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    Oposição compara Inquérito das Fake News com o das emendas: "Novo monstro"

    Senador Rogério Marinho critica investigação sobre emendas e diz que apuração conduzida por Dino repete investigação aberta no STF em 2019

    Metrópoles
    14 de setembro de 2026 às 20:17
    Oposição compara Inquérito das Fake News com o das emendas: "Novo monstro"
    Foto: Metrópoles

    O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), comparou a investigação sobre o uso de emendas parlamentares por entidades ligadas à produção do filme Dark Horse ao Inquérito das Fake News , aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019. Para o senador, a apuração relatada pelo ministro Flávio Dino corre o risco de se transformar em um “novo monstro”.

    “Nós estamos vendo agora a criação de um novo monstro, que é o inquérito que está sendo conduzido pelo senhor Flávio Dino”, afirmou Marinho a jornalistas no Senado. O parlamentar também criticou o alcance dado à investigação sobre emendas e disse que o procedimento não pode funcionar “como se fosse uma espada na cabeça do Parlamento brasileiro”.

    Na mesma declaração, Marinho classificou o inquérito 4.781 como um “espada na cabeça da sociedade brasileira”.

    Luis Nova/ Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
    Luis Nova/ Especial Metrópoles @LuisGustavoNova — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O inquérito foi aberto em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, para investigar notícias falsas, ameaças e ataques contra integrantes da Corte.

    Alexandre de Moraes foi escolhido relator e permaneceu à frente do procedimento por mais de sete anos.

    Em 9 de setembro, o presidente do STF, Edson Fachin, retirou Moraes da relatoria e determinou que procedimentos preliminares ligados ao inquérito retornassem à presidência da Corte para análise e posterior envio à Polícia Federal e à PGR.

    Oposição compara Inquérito das Fake News com o das emendas: “Novo monstro”
    Oposição compara Inquérito das Fake News com o das emendas: “Novo monstro” — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A investigação criticada por Marinho foi aberta pela Polícia Federal (PF) em julho, a partir de decisão de Dino, para apurar o uso de recursos de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas à produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Entre os parlamentares citados inicialmente estava o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo e roteirista do longa.

    Na última quinta-feira (10/9), Dino autorizou a Operação Make Up, na qual a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em três estados.

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    Entre os alvos estavam Frias e Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.

    A PF apura, entre outros pontos, R$ 2 milhões em emendas indicadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil, entidade presidida por Karina.

    Segundo documentos da investigação divulgados pelo Metrópoles , os policiais rastreiam repasses posteriores entre empresas e a Go Up e apontaram coincidência temporal entre movimentações financeiras e o período de gravações do longa.

    Frias nega que suas emendas tenham financiado o filme.

    O caso das emendas corre em paralelo a outra investigação sobre o financiamento de Dark Horse .

    Nesse segundo inquérito, que teve como relator original o ministro André Mendonça, a PF apura os R$ 61 milhões repassados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o projeto e o destino dos valores.

    O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi incluído como investigado nesse procedimento em julho .

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/oposicao-compara-inquerito-das-fake-news-com-o-das-emendas-novo-monstro.

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