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    Operação Escudo: PMs que atiraram em motoboy nu vão a júri popular

    Policiais militares foram acusados de tentativa de homicídio contra Evandro Alves da Silva durante operação na Baixada Santista em 2023

    Metrópoles
    14 de agosto de 2026 às 11:00
    Operação Escudo: PMs que atiraram em motoboy nu vão a júri popular
    Foto: Metrópoles

    Três policiais militares (PMs) de São Paulo vão a júri popular acusados de tentativa de homicídio contra o motoboy Evandro Alves da Silva durante a Operação Escudo em 2023. Na ocasião, Evandro estava nu no banheiro de um imóvel alugado no litoral paulista quando foi alvo de tiros dados por Thiago Freitas da Silva , Daniel Pereira Noda e Carlos Vinícius da Silva Bruno .

    A decisão de levar os PMs ao júri foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) nessa quinta-feira (13/8). Segundo a juíza, há “verificação da materialidade delitiva e da existência de indícios suficientes de autoria”. Os policiais respondem ao processo em liberdade.

    A ação dos policiais aconteceu durante a Operação Escudo , que buscava, segundo o governo estadual, “restabelecer o controle da ordem pública” nas cidades da Baixada Santista após a morte de um agente das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar ( Rota ).

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    Reprodução — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Os PMs invadiram um imóvel alugado pelo motoboy, usado como ponto de apoio para mototaxistas no Morro José Menino, em Santos. Evandro se encontrava nu e desarmado em um banheiro de seu local de trabalho quando foi alvo dos tiros.

    Na época, os policiais alegaram estar em patrulhamento no morro quando diversos suspeitos correram para uma viela após avistarem a viatura. Eles, então, desceram do veículo e teriam visto Evandro armado pela janela de um imóvel, momento em que dispararam algumas vezes contra o motoboy.

    O inquérito policial aponta que, mesmo baleado, o motoboy ainda tentou fugir pela janela do banheiro e pulou de uma altura de sete metros, momento em que caiu e foi novamente atingido. Ele sobreviveu ao ataque após mais de 20 dias em coma.

    Imagem colorida do motoboy Evandro, baleado durante operação, com uma roupa de mototaxista - Metrópoles
    Imagem colorida do motoboy Evandro, baleado durante operação, com uma roupa de mototaxista - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Apesar dos disparos, Evandro passou a ser investigado por resistência e porte ilegal de arma de fogo, sob a alegação dos policiais de que teria tentado fugir durante a abordagem policial. Evandro foi preso em flagrante e ficou internado em estado grave.

    A Comissão Permanente de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo (OAB-SP) solicitou as imagens captadas pelas câmeras corporais dos PMs e encaminhou o material ao Ministério Público de São Paulo (MPSP). A Promotoria revelou que a arma supostamente pertencente a Evandro teria sido plantada no local após os disparos efetuados pela PM.

    O inquérito contra o motoboy foi arquivado em dezembro de 2025.

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    O Metrópoles entrou em contato com a defesa dos PMs Thiago Freitas da Silva, Daniel Pereira Noda e Carlos Vinícius da Silva Bruno e aguarda retorno.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/operacao-escudo-pms-motoboy-nu-juri.

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