Ouro fecha em alta e atinge maior valor desde maio com Oriente Médio e Treasuries
Bandejas de barras de ouro recém-fundidas na Casa da Moeda da Polônia, também conhecida como Mennica Polska SA, em Varsóvia, Polônia, na quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026. O Banco Central da Polônia, o maior comprador de ouro do mundo, está aumentando suas compras em mais 150 toneladas, preparando-se para mais instabilidade geopolítica, que levou os preços a níveis recordes. Fotógrafo: Damian Lemanski/Bloomberg " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/02/449927183.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Movimento do metal precioso ocorre enquanto os mercad

Bandejas de barras de ouro recém-fundidas na Casa da Moeda da Polônia, também conhecida como Mennica Polska SA, em Varsóvia, Polônia, na quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026. O Banco Central da Polônia, o maior comprador de ouro do mundo, está aumentando suas compras em mais 150 toneladas, preparando-se para mais instabilidade geopolítica, que levou os preços a níveis recordes. Fotógrafo: Damian Lemanski/Bloomberg
A expectativa de escalada nas tensões envolvendo Irã e EUA e o desconforto com a posição fiscal da maior economia do planeta alimentaram mais uma vez a busca pelo ouro no exterior, levando o metal a superar novamente a marca de US$ 4.700 por onça-troy. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,36% nesta segunda-feira, 24, a US$ 4697,80 por onça-troy, no maior nível desde maio.
O movimento do metal precioso ocorre enquanto os mercados aguardam o principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), previsto para quarta-feira, 26, e o discurso de estreia de Kevin Warsh no Simpósio de Jackson Hole na sexta-feira, dia 28.

Os títulos longos nos EUA passaram a recuar nesta segunda-feira (24) após o anúncio
O ouro subiu mais de 5% na semana passada depois que o plano de suporte por recompra do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos empurrou o dólar para mínimas de vários meses. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou nesta segunda que as operações de recompra recomeçarão em setembro. De acordo com a CNBC , citando fontes do governo americano, o Tesouro pode usar sua Conta Geral de quase US$ 1 trilhão para ajudar a financiar seus planos de aumentar as compras de títulos públicos.
Para a SG Markets, a tensão entre investidores de títulos e instituições tem reavivado um movimento semelhante ao observado quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas, episódio no qual o dólar se depreciou ao mesmo tempo em que o ouro ganhou força.

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Foto: InfoMoney
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