Opções de Itaú, BB e Petrobras disparam após eleição e sobem até 364%
Ilustração representa a forte volatilidade das opções após a eleição, com destaque para a disparada de contratos ligados a bancos e Petrobras e para as quedas nas opções de Vale. " data-image-caption=" Opções de Itaú, Banco do Brasil e Petrobras registram fortes altas no primeiro pregão após o 1º turno, enquanto contratos de Vale recuam. Imagem gerada com uso de IA/Rodrigo Petry " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/10/f0d611ec-028e-48a6-96c5-455cdad87f77.jpg?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />Calls de ITUB4 encerram o primeiro pregão pós-1º turno com alta

Ilustração representa a forte volatilidade das opções após a eleição, com destaque para a disparada de contratos ligados a bancos e Petrobras e para as quedas nas opções de Vale.
Opções de Itaú, Banco do Brasil e Petrobras registram fortes altas no primeiro pregão após o 1º turno, enquanto contratos de Vale recuam. Imagem gerada com uso de IA/Rodrigo Petry
O que antes da eleição era um exercício de cenário virou preço de mercado nesta segunda-feira (5). Opções de compra de Itaú ( ITUB4 ), Banco do Brasil ( BBAS3 ) e Petrobras ( PETR4 ) encerraram o primeiro pregão após o primeiro turno com fortes altas, enquanto contratos ligados à Vale ( VALE3 ) seguiram na direção oposta.

No fechamento, a ITUBJ49 , uma das opções acompanhadas pelo InfoMoney, acumulou alta de 363,89% , a R$ 1,67. Outros contratos de Itaú subiram 288,30% e 266,67% .
Na Petrobras, a PETRJ550 avançou 164,04% , enquanto a PETRJ541 ganhou 148,59%. No Banco do Brasil, a BBASJ270 terminou com valorização de 144,29% .
Na outra ponta, as opções de Vale recuaram entre 22,75% e 46,92% .

Os movimentos mostram uma das principais características desse mercado: por serem instrumentos alavancados, as opções podem oscilar muito mais do que as próprias ações.
Prazo até o vencimento, distância em relação ao preço de exercício — o chamado strike — e volatilidade esperada também influenciam os preços.
Fundos tinham exposição limitada a renda variável brasileira até o fim de setembro, mês em que retornos voltaram a aparecer nas carteiras

Os movimentos mais fortes do dia apareceram nas opções de Itaú com prazo mais curto.
A ITUBJ49 , com strike de R$ 49,03, fechou com alta de 363,89%, a R$ 1,67. A ITUBJ466, de strike a R$ 46,53, avançou 288,30%, enquanto a ITUBJ505, com exercício a R$ 45,79, ganhou 266,67%.
A ITUBJ49 chama atenção porque, no cenário traçado antes da eleição, aparecia entre as alternativas de maior risco. Mesmo em uma hipótese de alta de 10% de ITUB4 , ela poderia terminar fora do dinheiro ( out of the money , ou OTM) caso a ação não superasse seu strike no vencimento.

Isso não impede, porém, uma forte valorização antes dessa data. Enquanto ainda há tempo até o vencimento, o preço da opção incorpora também a possibilidade de a ação alcançar ou ultrapassar determinado nível.
É essa combinação que permite que um contrato negociado por poucos centavos apresente ganhos de centenas por cento sem que a ação registre movimento semelhante.
As opções de Petrobras também registraram forte valorização e ganharam força ao longo do pregão.

A PETRJ550 , com strike de R$ 53,86, encerrou o dia em alta de 164,04% , a R$ 2,35. A PETRJ541, com exercício a R$ 52,36, avançou 148,59% , para R$ 3,53.
Nos vencimentos mais longos, as altas foram menores, mas ainda expressivas. A PETRK576 ganhou 80%, enquanto a PETRK541 subiu 72,08%.
A diferença ajuda a mostrar o efeito do prazo. Opções mais próximas do vencimento podem reagir de maneira mais intensa quando a ação se aproxima ou supera o strike. Já os contratos mais longos carregam mais valor de tempo, o que tende a reduzir a variação percentual em um único movimento.

Petrobras também chegou à eleição com forte aumento do risco precificado. No acompanhamento realizado antes da votação, a volatilidade implícita das opções de PETR4 havia saído de uma região próxima de 29% para cerca de 47%.
No Banco do Brasil, o destaque foi a BBASJ270 , que terminou o pregão em alta de 144,29% , a R$ 1,71.
O contrato tem strike de R$ 25,04 e já aparecia antes da votação entre as alternativas mais sensíveis da seleção acompanhada, justamente pela proximidade do preço de exercício em relação a um cenário de forte valorização de BBAS3 .
Quando a ação se aproxima rapidamente do strike, a sensibilidade da opção pode aumentar. É o efeito associado ao gama , medida que mostra como muda o delta — a reação do preço da opção aos movimentos da ação.
Nos vencimentos mais longos, a BBASK260 avançou 77,08%, enquanto a BBASK259 subiu 70,25%.
Antes do primeiro turno, as opções de BBAS3 já vinham precificando prêmio de risco elevado, refletindo maior incerteza em relação aos movimentos do papel no período eleitoral.
Enquanto Itaú, Petrobras e Banco do Brasil mostraram o lado positivo da alavancagem, as opções de Vale encerraram o pregão em queda.
A VALEJ754 recuou 46,92% , a R$ 0,69. A VALEJ799 caiu 44,44%, enquanto a VALEJ779 perdeu 43,40%.
O contrato de prazo maior, VALEK743, também caiu, mas em menor intensidade: 22,75% , para R$ 1,97.
A diferença reforça que a reação pós-eleição não foi uniforme entre os ativos. Enquanto bancos e Petrobras mostraram maior sensibilidade à reprecificação do cenário doméstico, a Vale permanece mais ligada à dinâmica do minério de ferro e às expectativas para a economia chinesa.
Para quem compra uma opção de compra, ou call , o efeito pode ser rápido: se a ação se afasta do strike na direção contrária à esperada e o vencimento se aproxima, o prêmio pode perder grande parte do valor.
Uma call dá ao investidor o direito de comprar uma ação pelo preço estabelecido no contrato, o strike.
Quando a ação supera esse preço, a opção fica dentro do dinheiro ( in the money , ou ITM). Quando permanece abaixo, está fora do dinheiro (OTM). Próxima ao strike, é classificada como at the money (ATM).
Antes do vencimento, porém, o preço também incorpora prazo e volatilidade. Por isso, contratos negociados por poucos centavos podem subir 100%, 200% ou mais de 300% em pouco tempo — e também perder boa parte do valor quando o movimento ocorre na direção contrária.
No primeiro pregão após a eleição, essa assimetria apareceu de forma clara: entre as opções monitoradas, as variações no fechamento foram de +363,89% em Itaú a -46,92% em Vale .
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/opcoes-itau-bb-petrobras-disparam-apos-eleicao-vale-cai/.

Foto: InfoMoney
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