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    Órgãos de MG miram pressão política sobre servidores durante eleições

    Medida é assinada pelo MPMG, MPT e pela Procuradoria Regional Eleitoral e quer defender trabalhadores de pressões políticas

    Metrópoles
    6 de setembro de 2026 às 23:15
    Órgãos de MG miram pressão política sobre servidores durante eleições
    Foto: Metrópoles

    Belo Horizonte – Ameaçar um servidor de perder o cargo, transferi-lo de função por causa de sua posição política ou até perguntar em quem ele pretende votar pode trazer consequências legais em Minas Gerais . Com a aproximação das eleições, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público do Trabalho (MPT-MG) e a Procuradoria Regional Eleitoral recomendaram que gestores públicos adotem medidas para impedir o assédio eleitoral nos ambientes de trabalho .

    A recomendação conjunta é direcionada ao governador de Minas Gerais, prefeitos, presidentes dos poderes legislativos estadual e municipais, secretários e dirigentes de autarquias, fundações e empresas estatais. A orientação determina que gestores públicos garantam um ambiente de trabalho livre de pressões políticas. Entre as medidas estão ações de prevenção, fiscalização, investigação de denúncias e conscientização de servidores e trabalhadores.

    O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza a relação de trabalho para tentar influenciar ou manipular o voto, o apoio ou a manifestação política de outra pessoa. A prática pode envolver coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento.

    Secom-MG/Divulgação
    Secom-MG/Divulgação — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Entre as condutas consideradas proibidas estão ameaçar trabalhadores com perda de emprego, cargo, função de confiança ou benefícios por motivos políticos . Também não são permitidas transferências ou mudanças de função como forma de punição ou retaliação por opiniões políticas.

    A recomendação ainda proíbe questionamentos sobre o voto de servidores em candidatos ou partidos, além da exigência de uso de uniformes ou roupas com mensagens político-eleitorais.

    Também não podem ser realizadas convocações de trabalhadores para reuniões ou atos de campanha eleitoral. Gestores não devem utilizar a posição hierárquica para direcionar o voto de funcionários ou pressioná-los a influenciar outros eleitores.

    Eleições 2026
    Eleições 2026 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo o promotor de Justiça Vinícius Bigonha, coordenador eleitoral do MPMG, a atuação dos órgãos busca garantir igualdade e legalidade durante a disputa eleitoral e preservar a liberdade de escolha dos eleitores.

    A recomendação também alerta para a utilização da estrutura do poder público durante o período eleitoral. Bens, serviços, recursos e servidores públicos não podem ser empregados para promover campanhas de candidatos ou partidos.

    O uso irregular da máquina pública pode resultar em diferentes tipos de responsabilização, incluindo consequências criminais, eleitorais, administrativas e civis.

    cidade administrativa Minas Gerais
    cidade administrativa Minas Gerais — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O documento também chama atenção para as restrições relacionadas à movimentação de servidores públicos nos três meses que antecedem as eleições até a posse dos eleitos. Nesse período, há proibição de nomeações, contratações, demissões sem justa causa, remoções ou exonerações, com as exceções previstas na legislação.

    As autoridades também foram orientadas a realizar auditorias preventivas e investigar eventuais suspeitas de utilização de recursos públicos para fins eleitorais.

    Outra medida prevista é a realização de campanhas de conscientização e treinamentos para servidores públicos e a população. O objetivo é explicar quais comportamentos podem configurar assédio eleitoral e quais são as consequências legais.

    urna eletrônica eleitoral
    urna eletrônica eleitoral — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A recomendação também alcança empresas públicas e privadas vinculadas à Administração Pública, inclusive em relação aos trabalhadores terceirizados.

    De acordo com o documento, o uso do poder hierárquico para pressionar empregados a apoiar candidatos ou participar de atividades eleitorais contra a própria vontade pode caracterizar abuso de poder econômico.

    A recomendação foi assinada pelo procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Paulo de Tarso Morais Filho; pelo procurador-chefe do MPT em Minas Gerais, Max Emiliano da Silva Sena; e pelo procurador regional eleitoral Tarcísio Humberto Parreiras Henriques Filho.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/minas-gerais/orgaos-de-mg-miram-pressao-politica-sobre-servidores-durante-eleicoes.

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