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    ONG de Karina da Gama e fornecedores ligados ao contrato de wi-fi da Prefeitura de SP também são alvo de operação da PF

    Os empresários Alex Bispo dos Santos, Karina da Gama e André Feldman, ligados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). Reprodução/Redes Sociais A Operação da Polícia Federal (PF) contra a produtora do filme ‘Dark Horse’ – Karina Ferreira da Gama – também tem entre os alvos fornecedores do contratado de wi-fi com a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O Instituto Conhecer Brasil (ICB), que é dono do contrato com a Prefeitura de SP para a instalação dos pontos de wi-fi na periferia da capital, é um dos alvos, além dos seus fornecedores terceirizados, que também estão sob investigação pela Polícia

    G1
    10 de setembro de 2026 às 11:20
    ONG de Karina da Gama e fornecedores ligados ao contrato de wi-fi da Prefeitura de SP também são alvo de operação da PF
    Foto: G1

    Os empresários Alex Bispo dos Santos, Karina da Gama e André Feldman, ligados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    A Operação da Polícia Federal (PF) contra a produtora do filme ‘Dark Horse’ – Karina Ferreira da Gama – também tem entre os alvos fornecedores do contratado de wi-fi com a gestão do prefeito Ricardo Nunes ( MDB ).

    O Instituto Conhecer Brasil (ICB) , que é dono do contrato com a Prefeitura de SP para a instalação dos pontos de wi-fi na periferia da capital, é um dos alvos, além dos seus fornecedores terceirizados, que também estão sob investigação pela Polícia Federal na operação desta quinta-feira (10).

    Documentos mostram o elo entre PCC e produtora do filme
    Documentos mostram o elo entre PCC e produtora do filme — Foto: G1 · Fonte: G1

    Os nomes alvos da operação envolvidos também no contrato de Wi-fi são os seguintes:

    Karina Ferreira da Gama - dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Go Up produções; André Feldman e a esposa Débora Gomes Feldman - donos das empresas Complexsys Soluções Integradas Ltda. e Fastfuture Tecnologias Emergentes Ltda; William Silva Ferreira – dono da empresa Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda., terceirizada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB); Alex Leandro Bispo dos Santos – empresário ligado ao PCC e ex-dono da empresa Favela Conectada, subcontratada por Karina da Gama, acusado de feminicídio; Wemerson Marinho da Gama , ex-marido da Karina da Gama e ex-dirigente do Instituto Conhecer Brasil (ICB).

    Em conversa com a GloboNews , o prefeito Ricardo Nunes negou que tenha irregularidades no contrato do ICB com a gestão municipal.

    “Foi aberta apuração na Controladoria [Geral do Município] logo no início. Até o momento nenhuma irregularidade no contrato com a prefeitura”, disse Nunes.

    A operação da PF nesta quinta (10) foi autorizada pelo ministro do STF, Flávio Dino, e investiga os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraudes e crimes licitatórios.

    Ao menos 49 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos pelos federais.

    A empresária Karina Ferreira Gama, dona da Go Up Entertainment LTDA e do Instituto Conhecer Brasil, que recebeu dinheiro do deputado Mário Frias (PL). — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    O ex-marido da Karina da Gama, Wemerson Marinho da Gama , também é alvo da operação da PF nesta quinta (10). Marinho era secretário-geral do Instituto Conhecer Brasil na época da assinatura do contrato de wi-fi com a Prefeitura de SP.

    Ele está em litígio com ex-mulher por conta da guarda da filha e é considerado fonte muito importante para entender a ligação dela com os esquemas envolvendo o deputado federal Mário Frias (PL) e as suspeitas de fraudes no contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de SP.

    Karina e Wemerson são rompidos e ela inclusive conseguiu uma medida protetiva contra ele na Justiça após a separação.

    O g1 e a GloboNews procuraram a defesa de todos os envolvidos e ainda não obteve retorno.

    A empresa Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda. e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama, travam uma disputa na Justiça marcada por acusações mútuas. A terceirizada cobra R$ 4,5 milhões e sustenta que houve irregularidades na execução do contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo . Já o ICB afirma que a empresa descumpriu o acordo, interrompeu parte do serviço e tentou extorquir R$ 2,5 milhões.

    A terceirizada afirma que foi a única responsável pela instalação de 3.200 pontos de wi-fi do programa municipal, embora parte desses serviços tenha sido atribuída, nas prestações de contas da ONG apresentadas ao município, à empresa Favela Conectada Serviços e Tecnologia Ltda.

    A empresária Karina Ferreira da Gama, do Instituto Conhecer Brasil (ICB), é processada pela terceirizada Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    A Ultra Ip Tecnologia cobra na Justiça mais de R$ 4,5 milhões do ICB e cita na ação que a outra terceirizada, Favela Conectada, teria sido usada como empresa de fachada para justificar despesas do convênio firmado com a gestão Ricardo Nunes (MDB).

    A empresa sustenta ainda que a Favela Conectada recebeu R$ 12 milhões para instalar 2 mil pontos de acesso sem, segundo a ação, ter executado nenhum serviço.

    A ONG acusa a Ultra IP de interromper aproximadamente 800 links de internet instalados. Karina da Gama ainda alega que o dono da empresa tentou extorquir mais de R$ 2,5 milhões.

    Em nota, a Ultra IP informa que "o inquérito instaurado pelo ICB contra a ULTRAIP é descabido e a acusação é falsa, como restará provado. Trata-se de retaliação à medida judicial proposta pela empresa — ação que demonstra publicamente a confiança na própria conduta e a disposição de colaborar com o esclarecimento dos fatos. A ULTRAIP buscou, em reiteradas ocasiões, composição amigável com o ICB, tendo sido recusada em todas elas" (leia a íntegra mais abaixo) .

    Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como "Escorpião do PCC" , é o ex-dono da Favela Conectada e está preso preventivamente desde fevereiro, acusado de feminicídio.

    Antes da prisão, em janeiro, Alex deixou oficialmente o quadro societário da Favela Conectada. Conforme registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), a empresa passou a ser controlada por Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes.

    Segundo a própria Jucesp, Tatiane reside no mesmo endereço de Alex Leandro Bispo dos Santos, na Rua Ernesto Paglia, na região do Butantã, Zona Oeste da capital.

    O g1 não localizou a defesa de Tatiane. Após assumir o controle da empresa, ela alterou a razão social da Favela Conectada para Urban Connect Serviços e Tecnologia Ltda.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/09/10/ong-de-karina-da-gama-e-fornecedores-ligados-ao-contrato-de-wi-fi-da-prefeitura-de-sp-tambem-sao-alvo-de-operacao-da-pf.ghtml.

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    Documentos mostram o elo entre PCC e produtora do filme — Foto: G1

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