OpenAI pede que EUA liderem criação de padrões globais para controlar riscos de IAs avançadas
Empresa defende regras técnicas internacionais para IA de fronteira, incluindo sistemas capazes de aprimoramento recursivo O post OpenAI pede que EUA liderem criação de padrões globais para controlar riscos de IAs avançadas apareceu primeiro em Olhar Digital .

A OpenAI quer que os Estados Unidos liderem um esforço internacional para criar padrões técnicos globais para sistemas de inteligência artificial (IA) de fronteira, incluindo tecnologias capazes de realizar aprimoramento recursivo de suas próprias capacidades.
A proposta foi apresentada pela empresa em publicação nesta segunda-feira (21), enquanto líderes mundiais se reúnem para a Assembleia Geral das Nações Unidas ( ONU ). A iniciativa ocorre em meio ao debate internacional sobre como acompanhar o avanço de sistemas de IA cada vez mais capazes.
A OpenAI defende a criação de mecanismos que permitam estabelecer padrões nacionais e internacionais complementares, além de métricas comuns e protocolos para comunicação de incidentes. Segundo a empresa, a ideia é facilitar a comparação de evidências, a avaliação de riscos e a resposta coletiva a problemas relacionados à IA.

Para a OpenAI, padrões internacionais de segurança e proteção para o desenvolvimento de IA de fronteira podem ser tão importantes quanto pesquisas de alinhamento para acompanhar o avanço da tecnologia.
A empresa aponta três desafios principais que justificariam uma coordenação internacional:
A OpenAI afirma que esses desafios abrangem tanto modelos abertos quanto fechados.

A empresa também defende que laboratórios que desenvolvem pesquisa automatizada ou outras capacidades avançadas sejam responsáveis por fazê-lo com segurança, respeitando princípios básicos de responsabilidade própria e as leis existentes.
Uma das possibilidades apresentadas pela OpenAI seria aproveitar a rede de institutos nacionais de segurança em IA já criada em países, como Austrália, Canadá, Alemanha, França, Quênia, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Índia e Reino Unido.
Essas instituições poderiam ajudar na definição de padrões por meio do Center for AI Standards and Innovation (CAISI) e de organismos nacionais do setor, com foco em modelos de IA de fronteira e no gerenciamento de benefícios e riscos associados à pesquisa automatizada, incluindo o RSI.

Os padrões serviriam como uma base técnica comum para medir e avaliar capacidades, analisar riscos e verificar a suficiência de mecanismos de proteção.
A OpenAI esclarece que esses padrões não seriam licenças, revisões obrigatórias antes do lançamento ou requisitos de aprovação para modelos de IA . Caberia aos governos nacionais decidir se e como incorporá-los aos próprios sistemas legais.
A empresa também afirma que o processo deveria consultar desenvolvedores de modelos abertos e fechados, especialistas técnicos independentes e universidades. A proposta é que os padrões sejam desenvolvidos de maneira transparente e não favoreçam empresas, países ou modelos de negócio específicos.

A segunda parte da proposta envolve a criação de medições e protocolos comuns para comunicação de incidentes.
Entre os possíveis padrões citados pela OpenAI estão:
A OpenAI também defende que governos e operadores de infraestrutura crítica estabeleçam canais seguros de comunicação para compartilhar preocupações de segurança nacional, vulnerabilidades, ameaças emergentes e boas práticas relacionadas à segurança da IA de fronteira.

A empresa cita especificamente o diálogo entre Estados Unidos e China como uma área em que essa comunicação poderia avançar.
A OpenAI argumenta que os Estados Unidos estão em posição de liderar o esforço porque sua indústria de IA está na fronteira tecnológica e o país ocupa posição relevante em áreas, como finanças, comércio, defesa, tecnologia e sistemas de informação.
Na avaliação apresentada pela empresa, assumir a liderança agora ajudaria a definir a estrutura global de IA, enquanto a ausência desse movimento poderia contribuir para um sistema fragmentado e desigual.

A proposta surge em momento de crescente discussão internacional sobre a necessidade de coordenar o desenvolvimento de sistemas avançados.
OpenAI e outros líderes do setor vêm discutindo formas de acompanhar o ritmo de desenvolvimento da tecnologia diante dos riscos associados a sistemas que poderiam eventualmente avançar além da capacidade de supervisão humana.
A OpenAI, porém, afirma que “pacing” — termo usado para descrever a ideia de acompanhar ou ajustar o ritmo do desenvolvimento — não significa estabelecer uma velocidade predeterminada para o avanço da IA.
Para a empresa, tecnicamente, o objetivo seria garantir que pesquisas de alinhamento e a aplicação dessas pesquisas permaneçam à frente das capacidades dos sistemas.
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Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/21/inteligencia-artificial/openai-pede-que-eua-liderem-criacao-de-padroes-globais-para-controlar-riscos-de-ias-avancadas/.

Uma das possibilidades apresentadas pela OpenAI seria aproveitar a rede de institutos nacionais de segurança em IA já criada em alguns países – Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock — Foto: Olhar Digital
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