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    ONU pode eleger 1ª líder mulher em disputa com forte presença latina

    Corrida para suceder António Guterres na ONU reúne 4 mulheres e 3 homens. Cinco dos candidatos têm origem latino-americana ou caribenha

    Metrópoles
    17 de agosto de 2026 às 07:30
    ONU pode eleger 1ª líder mulher em disputa com forte presença latina
    Foto: Metrópoles

    A Organização das Nações Unidas (ONU) pode ter, pela primeira vez em mais de 80 anos de história, uma mulher como secretária-geral . A disputa para suceder o português António Guterres, cujo segundo mandato termina em 31 de dezembro, reúne sete candidaturas – quatro mulheres e três homens. A escolha será feita para um mandato que começa em 1º de janeiro de 2027.

    O processo de escolha tem algumas etapas e deve ser finalizado entre agosto e dezembro de 2026.

    A corrida também é marcada pela forte presença de representantes da América Latina e do Caribe. Dos sete nomes oficialmente na disputa, cinco são da região. São eles:

    Arte Metrópoles
    Arte Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Completam a lista o ex-presidente do Senegal Macky Sall e o diplomata ugandês Olara Otunnu.

    Michelle Bachelet é ex-presidente do Chile, e também foi diretora da ONU Mulheres e alta comissária para Direitos Humanos da ONU

    O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, faz sua declaração na reunião do Conselho de Governadores na sede da Agência em Viena

    Imagem colorida mostra mulheres que disputam cargo de secretária-geral da ONU - Metrópoles
    Imagem colorida mostra mulheres que disputam cargo de secretária-geral da ONU - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Economista e ex-vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan lidera a UNCTAD desde 2021

    Diplomata equatoriana, María Fernanda Espinosa presidiu a Assembleia Geral da ONU entre 2018 e 2019

    Diplomata da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett representa o país nas Nações Unidas desde 2020

    ONU pode eleger 1ª líder mulher em disputa com forte presença latina - destaque galeria
    ONU pode eleger 1ª líder mulher em disputa com forte presença latina - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Ex-presidente do Senegal, Macky Sall liderou o país entre 2012 e 2024 e figura entre os possíveis candidatos à Secretaria-Geral da ONU

    Olara Otunnu é um diplomata e jurista ugandense que já atuou como subsecretário-geral da ONU e representante especial para Crianças e Conflitos Armados

    A concentração de candidaturas latino-americanas ocorre em um momento em que a região é apontada como favorita para receber novamente o comando da ONU. A tradição informal de rotação geográfica entre os grupos regionais é um dos fatores considerados na disputa.

    O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, faz sua declaração na reunião do Conselho de Governadores na sede da Agência em Viena
    O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, faz sua declaração na reunião do Conselho de Governadores na sede da Agência em Viena — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O único latino-americano a ter ocupado o cargo até hoje foi o peruano Javier Pérez de Cuéllar, secretário-geral entre 1982 e 1991.

    A possibilidade de uma mulher chegar ao cargo é outro elemento inédito da eleição. Desde a criação da ONU, em 1945, nenhuma mulher foi escolhida como secretária-geral. Ao longo de mais de oito décadas, o posto foi ocupado exclusivamente por homens.

    Quatro mulheres estão na disputa: Bachelet, Espinosa, Grynspan e Rodrigues Birkett. Entre elas, Grynspan e Rodrigues Birkett foram as mulheres mais bem colocadas na primeira sondagem informal do Conselho de Segurança, segundo a PassBlue, que ouviu fontes diplomáticas.

    Economista e ex-vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan lidera a UNCTAD desde 2021
    Economista e ex-vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan lidera a UNCTAD desde 2021 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Grynspan, da Costa Rica, dirige a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) . Ela foi a mais bem avaliada na primeira sondagem informal realizada pelo Conselho de Segurança, em 30 de julho, com 10 votos de “incentivo” entre os 15 integrantes do órgão.

    A segunda colocada foi Rodrigues Birkett, da Guiana, com nove votos de “incentivo”. Em terceiro ficou o argentino Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), com sete.

    Bachelet recebeu seis votos de “incentivo”, mas também cinco de “desencorajamento” , enquanto Espinosa teve cinco votos favoráveis. Sall recebeu seis votos de “incentivo” e Otunnu, que entrou mais recentemente na corrida, teve dois.

    Diplomata equatoriana, María Fernanda Espinosa presidiu a Assembleia Geral da ONU entre 2018 e 2019
    Diplomata equatoriana, María Fernanda Espinosa presidiu a Assembleia Geral da ONU entre 2018 e 2019 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A escolha do secretário-geral da ONU ocorre em duas etapas. Primeiro, os países-membros apresentam candidatos, que participam de diálogos com os integrantes da Assembleia Geral. Depois, o Conselho de Segurança analisa os nomes e negocia para chegar a um candidato.

    O órgão é formado por 15 países, sendo cinco permanentes – China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia – e 10 eleitos para mandatos de dois anos.

    Antes da decisão, o Conselho pode realizar sondagens informais, conhecidas como straw polls, para medir o apoio a cada candidato. Nas consultas, os integrantes podem indicar “incentivo”, quando sinalizam apoio ao nome; “desencorajamento”, quando demonstram oposição; ou “sem opinião”.

    Diplomata da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett representa o país nas Nações Unidas desde 2020
    Diplomata da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett representa o país nas Nações Unidas desde 2020 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A escolha exige pelo menos nove votos favoráveis entre os 15 integrantes e não pode receber voto contrário de nenhum dos cinco membros permanentes, que têm poder de veto.

    Depois de chegar a um acordo, o Conselho de Segurança envia uma recomendação à Assembleia Geral, que reúne os 193 Estados-membros da ONU. A Assembleia realiza então uma votação para formalizar a nomeação. O mandato do secretário-geral é de cinco anos e pode ser renovado.

    Embora todos os países participem da etapa final, o Conselho de Segurança é quem define o nome que será levado à Assembleia Geral.

    Ex-presidente do Senegal, Macky Sall liderou o país entre 2012 e 2024 e figura entre os possíveis candidatos à Secretaria-Geral da ONU
    Ex-presidente do Senegal, Macky Sall liderou o país entre 2012 e 2024 e figura entre os possíveis candidatos à Secretaria-Geral da ONU — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/mundo/onu-pode-eleger-1a-lider-mulher-em-disputa-com-forte-presenca-latina.

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