Operação da Polícia Civil de SP mira organização criminosa financiada por apostas ilegais
A Polícia Civil de São Paulo , por meio do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) faz operação nesta terça-feira (13) contra duas bets clandestinas investigadas por supostamente financiarem uma organização criminosa. Leia mais (10/13/2026 - 08h32)

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A Polícia Civil de São Paulo , por meio do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) faz operação nesta terça-feira (13) contra duas bets clandestinas investigadas por supostamente financiarem uma organização criminosa.

São cumpridos três mandados de prisões contra os operadores das duas casas de apostas e outros seis mandados de busca e apreensão. Os mandados são cumpridos em São Paulo e Mogi das Cruzes.
Os investigados são considerados pela polícia beneficiários ocultos do esquema que movimentou mais de R$ 14 milhões em apenas seis meses.
O objetivo, segundo o Deic, é asfixiar financeiramente o grupo criminoso. A Justiça autorizou bloqueios de bens e valores que podem chegar a R$ 154 milhões.

A Operação Disque 151 foi planejada a partir de análises de quatro quebras de sigilos bancários, fiscais e telemáticos, que identificaram 38,5 milhões de contas bancárias envolvidas no golpe.
Os investigados são apontados como responsáveis por criar um esquema de jogos online fraudulentos, que causaram prejuízos para cerca de 10 milhões de vítimas.
A Operação Disque 151 é coordenada por policiais da 3ª Delegacia da DIG (Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas).

O nome está relacionado ao disque-denúncia do Procon. O órgão de defesa do consumidor passou a receber diversas reclamações sobre as apostas, principalmente quanto à falta de pagamento de prêmios.
O Gedec (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) do Ministério Público de São Paulo também participou, filtrando as reclamações com mesmo padrão criminoso.
"A investigação revelou estrutura sofisticada de captação dos depósitos das vítimas, por meio de contas-bolsão, sem titularidade definida. O montante reunido diariamente era imediatamente remetido em uma única transação para uma segunda conta-bolsão e novamente pulverizado em contas de pessoas jurídicas e físicas com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores", explicou o Deic.
A operação acredita que vai localizar novas vítimas e outros núcleos criminosos.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/10/policia-civil-de-sao-paulo-mira-organizacao-criminosa-financiada-por-apostas-ilegais.shtml.

Viaturas da Polícia Civil em São Paulo - Divulgação SSP · Divulgação SSP — Foto: Folha de S.Paulo
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