Oídio é uma das principais doenças da videira e ameaça produção de uva
1_Fungo do oídio ataca folhas, brotos, flores e frutos de uma vasta gama de plantas_Seiva do Vale Acervo/Seiva do Vale Com registros em todas as regiões produtoras de uva do mundo, mas com presença mais marcante em áreas semi-áridas, como o Vale do São Francisco, o oídio é considerado a principal doença da parte aérea da videira. As informações são da Embrapa e confirmam uma preocupação constante dos produtores, já que a doença pode aparecer ao longo de todo o ano, devido às condições climáticas quase sempre favoráveis ao seu desenvolvimento. O oídio é uma doença causada por fungos da família
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1_Fungo do oídio ataca folhas, brotos, flores e frutos de uma vasta gama de plantas_Seiva do Vale — Foto: Acervo/Seiva do Vale
Com registros em todas as regiões produtoras de uva do mundo, mas com presença mais marcante em áreas semi-áridas, como o Vale do São Francisco, o oídio é considerado a principal doença da parte aérea da videira. As informações são da Embrapa e confirmam uma preocupação constante dos produtores, já que a doença pode aparecer ao longo de todo o ano, devido às condições climáticas quase sempre favoráveis ao seu desenvolvimento.
O oídio é uma doença causada por fungos da família Erysiphaceae , que necessita de tecido vegetal para sobreviver. Ele se manifesta como um pó branco ou cinza que parece farinha nas folhas, caules e flores. O fungo gosta de dias secos e quentes com noites frias e umidade moderada, características do clima semi-árido.
Ele tem potencial de causar perdas drásticas na produção, já que ataca várias partes da planta e também se prolifera rapidamente, exigindo atenção constante dos produtores.
De acordo com a Embrapa, o primeiro sintoma do oídio nas folhas é o aparecimento de manchas difusas de coloração um pouco mais clara que a verde normal. Depois, aparece o pó branco acinzentado sobre o tecido atingido.
Toda parte acometida após a fase de frutificação ganha uma coloração castanha e os ramos ficam visivelmente manchados, amarronzados. Nos cachos, o ataque pode se dar antes ou após a floração. O sinal mais característico é que os botões ou as bagas ficam acinzentadas. Com o desenvolvimento do fungo, ele chega a rachar as bagas, deixando as sementes à mostra.
O fungo compromete o desenvolvimento dos frutos, resultando em perdas quantitativas. Ele também causa rachaduras em frutos jovens e maduros, alterando a elasticidade da polpa e tornando-os suscetíveis a outras infecções e danos. Também provoca manchas e cicatrizes, depreciando a qualidade e inviabilizando a comercialização.
A presença do oídio também pode levar ao abortamento de flores e infecções durante a fase de floração. Outro impacto importante é a desvalorização comercial, já que os frutos afetados perdem qualidade estética e comercial, enquanto os infectados podem ter o sabor e a acidez alterados, prejudicando a indústria de sucos e vinhos.
O fungo também provoca enfraquecimento da planta, na medida em que o pó branco na superfície das folhas bloqueia a luz solar, inibindo a fotossíntese, processo vital para o desenvolvimento e acúmulo de reservas para o futuro. Isso pode levar à desfolha precoce, comprometendo não apenas a safra atual, mas também a produção do ano seguinte.
Além de tudo isso, o oídio produz milhares de esporos que são facilmente disseminados pelo vento, exigindo aplicações frequentes e custosas de defensivos químicos ou biológicos para um controle eficaz.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/especial-publicitario/seiva-do-vale/seiva-do-vale/noticia/2026/08/17/oidio-e-uma-das-principais-doencas-da-videira-e-ameaca-producao-de-uva.ghtml.
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