliação individual. A Dra. Carolina explica que, em sua prática, o rastreamento mamográfico anual é indicado a partir dos 40 anos. Para quem tem risco elevado, o acompanhamento precisa começar mais cedo.
Outros exames que podem entrar no rastreamento
Além da mamografia, outros exames podem ser indicados conforme o perfil de cada paciente. Para mulheres de alto risco , além de iniciar o acompanhamento em uma idade mais precoce, o protocolo de rastreamento pode incluir a ressonância magnética das mamas , geralmente associada à mamografia.
O ultrassom também tem seu papel e pode ser importante, principalmente, como exame complementar, por exemplo, em mulheres com mamas densas ou quando existe alguma alteração identificada na mamografia ou no exame clínico. Entretanto, ele não substitui a mamografia no rastreamento da população de risco habitual.
A Dra. Carolina prefere usar um termo diferente quando fala sobre o autoexame: " Eu prefiro falar em autoconhecimento das mamas . É importante que a mulher conheça o aspecto e o toque habituais das suas mamas e procure avaliação médica caso perceba alguma mudança persistente. Mas é fundamental entender que o autoexame não substitui os exames de rastreamento , porque o câncer de mama pode estar presente antes mesmo de causar qualquer alteração perceptível pela própria mulher."
Conhecer o aspecto e o toque habituais das mamas ajuda a perceber alterações que devem ser avaliadas por um médico — Foto: Reprodução/Magnific
Segundo a especialista, o rastreamento precisa ser individualizado, pois a identificação e o tratamento variam de caso a caso. Para uma mulher de risco habitual, a mamografia anual a partir dos 40 anos é uma importante estratégia de detecção precoce, conforme a recomendação adotada pela especialista. Já para aquelas que apresentam risco aumentado, o acompanhamento deve começar mais cedo e pode envolver exames adicionais. Por isso, conhecer o seu risco e conversar com um mastologista é tão importante quanto realizar os exames indicados.
Neste Outubro Rosa , fica o alerta: conhecer o próprio corpo é importante, mas não substitui o acompanhamento médico. A melhor estratégia é entender o seu risco, realizar os exames indicados e procurar avaliação diante de qualquer alteração persistente nas mamas.
Unidades de saúde do SUS na Zona da Mata Mineira oferecem atendimento e encaminhamentos para especialistas. O primeiro passo pode ser uma consulta no posto de saúde mais próximo e esse passo pode mudar a história da doença.
⚠ ️ Esta matéria tem caráter informativo e faz parte do projeto Viva Bem, da TV Integração. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico.
Responsável Técnico: Olamir Rossini Junior, médico, CRM-MG 29797S.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/especial-publicitario/tv-integracao/noticia/2026/10/12/outubro-rosa-o-que-toda-mulher-precisa-saber-sobre-cancer-de-mama.ghtml.
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