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    Olimpíadas de robôs na China têm recordes e humanoide superando Usain Bolt

    Robôs humanoides já superam recordes de corrida, mas ainda precisam provar precisão, autonomia e adaptação em tarefas reais do trabalho O post Olimpíadas de robôs na China têm recordes e humanoide superando Usain Bolt apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    24 de agosto de 2026 às 10:46
    Olimpíadas de robôs na China têm recordes e humanoide superando Usain Bolt
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    Os robôs humanoides dos World Humanoid Robot Games, em Pequim, já correm mais rápido que Usain Bolt . A questão agora é outra: saber se essas máquinas conseguem fazer trabalhos de verdade, com precisão, autonomia e alguma tolerância aos imprevistos do mundo físico.

    A segunda edição reúne mais de 2 mil robôs em 51 modalidades. Entre as provas estão tarefas como conectar cabos e montar componentes — atividades bem mais próximas de uma fábrica do que de uma pista de corrida.

    Um robô Tien Kung Ultra completou os 100 metros em 9,39 segundos, superando os 9,58 segundos do recorde mundial de Usain Bolt. Nos 400 metros, outro Tien Kung venceu em 38,15 segundos, abaixo dos 43,03 segundos da marca humana.

    Um robô pode cair e ainda correr mais rápido que Bolt. Os Jogos mostram por que velocidade não basta para o trabalho real. Imagem: Salty View/Shutterstock
    Um robô pode cair e ainda correr mais rápido que Bolt. Os Jogos mostram por que velocidade não basta para o trabalho real. Imagem: Salty View/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    TienKung, the robot manufactured by the Beijing Centre for humanoid Robotics eclipsed Usain Bolts 100m World record today at the WHRG. It ran 100m in 9.39s vs Bolt's record of 9.58s This is a hugely impressive feat. Last years winning time was 21.50s. In 1 year alone the robots… pic.twitter.com/TO2wpUfEye

    O salto de desempenho em um ano também chama atenção. De acordo com o SCMP , o vencedor dos 400 metros na edição anterior havia feito a prova em 88,03 segundos. Desta vez, os três primeiros terminaram abaixo dos 40 segundos.

    Só que a pista também revelou limitações. Alguns robôs caíram e precisaram ser retirados por funcionários. Durante uma partida de futebol , uma das máquinas derrubou o próprio companheiro.

    A fábrica é um teste mais difícil que a pista: objetos mudam de posição, cabos escapam do lugar e erros precisam ser corrigidos. Imagem: UBTECH / Divulgação
    A fábrica é um teste mais difícil que a pista: objetos mudam de posição, cabos escapam do lugar e erros precisam ser corrigidos. Imagem: UBTECH / Divulgação — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    É fora das pistas que a competição ganha outro significado. Um cabo pode estar em uma posição diferente da esperada. Um objeto pode ficar longe demais. Uma embalagem pode se mover.

    Para um humanoide , esses pequenos desvios exigem percepção do ambiente, controle dos movimentos e capacidade de corrigir o que deu errado. É justamente esse tipo de situação que pode determinar se a tecnologia terá utilidade prática.

    Somente quando ele consegue trabalhar nesses cenários finais é que ele tem valor real.

    Inteligência artificial
    Inteligência artificial — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Na avaliação da executiva, fazer o robô correr e saltar não é suficiente para aumentar a eficiência.

    Uma demonstração da Galbot levou um humanoide à quadra contra jogadores humanos. Para devolver a bola, a máquina precisava acompanhar sua trajetória, antecipar o ponto de queda, deslocar-se e coordenar braços e tronco.

    O robô caiu durante a partida, mas conseguiu se levantar e continuar, segundo o SCMP. É um detalhe pequeno, porém revelador: os humanoides já conseguem reagir a algumas falhas, mas ainda estão longe de operar sem tropeços.

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    A autonomia ganhou espaço nesta edição. Segundo a Reuters, mais de 40% das provas exigem funcionamento totalmente autônomo.

    Toda essa inteligência tem um custo energético. Os motores responsáveis pelos movimentos já consomem muita bateria. Colocar mais processamento de IA dentro da máquina aumenta a pressão sobre esse recurso.

    Uma saída é transferir parte da computação para a nuvem. A estratégia libera energia para os movimentos, mas torna a conexão de rede mais importante, aponta o SCMP.

    O novo robô humanoide da UBTECH que já começou a trabalhar em fábricas pelo mundo
    O novo robô humanoide da UBTECH que já começou a trabalhar em fábricas pelo mundo — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    “Se a computação de IA também for colocada no robô, o consumo da bateria aumentará ainda mais”, disse David Li, executivo da Huawei, ao SCMP.

    Os recordes ajudam a mostrar até onde os humanoides chegaram. Mas é nas tarefas menos espetaculares — conectar um cabo, carregar um objeto ou corrigir um erro — que eles terão de provar se estão realmente prontos para trabalhar.

    Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

    Bruno Capozzi
    Bruno Capozzi — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Um robô pode cair e ainda correr mais rápido que Bolt. Os Jogos mostram por que velocidade não basta para o trabalho real. Imagem: Salty View/Shutterstock
    Um robô pode cair e ainda correr mais rápido que Bolt. Os Jogos mostram por que velocidade não basta para o trabalho real. Imagem: Salty View/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    A fábrica é um teste mais difícil que a pista: objetos mudam de posição, cabos escapam do lugar e erros precisam ser corrigidos. Imagem: UBTECH / Divulgação
    A fábrica é um teste mais difícil que a pista: objetos mudam de posição, cabos escapam do lugar e erros precisam ser corrigidos. Imagem: UBTECH / Divulgação — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/24/robotica/robos-ja-vencem-humanos-na-pista-mas-o-chao-da-fabrica-sera-o-desafio/.

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    Um robô pode cair e ainda correr mais rápido que Bolt. Os Jogos mostram por que velocidade não basta para o trabalho real. Imagem: Salty View/Shutterstock — Foto: Olhar Digital

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