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    Operação contra infiltração do PCC no transporte tem 11 alvos com prisões mantidas após audiências

    OUTRO LADO: acusados negam envolvimento com facção criminosa e dizem que inocência será provada

    UOL
    20 de setembro de 2026 às 22:00
    Operação contra infiltração do PCC no transporte tem 11 alvos com prisões mantidas após audiências
    Parede de prédio com grafite preto da sigla 'PCC' e desenho ao lado. Duas pessoas caminham na calçada à noite, com iluminação artificial e edifícios ao fundo. — Foto: UOL

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    A Justiça manteve a prisão temporária de 11 pessoas que foram alvo da Operação Vectura Corrupta , que mira suspeitas de infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) em empresas de transporte público no estado de São Paulo e foi responsável pela prisão do ex-vereador Milton Leite (União Brasil), apontam dados do Tribunal de Justiça de São Paulo.

    Pixação com a sigla PCC, em referência ao Primeiro Comando da Capital, na cidade de São Paulo - Alexandre Meneghini/Reuters · Alexandre Meneghini/Reuters
    Pixação com a sigla PCC, em referência ao Primeiro Comando da Capital, na cidade de São Paulo - Alexandre Meneghini/Reuters · Alexandre Meneghini/Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Todos passaram por audiências de custódia entre sexta-feira (18) e domingo (20). O tribunal afirma não ter registrado audiências com 5 dos 16 alvos de mandados de prisão, o que indica que eles podem estar foragidos.

    O último a ser preso foi Paulo Korek , que se apresentou na noite de sábado (19) na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo.

    Antes de se entregar, Korek havia exigido das autoridades garantias de que sua integridade física seria preservada, afirmando que tinha motivos para acreditar que corre risco de vida na prisão, segundo sua defesa. Ele foi acompanhado até a delegacia por agentes da Corregedoria da Polícia Civil .

    A trajetória de Milton Leite, presidente da Câmara Municipal de SP
    A trajetória de Milton Leite, presidente da Câmara Municipal de SP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Tivemos todo o respaldo possível", disse o advogado Roberto Vasco Teixeira Leite, que defende Korek, sobre os pedidos. "Não existe imputação feita a ele. O que ali é dito são terceiros falando, diálogos de terceiros citando pessoas. Não existe uma ligação dele, ele falando com ninguém."

    Ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo por seis vezes, Milton Leite se apresentou na tarde de sexta-feira, cerca de 38 horas após a operação ser deflagrada.

    Em entrevista na delegacia em Mogi das Cruzes, ele afirmou que é "inocente de todas as acusações" e que terá "oportunidade de provar tudo". Seu advogado, Aloísio Lacerda Medeiros, também disse que ele "não tem nada a ver com a história".

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    O pedido contra o ex-vereador se baseou em duas circunstâncias em que seu nome foi mencionado por terceiros . O nome de Milton aparece em um áudio encontrado em aparelho celular apreendido e nos depoimentos de policiais à Corregedoria da Polícia Militar.

    Nenhuma outra prova contra ele, como pagamentos ou vínculos societários com as empresas ou pessoas investigadas, aparece nas representações da polícia e da Promotoria que pediram sua prisão.

    Korek é suspeito de trabalhar como "testa de ferro" de integrantes da facção criminosa e de ter "administrado interesses do crime organizado ", segundo o Ministério Público de São Paulo. A investigação diz haver indícios de que ele é o verdadeiro controlador de duas empresas de ônibus que foram repassadas a supostos integrantes do PCC, que serviriam de "laranjas".

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    Quatro dos cinco que não passaram por audiência de custódia são considerados suspeitos de integrar os quadros do PCC. Eles são citados como membros da facção em documento enviado por promotores do Ministério Público à Justiça. Até onde se sabe, não há sentença que confirme essa vinculação.

    Três deles são advogados e suspeitos de ultrapassar os limites da atuação profissional. Documentos da investigação sugerem que, em diferentes circunstâncias, eles teriam disponibilizado contas bancárias para receber valores de empresas investigadas, tentado influenciar licitações para favorecer integrantes da facção e guardar dinheiro do crime organizado, entre outras circunstâncias.

    Um dos principais investigados, que atuaria como uma espécie de interlocutor entre integrantes da cúpula da facção, empresários, advogados, doleiros e agentes políticos, também não passou por audiência de custódia. A reportagem não localizou a defesa dos suspeitos.

    A investigação apura indícios de corrupção de funcionários públicos e de envolvimento do PCC no financiamento de campanhas nas eleições para prefeito e vereadores em 2024, assim como na atual disputa. Foram cumpridos mandados em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo , Diadema , Santos, Praia Grande e Cubatão.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/operacao-contra-infiltracao-do-pcc-no-transporte-tem-11-alvos-com-prisoes-mantidas-apos-audiencias.shtml.

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    Pixação com a sigla PCC, em referência ao Primeiro Comando da Capital, na cidade de São Paulo - Alexandre Meneghini/Reuters · Alexandre Meneghini/Reuters — Foto: UOL

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