OMS atualiza recomendações para prevenir a demência; veja o que muda
Afetando quase 60 milhões de pessoas no mundo, a demência, além dos impactos humanos, custa cerca de US$ 1,3 trilhão por ano a economia mundial O post OMS atualiza recomendações para prevenir a demência; veja o que muda apareceu primeiro em Olhar Digital .

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou suas diretrizes sobre prevenção da demência , que não eram revisadas desde 2019. As novas recomendações se baseiam em novas evidências científicas que indicam que mudanças em hábitos e cuidados de saúde podem ajudar a reduzir o risco da doença. Atualmente, cerca de 57 milhões de pessoas vivem com demência no mundo , enquanto aproximadamente 10 milhões de novos casos são registrados todos os anos .
Entre as medidas destacadas pela OMS está o cuidado com a perda auditiva , incluindo o uso de aparelhos auditivos quando necessário. A recomendação acompanha um estudo que associou problemas de audição a um maior risco de demência. Por outro lado, a organização não recomenda o uso de vitaminas ou suplementos especificamente para prevenir o declínio cognitivo em pessoas sem deficiência nutricional. O consumo era apontado como uma possível prevenção .
A demência é uma síndrome que provoca um declínio das funções cognitivas capaz de comprometer atividades do dia a dia. A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência e responde por cerca de 60% a 70% dos casos , segundo a OMS.

Além da dificuldade rotineira, o impacto da condição também aparece nos dados de mortalidade. Em 2019, a demência foi considerada a sétima principal causa de morte no mundo , associada a cerca de 1,6 milhão de mortes naquele ano.
Embora ainda não exista cura para a demência, pesquisas têm mostrado que alguns fatores de risco podem ser modificados, o que abre espaço para medidas capazes de reduzir ou adiar o declínio cognitivo.
Com a atualização das diretrizes, agora as indicações para prevenção da doença são:

Além dessas recomendações, a OMS passou a destacar também a importância de evitar a exposição a níveis elevados de poluição do ar , incluindo pela primeira vez o fator entre as medidas relacionadas à redução do risco de demência.
A organização também apontou que não existem evidências suficientes para associar o consumo de vitaminas B ou E, ácidos graxos e ômega-3 à prevenção da demência. Isso significa que esses suplementos não devem ser apresentados como uma forma comprovada de evitar a doença.
A relação entre perda auditiva e demência também ganhou espaço nas novas recomendações. A OMS indica que, para pessoas com perda auditiva, o uso de aparelhos auditivos e outros recursos de auxílio à audição pode ajudar a reduzir o risco de declínio cognitivo.

A associação já havia sido observada em estudos científicos. Uma pesquisa publicada no The Lancet em 2020, por exemplo, apontou uma relação entre a perda auditiva e o risco de desenvolver demência , colocando a saúde auditiva entre os fatores que podem ser importantes para a prevenção.
Os levantamentos da OMS também colocaram em perspectiva o impacto econômico da demência. De acordo com a organização, estima-se que a condição gere um custo de aproximadamente US$ 1,3 trilhão por ano para a economia global .
Enzo Monteiro é redator no Olhar Digital.

Ana Figueiredo é repórter de tecnologia do Olhar Digital. É formada em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/11/medicina-e-saude/oms-atualiza-recomendacoes-para-prevenir-a-demencia-veja-o-que-muda/.

(Imagem: Anna Nikonorova/Shutterstock) — Foto: Olhar Digital
Compartilhe
Espalhe essa notícia

