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    Oncoclínicas (ONCO3): ação sobe 30% mesmo após prejuízo saltar; analistas têm cautela

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    InfoMoney
    17 de agosto de 2026 às 20:38
    Oncoclínicas (ONCO3): ação sobe 30% mesmo após prejuízo saltar; analistas têm cautela
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    Mesmo após o prejuízo disparar no segundo trimestre de 2026 (2T26), as ações da Oncoclínicas ( ONCO3 ) registraram forte valorização no pregão desta segunda-feira (17). A companhia aumentou prejuízo líquido para R$ 475,7 milhões, após perda de R$ 142,3 um ano antes.

    Contudo, os papéis ONCO3 fecharam em disparada de 29,87%, a R$ 1.

    Na avaliação do JPMorgan, a Oncoclínicas apresentou resultados do 2T26 abaixo das expectativas. O prejuízo ajustado por ação atribuído aos acionistas controladores foi de R$ 0,56, ante expectativa de equilíbrio, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado ficou próximo de zero, contra projeção de R$ 212 milhões.

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    O próximo rebalanceamento do Ibovespa está previsto para entrar em vigor em 8 de setembro, com a terceira prévia oficial sendo publicada pela B3 no dia 31 de agosto

    O banco esperava alguma melhora operacional com a nova linha de financiamento de R$ 150 milhões destinada à compra de medicamentos, mas a restrição de liquidez continuou afetando as operações. O principal impacto veio da queda de 33% no volume de tratamentos na comparação anual.

    O desempenho contrasta com o avanço da oncologia observado em concorrentes como Rede D’Or ( RDOR3 ) e Mater Dei ( MATD3 ), que registraram tendências positivas no segmento. Para o JPMorgan, enquanto a Oncoclínicas negocia com credores, as dificuldades para financiar a compra de medicamentos devem continuar pressionando os volumes e contribuindo para a perda de participação de mercado para empresas mais capitalizadas.

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    Sem novas informações sobre a reestruturação da dívida, capitalização ou eventual diluição dos acionistas, o banco espera que as ações permaneçam pressionadas e mantém a recomendação de underweight (abaixo da média, equivalente à venda).

    Para o BTG Pactual, a Oncoclínicas apresentou mais um conjunto de resultados muito fraco no segundo trimestre, com nova deterioração das operações. A receita líquida caiu 29% na comparação anual, para R$ 1,05 bilhão, principalmente em razão da falta de medicamentos, iniciada em março, que continuou pressionando os volumes de tratamentos durante o trimestre.

    Segundo o BTG, os resultados reportados foram novamente bastante distorcidos por ajustes contábeis, incluindo uma despesa extraordinária de aproximadamente R$ 72 milhões relacionada à baixa de glosas históricas, uma provisão de R$ 31 milhões para risco de crédito da Unimed Leste Fluminense, um impairment de R$ 78 milhões relacionado a um projeto BTS em Goiânia e uma multa de R$ 76 milhões pela rescisão de um contrato de aluguel.

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    Por outro lado, a geração de caixa operacional ficou positiva em R$ 158 milhões, ante consumo de R$ 153 milhões no primeiro trimestre. Segundo o BTG, a melhora foi sustentada principalmente pela renegociação dos prazos de pagamento com o maior fornecedor da companhia e pela normalização dos recebíveis após antecipações realizadas nos trimestres anteriores.

    O BTG destaca que a Oncoclínicas continua sendo um caso de investimento desafiador, diante da alavancagem elevada, da geração de caixa ainda frágil e dos riscos de execução para estabilizar as operações.

    Embora o processo de ecuperação extrajudicial possa aliviar a pressão sobre a liquidez, o BTG considera limitada a visibilidade tanto sobre o ritmo da recuperação operacional quanto sobre o resultado final das negociações com os credores. Diante disso, o banco continua vendo um cenário de elevada incerteza para a tese de investimento em Oncoclínicas.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/oncoclinicas-onco3-acao-sobe-18-mesmo-apos-prejuizo-saltar-analistas-tem-cautela/.

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