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    Operação contra Milton Leite conecta entidade suspeita de irregularidade na saúde ao PCC

    A operação que mirou o ex-vereador Milton Leite (União Brasil) e mais 15 pessoas suspeitas de manter elos com o PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de transportes conecta os envolvidos a uma organização social de saúde que acumula problemas na Justiça e no TCE-SP ( Tribunal de Contas de São Paulo ). Leia mais (09/22/2026 - 08h00)

    Folha de S.Paulo
    22 de setembro de 2026 às 11:00
    Operação contra Milton Leite conecta entidade suspeita de irregularidade na saúde ao PCC
    Foto: Folha de S.Paulo

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    A operação que mirou o ex-vereador Milton Leite (União Brasil) e mais 15 pessoas suspeitas de manter elos com o PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de transportes conecta os envolvidos a uma organização social de saúde que acumula problemas na Justiça e no TCE-SP ( Tribunal de Contas de São Paulo ).

    Monumento de Duque de Caxias pichado com "PCC" - Rubens Cavallari - 28.jan.18/Folhapress · Rubens Cavallari - 28.jan.18/Folhapress
    Monumento de Duque de Caxias pichado com "PCC" - Rubens Cavallari - 28.jan.18/Folhapress · Rubens Cavallari - 28.jan.18/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Trata-se do Iase (Instituto de Atenção à Saúde e Educação), que até 2022 chamava-se Aceni.

    Procurada por telefone e por email na sexta (18) e nesta segunda (21), a entidade não se pronunciou até a publicação deste texto. Em ocasiões anteriores, negou irregularidades e disse que eventuais acusações "não passam de suposições levantadas por terceiros".

    Segundo autoridades, dois alvos da operação da semana passada têm ligação com a entidade.

    A trajetória de Milton Leite, presidente da Câmara Municipal de SP
    A trajetória de Milton Leite, presidente da Câmara Municipal de SP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O primeiro é José Daniel Satilite, que segundo a investigação é integrante do PCC. Ele foi conselheiro da então Aceni em 2017, diz a Polícia Civil.

    O segundo é Paulo Korek, que se entregou na noite de sábado (20 ) após passar quase três dias foragido. O irmão e o sogro dele também fizeram parte do conselho da entidade.

    O nome da organização social apareceu em áudios de 2020 interceptados durante a investigação. Na gravação, Satilite propõe a outro investigado abrir uma ONG (Organização Não Governamental) e diz que Korek já havia feito isso.

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    Em outro áudio, ele diz que seu nome foi usado na composição do conselho da OS.

    A polícia diz que Satilite atuava como laranja de outros investigados não apenas no setor de transportes, mas também na saúde. A Folha não conseguiu identificar sua defesa. Ele teve a prisão decretada, mas não foi encontrado e é considerado foragido pela Justiça.

    O advogado Roberto Vasco, que defende Korek, afirmou que não há elementos contra seu cliente.

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Prêmio da mega da virada não acumula

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    "Não existe imputação feita a ele. O que ali é dito são terceiros falando, diálogos de terceiros citando pessoas. Não existe uma ligação dele, ele falando com ninguém", afirmou.

    Não é a primeira vez em que o Iase aparece sob suspeita da polícia e do Ministério Público.

    A entidade é também pivô das investigações que levaram a Justiça Federal a afastar do cargo o prefeito de Sorocaba (SP) Rodrigo Manga (Republicanos).

    O mandatário conseguiu voltar ao cargo após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele é acusado de liderar um esquema de desvios em seu governo e nega irregularidades.

    A gestão Manga firmou dois contratos com o Iase: o primeiro sem licitação, sob uma emergência que o MPF (Ministério Público Federal) diz não existir, e o segundo com edital já direcionado à entidade, segundo os procuradores.

    Os desvios, segundo a denúncia, saíam de contratos fraudulentos entre a Iase e fornecedores, parte deles ligados à própria diretoria da entidade.

    Antes disso, a ONG já havia enfrentado outros problemas no âmbito da operação Raio-X, que investigou desvios milionários na saúde paulista. Um de seus ex-presidentes deixou o cargo em 2020 após ser denunciado criminalmente.

    Como mostrou a Folha no ano passado, a Iase também tem contratos rejeitados pelo TCE na maioria das cidades com as quais manteve contrato na área da saúde.

    Em Arujá, a então Aceni foi contratada em 2019 por R$ 7 milhões. Para o TCE, não comprovou experiência para assumir uma unidade de saúde local. O tribunal disse ainda que a entidade estava "instalada nos fundos do endereço apontado, sugerindo estrutura incompatível com o porte da terceirização".

    Em Guarujá, por sua vez, tanto o TCU (Tribunal de Contas da União) como o TCE consideraram irregular um contrato com a entidade para operar o hospital de campanha da cidade durante a pandemia de Covid-19, em 2020. A decisão fala em aquisições com sobrepreço superiores a 40%.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/operacao-contra-milton-leite-conecta-entidade-suspeita-de-irregularidade-na-saude-ao-pcc.shtml.

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    Monumento de Duque de Caxias pichado com "PCC" - Rubens Cavallari - 28.jan.18/Folhapress · Rubens Cavallari - 28.jan.18/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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