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    OMS e EUA cobram informações sobre suspeita de peste; Rússia nega segundo caso

    Os Estados Unidos solicitaram oficialmente "mais informações" à Rússia após a morte de uma funcionária de um instituto especializado em peste pneumônica na Sibéria . Leia mais (10/07/2026 - 10h06)

    Folha de S.Paulo
    7 de outubro de 2026 às 13:06
    OMS e EUA cobram informações sobre suspeita de peste; Rússia nega segundo caso
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Os Estados Unidos solicitaram oficialmente "mais informações" à Rússia após a morte de uma funcionária de um instituto especializado em peste pneumônica na Sibéria .

    O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus - Denis Balibouse - 29.abr.2026/Reuters · Denis Balibouse - 29.abr.2026/Reuters
    O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus - Denis Balibouse - 29.abr.2026/Reuters · Denis Balibouse - 29.abr.2026/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As autoridades russas negam ter imposto restrições sanitárias na região siberiana de Irkutsk após o óbito, noticiado por vários veículos de imprensa russos na última sexta-feira (2).

    No entanto, tanto os Estados Unidos quanto a Organização Mundial da Saúde ( OMS ) exigiram transparência de Moscou , e o presidente americano, Donald Trump , disse que falará "muito em breve" com seu homólogo russo, Vladimir Putin , sobre o assunto.

    "Solicitamos oficialmente mais informações ao governo russo", declarou na noite de terça-feira um porta-voz da diplomacia americana.

    Primeira epidemia de peste aconteceu há 5.500 anos
    Primeira epidemia de peste aconteceu há 5.500 anos — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O Departamento de Estado mantém "contato oficial" com outros países para "trocar informações", acrescentou.

    Uma fonte próxima ao caso informou que a solicitação americana foi enviada pelos canais diplomáticos oficiais.

    Questionado sobre o assunto na terça-feira, Trump disse que tinha "uma ligação programada" com o presidente russo e que ela ocorreria "muito em breve".

    Sintomas e riscos da pneumonia
    Sintomas e riscos da pneumonia — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O alerta foi acionado na semana passada , quando veio a público que Daria Shipilova, uma funcionária de 28 anos do Instituto de Combate à Peste de Irkutsk, morreu em decorrência da doença.

    A peste pneumônica é uma infecção pulmonar altamente contagiosa que pode ser fatal, segundo a OMS. Ela é transmitida por meio de gotículas, ao contrário da peste bubônica, que afeta os gânglios linfáticos e é transmitida por pulgas infectadas.

    A principal agência de saúde pública dos EUA (CDC) informou na terça-feira que estava acompanhando "de perto a evolução da situação", embora tenha ressaltado que "nada indica a existência de uma ameaça mais ampla para os Estados Unidos".

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    Na mesma linha, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, afirmou na terça-feira, em Genebra, que "o risco é de moderado a baixo para Irkutsk, baixo para a Federação Russa como um todo e muito baixo para a região europeia".

    Ainda assim, o chefe da agência de saúde da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a troca de informações "é essencial para esclarecer relatos contraditórios e permitir uma avaliação precisa dos possíveis riscos".

    A Rússia insiste que a situação está sob controle. Canais do Telegram e veículos de imprensa locais informaram que vários hospitais de Irkutsk impuseram uma quarentena de três semanas.

    O órgão russo de controle do consumo e da saúde, Rospotrebnadzor, negou que as medidas sanitárias na região tenham sido endurecidas ou que restrições tenham sido impostas.

    O órgão também afirmou que a situação sanitária e epidemiológica era estável na região de Irkutsk e, especificamente, na cidade de Shelekhov, onde fica o hospital em que a funcionária do laboratório morreu.

    A Rússia rejeitou nesta quarta-feira (7) as informações sobre suspeitas de um segundo caso de peste na Sibéria, insistindo que a maioria das notícias sobre a situação era "informação falsa".

    "A mídia noticia muita coisa, e a imensa maioria do que está sendo divulgado a respeito dessa situação é informação falsa", disse aos jornalistas o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.

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    O veículo russo "People of Baikal", que cita fontes anônimas próximas aos serviços de segurança regionais, afirmou na sexta-feira que a mulher poderia ter contraído peste pneumônica por meio de um tubo de ensaio quebrado.

    Até 200 pessoas com quem ela teve contato estão em quarentena, acrescentou o veículo.

    No entanto, o governador regional de Irkutsk, Igor Kobzev, afirmou que uma inspeção realizada por uma comissão de especialistas concluiu que "a causa da morte foi uma pneumonia" de origem "indeterminada".

    Não foi encontrado no corpo da jovem "nenhum microrganismo relacionado" à sua atividade profissional, insistiu o governador, acrescentando que nenhum funcionário do laboratório havia procurado atendimento médico desde o falecimento.

    A agência de saúde informou, na terça-feira, que são detectados 16.000 casos de infecções respiratórias virais por semana em Irkutsk e que, nas duas últimas semanas, não foi registrada nenhuma tendência de alta.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/10/oms-e-eua-cobram-informacoes-sobre-suspeita-de-peste-russia-nega-segundo-caso.shtml.

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