Operação investiga fraude de até R$ 70,4 milhões em empréstimos da Desenvolve SP
A sede da Deic, em Campinas (SP) Giuliano Tamura/EPTV A Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (Neccold), de Campinas (SP), iniciou nesta quinta-feira (3) a segunda fase da Operação Avaritia, que investiga suspeitas de fraudes em financiamentos da Desenvolve SP. Ao todo, são cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP), Mogi das Cruzes (SP), Suzano (SP) e Barueri (SP), além do Rio de Janeiro (RJ). A ação mobilizou cerca de 80 policiais civis e 27 viaturas. Segundo o governo estadual, as fraudes investigadas
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/R/q/oAYj0kSUGHcTVwanfdYQ/whatsapp-image-2022-11-25-at-07.53.42.jpeg)
A sede da Deic, em Campinas (SP) — Foto: Giuliano Tamura/EPTV
A Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (Neccold), de Campinas (SP), iniciou nesta quinta-feira (3) a segunda fase da Operação Avaritia , que investiga suspeitas de fraudes em financiamentos da Desenvolve SP.
Ao todo, são cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP), Mogi das Cruzes (SP), Suzano (SP) e Barueri (SP), além do Rio de Janeiro (RJ). A ação mobilizou cerca de 80 policiais civis e 27 viaturas.

Segundo o governo estadual, as fraudes investigadas teriam ocorrido entre 2021 e 2022, durante a pandemia. O prejuízo pode chegar a R$ 70,4 milhões .
"A quadrilha se aproveitou de um contexto excepcional durante a pandemia, quando houve uma expansão emergencial do crédito para atender empresas que enfrentavam dificuldades e a transição para o trabalho remoto", afirmou a Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo, em nota.
A investigação começou em janeiro de 2022, depois que a própria Desenvolve SP recebeu, pela ouvidoria, uma denúncia sobre uma operação de crédito. A agência abriu uma apuração interna, identificou outros casos suspeitos e comunicou as autoridades.
Segundo a polícia, o grupo usava empresas de fachada, documentos falsos e dados financeiros manipulados para conseguir os empréstimos.
Depois da liberação do dinheiro, os valores eram transferidos para contas de terceiros e movimentados várias vezes. A suspeita é de que essas transações fossem usadas para dificultar o rastreamento dos recursos e esconder os verdadeiros beneficiários. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Ainda de acordo com o governo estadual, após identificar as suspeitas de fraude, a Desenvolve SP adotou medidas para reforçar os controles internos. Entre elas estão mudanças na política de crédito, a revisão das regras de prevenção à lavagem de dinheiro e treinamentos para prevenir novas fraudes.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/09/03/operacao-fraude-desenvolve-sp.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
Compartilhe
Espalhe essa notícia

