Oruam pede suspensão temporária de ação que investiga ele e Marcinho VP
Oruam é réu na Justiça do Rio em ação penal que apura esquema de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho (CV)

A defesa do rapper Mauro Nepomuceno, conhecido como Oruam, protocolou, nesta quinta-feira (17/9), um recurso no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) solicitando a suspensão temporária da ação penal contra ele , Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho da VP e outros nove réus.
Oruam, Marcinho VP e outros nove acusados são investigados por suposta lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho (CV). Para a defesa do rapper, a prova que concretizou a ação penal é ilícita.
Nos autos, os representantes do rapper apontaram um laudo pericial particular que aponta “graves nulidades e violações na cadeia de custódia das provas digitais” que sustentam a acusação de lavagem de dinheiro para o CV.

Anteriormente, como publicou o Metrópoles , ao advogado do Oruam, Thiago Lemos, havia protocolado uma petição para pedir a realização prévia de perícia técnica nos dados telemáticos e na cadeia de custódia das provas. A Justiça negou o pedido.
Diante da suspeita de provas irregulares, a defesa pede que o processo seja suspenso até a conclusão de uma perícia. O objetivo é que a Justiça avalie se a ação penal pode continuar e determine a remoção das provas consideradas inválidas.
Justiça nega pedido de prisão preventiva de Oruam feito pelo MPSP

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Apesar da decisão, Oruam segue em liberdade

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Em 30 de janeiro de 2026, o MPRJ ofereceu denúncia contra Oruam, Marcinho VP e outras nove pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Dois meses depois, a Justiça do Rio recebeu a denúncia e tornou réus todos os onze denunciados.
A denúncia foi apresentada pela 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada e aponta a existência de um esquema estruturado para “branqueamento” de recursos do tráfico de drogas em comunidades cariocas.

Segundo o MP, mesmo encarcerado há mais de 20 anos, Marcinho VP mantém influência direta sobre o Comando Vermelho, coordenando decisões estratégicas e a movimentação financeira da facção.
A investigação sustenta que o grupo operava de forma organizada, com divisão de tarefas e atuação contínua.
De acordo com a denúncia, a gestão financeira do esquema ficaria a cargo de Márcia Nepomuceno, responsável por receber valores em espécie de traficantes e ocultar o patrimônio por meio de empresas, imóveis e fazendas.

Entre os nomes citados como fornecedores de recursos estão Edgar Alves de Andrade, o Doca, Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, e Luciano Martiniano, o Pezão.
A denúncia divide o grupo em quatro núcleos:




Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/oruam-pede-suspensao-temporaria-de-acao-que-investiga-ele-e-marcinho-vp.

Instagram/Reprodução — Foto: Metrópoles
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