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    Os vídeos feitos com IA que erotizam a escravidão no Brasil para lucrar com anúncios

    Imagem de IA gerada por canal para narrar 'romances' fictícios sobre escravidão Reprodução/YouTube Atenção: esta reportagem aborda vídeos que sexualizam e romantizam a escravidão, com descrições de violência sexual e física contra pessoas escravizadas. O conteúdo pode ser considerado perturbador. "O escravo gigante de olhos azuis que fez a sinhá enlouquecer", "A escrava que engravidou do coronel e virou sinhá" e "A sinhá viúva que não resistiu ao escravo de olhos verdes". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Esses são alguns dos títulos de vídeos de histórias fictícias de roma

    G1
    31 de agosto de 2026 às 06:00
    Os vídeos feitos com IA que erotizam a escravidão no Brasil para lucrar com anúncios
    Foto: G1

    Imagem de IA gerada por canal para narrar 'romances' fictícios sobre escravidão — Foto: Reprodução/YouTube

    Atenção: esta reportagem aborda vídeos que sexualizam e romantizam a escravidão, com descrições de violência sexual e física contra pessoas escravizadas. O conteúdo pode ser considerado perturbador.

    "O escravo gigante de olhos azuis que fez a sinhá enlouquecer", "A escrava que engravidou do coronel e virou sinhá" e "A sinhá viúva que não resistiu ao escravo de olhos verdes".

    Agora no g1
    Agora no g1 — Foto: G1 · Fonte: G1

    🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1

    Esses são alguns dos títulos de vídeos de histórias fictícias de romance, desejo e violência sexual passados no período da escravidão no Brasil publicados no YouTube, a maior plataforma de streaming do mundo.

    Com capas ultrarrealistas geradas por inteligência artificial (IA), que frequentemente mostram homens negros musculosos ao lado de mulheres brancas, esses vídeos acumulam milhões de visualizações em português, inglês, espanhol, francês e outros idiomas.

    Uma pesquisa feita pela BBC News Brasil identificou ao menos 150 canais que publicam esse tipo de conteúdo na plataforma, por meio de buscas por palavras-chave, transcrições e títulos. Juntos, somam cerca de 80 milhões de visualizações e mais de 1 milhão de inscritos.

    A produção ocorre em escala global, com conteúdos publicados no Brasil (inclusive por brasileiros), nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Canadá, na Espanha, na França e em outros países, segundo as descrições destes canais, que aparecem publicamente no YouTube.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/08/31/os-videos-feitos-com-ia-que-erotizam-a-escravidao-no-brasil-para-lucrar-com-anuncios.ghtml.

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    Agora no g1 — Foto: G1

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