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    ONU recomenda punir empresas e reparar vítimas de escravidão no Brasil

    Relator especial alerta que o governo deve responsabilizar companhias que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão e exigir diligência

    CNN Brasil
    12 de agosto de 2026 às 23:43
    ONU recomenda punir empresas e reparar vítimas de escravidão no Brasil
    Foto: CNN Brasil

    O relator especial da ONU sobre formas contemporâneas de escravidão, Tomoya Obokata, apresentou um documento que apresenta conclusões da missão oficial de 12 dias realizada no Brasil em agosto de 2025.

    De acordo com o relatório, o governo brasileiro deve responsabilizar de forma mais rigorosa as empresas que sujeitaram trabalhadores a condições análogas à escravidão, exigindo delas a devida diligência em direitos humanos e ambientais.

    Obokata menciona, ainda, em seu relatório o direito das vítimas à reparação. Ele alerta que trabalhadores e defensores de direitos humanos sofrem constantes ameaças de empregadores para que fiquem calados ao denunciar abusos, o que contribui para perpetuar a impunidade e torna o acesso à justiça e à reparação quase impossível.

    Policiais Militares localizaram um galpão onde dez pessoas eram mantidas em condições análogas à escravidão • Divulgação/Polícia Militar · • Divulgação/Polícia Militar
    Policiais Militares localizaram um galpão onde dez pessoas eram mantidas em condições análogas à escravidão • Divulgação/Polícia Militar · • Divulgação/Polícia Militar — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O documento aponta que persistem, no Brasil, altos níveis de exploração do trabalho , exploração sexual e criminal, servidão doméstica, além de trabalho e casamento infantis.

    Os grupos mais afetados são os povos indígenas, afrodescendentes (incluindo as comunidades quilombolas), mulheres no trabalho doméstico, migrantes e refugiados, já que as formas de escravidão contemporânea, segundo Obokata, estão ligadas à destruição da Amazônia e de outras regiões rurais, decorrentes de atividades como grilagem de terras, mineração ilegal, exploração de madeira, tráfico de drogas, entre outros.

    Embora o Brasil tenha sido elogiado por adotar políticas robustas como a chamada "lista suja" para empresas envolvidas com o trabalho análogo à escravidão , o relatório aponta que há graves falhas na aplicação dessas leis nos níveis estadual e municipal, e a corrupção contribui para que as empresas encontrem brechas na legislação e não priorizem os direitos humanos.

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    Após audiência sobre Brasil, USTR investiga trabalho forçado em 60 países — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Segundo o relator, o governo brasileiro deve investir localmente em educação, assistência social e geração de renda, além de acelerar a demarcação de terras indígenas e quilombolas. Deve, ainda, aumentar a capacidade de fiscalização do trabalho; e reduzir as desigualdades por meio de uma distribuição mais justa de recursos.

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    Confira os produtos do agro que ficaram fora da lista de sobretaxas dos EUA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Após audiência sobre Brasil, USTR investiga trabalho forçado em 60 países — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    SRB afirma que investigação dos EUA distorce legislação ambiental — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/onu-recomenda-punir-empresas-e-reparar-vitimas-de-escravidao-no-brasil/.

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    Policiais Militares localizaram um galpão onde dez pessoas eram mantidas em condições análogas à escravidão • Divulgação/Polícia Militar · • Divulgação/Polícia Militar — Foto: CNN Brasil

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