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    Ocupação de escritórios de alto padrão em SP atinge o dobro da média histórica

    A absorção líquida de escritórios de alto padrão em São Paulo deste ano subiu para 118 mil m², o melhor resultado trimestral, segundo levantamento da Newmark, consultoria imobiliária comercial. Os edifícios AAA responderam por 63% no período (75 mil m²). No acumulado de nove meses, o saldo foi de 284 mil m², o dobro da média histórica anual, que é de 139 mil m². . Leia mais (10/12/2026 - 12h06)

    Folha de S.Paulo
    12 de outubro de 2026 às 15:06
    Ocupação de escritórios de alto padrão em SP atinge o dobro da média histórica
    Prédio alto com fachada espelhada reflete o entorno urbano denso de São Paulo. Estradas e outros edifícios cercam a construção em dia claro. — Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Stéfanie Rigamonti, espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Faria Lima Plaza, no Larga da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo - Danilo Verpa/Folhapress · Danilo Verpa/Folhapress
    Faria Lima Plaza, no Larga da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo - Danilo Verpa/Folhapress · Danilo Verpa/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    A absorção líquida de escritórios de alto padrão em São Paulo deste ano subiu para 118 mil m², o melhor resultado trimestral, segundo levantamento da Newmark, consultoria imobiliária comercial. Os edifícios AAA responderam por 63% no período (75 mil m²). No acumulado de nove meses, o saldo foi de 284 mil m², o dobro da média histórica anual, que é de 139 mil m². .

    Absorção líquida é um dado que compara a diferença de ocupação de espaços entre dois períodos e serve como termômetro da demanda, já que leva em conta as ocupações e as devoluções de imóveis .

    Novos polos corporativos avançam para além da Faria Lima
    Novos polos corporativos avançam para além da Faria Lima — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A alta do dado no trimestre acontece mesmo com a entrada expressiva de novos empreendimentos. Esse último fator, inclusive, fez com que a taxa de vacância também subisse no período de julho a setembro.

    Entres os bairros da capital paulista, Pinheiros liderou, com 49 mil m², o equivalente a 41% do total no período. Na sequência estão Berrini (16 mil m²), Chácara Santo Antônio (14 mil m²), Barra Funda (12 mil m²) e Marginal Pinheiros (10 mil m²). Juntas, as cinco regiões somam 86%.

    Já a Vila Olímpia, que concentra grandes escritórios de alto padrão, correspondeu a apenas 7 mil m² da absorção líquida no terceiro trimestre. Isso acontece porque, apesar de o resultado ter representado uma alta, o volume de transações é menor porque há poucos espaços vagos na região. O mesmo aconteceu com a avenida Paulista (5 mil m²), a Faria Lima e a JK (3 mil m² cada).

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A taxa média de vacância, por sua vez, subiu 0,5 ponto percentual no trimestre, para 14,8%, mas acumula queda de 2,5 pontos percentuais em doze meses.

    A alta no trimestre se deve à entrega de 176 mil m² em novos empreendimentos, mais de três vezes o volume do segundo trimestre, o que elevou o estoque de alto padrão em 3%, para 6,1 milhões de m². A absorção líquida correspondeu a cerca de dois terços dessa nova oferta, já que este volume estava pré-locado.

    "As empresas que planejam expansão ou mudança nos próximos dois anos devem antecipar a decisão. Em regiões como Pinheiros, JK, Itaim e Paulista, a área vaga hoje está cada vez mais escassa e não há volume relevante de nova oferta previsto. A tendência é de cada vez menos opções e preços cada vez mais altos", afirma Mariana Hanania, diretora de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Newmark.

    Nesse cenário, os preços de aluguel seguem mais caros. O valor médio de locação chegou a R$ 131,3 por m² aos mês, elavação de 2,5% no trimestre e de 15% em doze meses. Nos edifícios premium, o preço médio foi de R$ 183,8 por m² ao mês, bem acima da média para todas as regiões pesquisadas. A expectativa é que a oferta reduzida dos próximos anos mantenha os preços em alta, principalmente nas regiões premium.

    O cenário macroeconômico de juros elevados, crescimento mais moderado e, no curto prazo, período eleitoral, tende a tornar as decisões de expansão mais seletivas, apesar de não interromper a recuperação do segmento. Para o quarto trimestre, a expectativa é de absorção líquida robusta e de nova leve alta da vacância, devido ao novo estoque previsto para os últimos três meses do ano.

    A partir de 2027, com menos estoque novo disponível, a vacância deve voltar a cair e os preços devem continuar subindo, principalmente nos ativos prime e bem localizados.

    "O terceiro trimestre mostrou que a demanda conseguiu absorver não só os espaços vagos existentes, mas também um volume grande das novas entregas. Por muitos anos, a dúvida dos desenvolvedores era se haveria demanda para a oferta disponível. Hoje, é se haverá espaço suficiente para atender a demanda. Quem entregar produto de qualidade entre 2027 e 2029 vai ter pouca concorrência, e isso pode fazer projetos parados voltarem a andar", afirma Mariana Hanania.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/10/ocupacao-de-escritorios-de-alto-padrao-em-sp-atinge-o-dobro-da-media-historica.shtml.

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    Faria Lima Plaza, no Larga da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo - Danilo Verpa/Folhapress · Danilo Verpa/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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