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    OMS recomenda dieta e exercícios em vez de canetas para crianças com obesidade

    Crianças com menos de 10 anos não devem tomar medicamentos contra a obesidade , injeções para perda de peso nem ser submetidas a cirurgias bariátricas, segundo diretrizes inéditas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde ( OMS ). Leia mais (10/07/2026 - 16h02)

    Folha de S.Paulo
    7 de outubro de 2026 às 19:02
    OMS recomenda dieta e exercícios em vez de canetas para crianças com obesidade
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Crianças com menos de 10 anos não devem tomar medicamentos contra a obesidade , injeções para perda de peso nem ser submetidas a cirurgias bariátricas, segundo diretrizes inéditas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde ( OMS ).

    OMS desaconselha canetas emagrecedoras contra obesidade infantil - Protsenko Dmitriy/Adobe Stock · Protsenko Dmitriy/Adobe Stock
    OMS desaconselha canetas emagrecedoras contra obesidade infantil - Protsenko Dmitriy/Adobe Stock · Protsenko Dmitriy/Adobe Stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A OMS recomenda para essa faixa etária alimentação saudável, atividade física e acompanhamento comportamental. Essas orientações estão no primeiro guia de enfrentamento à obesidade em crianças e adolescentes, divulgado nesta quarta-feira (7).

    Segundo as novas diretrizes, algumas tecnologias digitais podem ser úteis, como monitoramento da atividade física e jogos online que incentivem as crianças a se movimentar mais e praticar exercícios.

    "A base do tratamento da obesidade em crianças e adolescentes não é o medicamento nem a cirurgia, mas o acesso a um apoio abrangente que permita alimentação saudável, atividade física e mudanças sustentáveis de comportamento", disse Luz María De Regil, diretora do Departamento de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS.

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    Segundo a especialista, não há evidências suficientes sobre os medicamentos da classe GLP-1, as chamadas canetas emagrecedoras , como Mounjaro e Ozempic, para essa faixa etária.

    A organização afirma que medicamentos para perda de peso podem ser considerados para crianças e adolescentes de 10 a 19 anos com obesidade, mas apenas após intervenções supervisionadas que não tenham surtido efeito. A cirurgia bariátrica também pode ser considerada para adolescentes com maturidade física e mental que apresentem obesidade grave, após seis meses de tratamento sem sucesso.

    A OMS também ressalta a importância de cuidar da saúde mental durante o tratamento da obesidade. Ansiedade, depressão, baixa autoestima e dificuldades de regulação emocional podem contribuir para hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e isolamento social. Esse ciclo se retroalimenta, e crianças e adolescentes com obesidade podem sofrer estigma e bullying, que prejudicam seu bem-estar emocional.

    Segundo dados do Unicef, a obesidade superou o baixo peso como o problema mais comum de nutrição entre crianças em idade escolar e adolescentes em todo o mundo.

    Em 2024, 170 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos viviam com obesidade, incluindo 70 milhões de crianças de 5 a 9 anos e 100 milhões de adolescentes de 10 a 19 anos. A incidência da obesidade nessa faixa etária quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%.

    No Brasil, 15,9% dos menores de 5 anos e 31,7% das crianças entre 5 e 9 anos apresentavam excesso de peso, segundo dados do Ministério da Saúde de 2020, baseados no universo de crianças acompanhadas pelo SUS.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ) autorizou o uso de canetas emagrecedoras em crianças e adolescentes a partir de 10 anos, apenas para o tratamento de diabetes tipo 2, com proibição de uso estético.

    A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico desses medicamentos, que pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos, como déficit de crescimento e desenvolvimento, desidratação, perda de massa muscular, pancreatite aguda e problemas na vesícula.

    "O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal", alertou a entidade.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/10/oms-recomenda-alimentacao-e-exercicios-em-vez-de-canetas-para-criancas-com-obesidade.shtml.

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