Onda bolsonarista impõe derrota histórica às grandes igrejas evangélicas
Só igreja de RR Soares e Assembleia de Deus do Brás viram nove candidatos serem derrotados em SP e no RJ

A onda bolsonarista que varreu o país nas eleições deste domingo (4/10) fez como vítimas também os representantes institucionais de algumas das maiores denominações evangélicas do país, substituídos, nas urnas, por candidatos que, ainda que se apresentam como evangélicos, mas não têm compromisso institucional com as igrejas que frequentam.
Duas denominações representam o fracasso eleitoral histórico. O pastor RR Soares, da líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, tinha quatro filhos buscando a reeleição . Nenhum conseguiu novo mandato. Já o pastor Samuel Ferreira, do Ministério de Madureira da Assembleia de Deus do Brás, pretendia eleger quatro deputados só em São Paulo e ficou sem nenhum.
Até Cezinha de Madureira (PL) , deputado federal da AD Brás e bastante próximo ao ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), não conseguiu se reeleger . Ele teve 60.596 votos e ficou em 21º lugar entre os candidatos do PL, que elegeu 19 deputados federais em São Paulo. Como segundo suplente, é possível que ele acabe assumindo um mandato durante a legislatura. Por enquanto, está sem mandato.

Como mostrou a coluna, o Ministério de Madureira da AD Brás dividiu São Paulo ao meio com um plano ousado de eleger dois deputados federais e dois estaduais sem necessariamente ampliar a votação obtida em 2022 . O plano deu completamente errado não só pela divisão, mas principalmente porque os votos encolheram.


Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/demetrio-vecchioli/onda-bolsonarista-impoe-derrota-historica-as-grandes-igrejas-evangelicas.

Divulgação — Foto: Metrópoles
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