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    Olimpíadas de Robôs Humanoides: Brasil faz bonito no futebol na China

    Os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, em Pequim, teve disputas em 51 modalidades – e o Brasil venceu a Itália numa final de futebol O post Olimpíadas de Robôs Humanoides: Brasil faz bonito no futebol na China apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    1 de setembro de 2026 às 14:39
    Olimpíadas de Robôs Humanoides: Brasil faz bonito no futebol na China
    Foto: Olhar Digital

    Foi um jogo dramático. 0 a 0 no primeiro tempo, no segundo, nas prorrogações. Não teve jeito. Foi para os pênaltis. Na quinta cobrança, o rival errou. E a Seleção Brasileira levou o título. Isso aconteceu em 17 de julho de 1994, quando o Brasil venceu a Itália e virou tetracampeão da Copa do Mundo. Em 2026, voltamos a enfrentar italianos numa final de futebol. E vencemos de novo. Só que, desta vez, foi nas “Olimpíadas de Robôs Humanoides ” na China.

    A segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, em Pequim, ocorreu na semana passada. No total, o evento teve disputas em 51 modalidades. E a seleção brasileira de robôs fez bonito no futebol.

    No campo, as máquinas precisaram identificar o ambiente, controlar os próprios movimentos e trabalhar em equipe. E o resultado não poderia ser melhor: o Brasil foi campeão do torneio das equipes internacionais, derrotando a Itália na grande final.

    Bandeira da China
    Bandeira da China — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A seleção brasileira foi liderada por Flávio Tonidandel, pesquisador em robótica e vice-presidente da RoboCup Brasil. Em entrevista ao Olhar Digital , ele falou sobre um dos principais desafios durante o evento.

    “Eram robôs nos quais a gente nunca tinha mexido”, disse Tonidandel. “Eram robôs novos, cedidos pela empresa Booster Robotics, responsável pelos robôs que jogavam futebol. Eles pegaram um modelo novo deles, o T2, e distribuíram para as equipes programarem.”

    O pesquisador contou que os robôs vieram com “algumas coisas básicas”. “Alguns chutes já pré-treinados, já andava, corria e se equilibrava para não cair”, disse Tonidandel. “Mas, por exemplo, o goleirinho dele era muito ruim. O chute tinha que estar muito bem alinhado. Ele tinha um monte de parâmetros que a gente teve que trabalhar em cima, aprender e alterar.”

    Pedro Spadoni
    Pedro Spadoni — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A estratégia usada pelo Brasil foi reproduzir táticas usadas no futebol. Para isso, cada robô tinha uma função específica e precisava ser preparado para cumpri-las, como explicou Isabela Moura, estudante da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e integrante da seleção brasileira.

    “Tinha um pessoal focado no goleiro, tinha um pessoal focado no atacante e um pessoal focado no posicionamento dos robôs”, contou a estudante da UFPE. “O que a gente tinha trabalhado até então era três contra três. Nessa competição tinha que ser cinco contra cinco, então a gente teve que considerar mais robôs em campo, mais funções em campo durante as partidas.”

    Durante as partidas, um robô, chamado de líder, era responsável por sempre ir atrás da bola. Guilherme Escudeiro, estudante do Centro Universitário FEI, em São Paulo (SP), contou que a atuação do robô brasileiro impressionou os adversários.

    Seleção do Brasil encarou a da Itália em final de futebol nas Olimpíadas de Robôs Humanoides na China – Imagem: Divulgação
    Seleção do Brasil encarou a da Itália em final de futebol nas Olimpíadas de Robôs Humanoides na China – Imagem: Divulgação — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    “A gente estava jogando a final do torneio internacional contra a Itália. A gente estava com muito medo porque o nosso líder não estava tão responsivo igual ao deles. A gente estava achando que o deles chegava muito rápido na bola, chutava muito rápido”, relatou Escudeiro.

    “A gente falou: ‘vamos tentar reforçar a defesa para isso’. Quando a gente conseguiu voltar no jogo, as nossas ações deram resultado: o nosso líder conseguiu, todas as vezes, tirar a bola deles”, disse o estudante. “Eles até vieram falar com a gente para perguntar o que a gente tinha feito porque achavam que o nosso estava mais rápido do que o deles.”

    Agora a equipe brasileira se prepara para a participação na próxima edição do evento. E querendo conquistar o bicampeonato.

    Treinamento de robô goleiro deu bastante trabalho, contou vice-presidente da RoboCup Brasil – Imagem: Divulgação
    Treinamento de robô goleiro deu bastante trabalho, contou vice-presidente da RoboCup Brasil – Imagem: Divulgação — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A segunda edição das “Olimpíadas de Robôs Humanoides” na China teve resultados impressionantes . Durante as provas de atletismo, por exemplo, o robô chinês Tiangong Ultra pulverizou o recorde humano dos 100 metros rasos.

    O modelo alcançou uma marca melhor do que a outra até atingir o melhor dos resultados na final da competição: ele percorreu a distância em apenas 8,64 segundos. Foi quase um segundo mais rápido do que a melhor marca humana, de 9,58 segundos, atingida pelo jamaicano Usain Bolt em 2009.

    Robôs quebrando recordes humanos atraem atenção. Rende visualizações e manchetes . Este era um dos objetivos da edição de 2026 do torneio no país asiático. Já o outro nada tem a ver com pular mais alto ou correr mais rápido.

    Até 2014, robôs eram atrações de “feiras de ciências” na China; hoje, atraem muitos holofotes – Imagem: Olhar Digital via ChatGPT
    Até 2014, robôs eram atrações de “feiras de ciências” na China; hoje, atraem muitos holofotes – Imagem: Olhar Digital via ChatGPT — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Um grande desafio para as empresas de robô e tecnologia nos Jogos Mundiais de 2026 era mostrar que seus modelos são úteis. Que eles podem ocupar desde linhas de produção em indústrias até a sala de estar da sua casa.

    Das 51 modalidades, 30 eram esportivas (atletismo, futebol, tênis de mesa) e 21 eram baseadas em cenários práticos (resgates, hotelaria e tarefas fabris).

    No geral, o evento serviu de vitrine para um avanço assombroso na velocidade e potência física dos modelos (por mais que vários momentos tenham rendido memes, como esta queda bem no estilo Looney Tunes de um robô após uma corrida ).

    Robôs do Brasil e da Itália jogando futebol nas Olimpíadas de Robôs Humanoides na China
    Robôs do Brasil e da Itália jogando futebol nas Olimpíadas de Robôs Humanoides na China — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    My current mood. Robots racing in China. They forgot the “Stop” mechanism.🤣 pic.twitter.com/FKsruyqYob

    No entanto, os robôs humanoides ainda patinam em duas questões cruciais para o seu uso no mundo real: autonomia e precisão fina. Só depois de superar esses dois obstáculos é que os modelos funcionarão fora de ambientes muito controlados.

    “Uma casa é, do ponto de vista da robótica, muito mais imprevisível do que uma fábrica”, observa Anderson Moreira, professor do curso de Engenharia de Controle e Automação e coordenador da equipe de robótica do Instituto Mauá de Tecnologia, em entrevista ao Olhar Digital .

    Equipe brasileira treinando robô humanoide goleiro para disputar título nas Olimpíadas de Robôs Humanoides na China
    Equipe brasileira treinando robô humanoide goleiro para disputar título nas Olimpíadas de Robôs Humanoides na China — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O professor também frisou que “uma competição demonstra capacidade tecnológica, não maturidade industrial”. Ou seja, uma coisa é quebrar um recorde atlético mundial numa prova. Outra coisa é ser útil numa fábrica, por exemplo.

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    Infográfico sobre evolução dos robôs na China
    Infográfico sobre evolução dos robôs na China — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/01/robotica/olimpiadas-de-robos-humanoides-brasil-faz-bonito-no-futebol-na-china/.

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    Bandeira da China — Foto: Olhar Digital

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