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    O que se sabe sobre os três incêndios que aconteceram na UFPE em uma semana

    A UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) registrou três incêndios em um intervalo de oito dias . Eles aconteceram em 30 de setembro, 4 de outubro e 7 de outubro, em prédios de diferentes áreas do campus da Cidade Universitária, no Recife . Leia mais (10/08/2026 - 15h58)

    Folha de S.Paulo
    8 de outubro de 2026 às 18:58
    O que se sabe sobre os três incêndios que aconteceram na UFPE em uma semana
    Foto: Folha de S.Paulo

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    A UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) registrou três incêndios em um intervalo de oito dias . Eles aconteceram em 30 de setembro, 4 de outubro e 7 de outubro, em prédios de diferentes áreas do campus da Cidade Universitária, no Recife .

    Campus da UFPE onde fogo atingiu diferentes prédios na última semana - Divulgação UFPE · Divulgação UFPE
    Campus da UFPE onde fogo atingiu diferentes prédios na última semana - Divulgação UFPE · Divulgação UFPE — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nenhuma das três ocorrências deixou feridos. Até o momento, não há evidências de que elas estejam relacionadas. No primeiro caso, a universidade apontou uma hipótese inicial para a origem do fogo. Nos dois episódios seguintes, as causas não foram esclarecidas.

    Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (8), o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, afirmou que a universidade ainda não tem "nenhuma ideia específica" sobre a causa do incêndio de quarta-feira e que aguarda o trabalho da perícia. Segundo ele, a universidade acionou a Polícia Federal para que haja uma investigação.

    Gomes estimou em cerca de R$ 100 milhões o prejuízo com equipamentos, insumos e materiais nos laboratórios que funcionavam no primeiro andar do prédio atingido. Ele afirmou ainda que entre 80 e 100 estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado perderam meses e anos de trabalho.

    O terceiro incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em uma semana - Reprodução/TV Globo · Reprodução/TV Globo
    O terceiro incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em uma semana - Reprodução/TV Globo · Reprodução/TV Globo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A Advocacia-Geral da União (AGU) também determinou que uma comissão de procuradores acompanhe as apurações. O ministro da Educação , Leonardo Barchini, fará uma visita à universidade na tarde desta quinta-feira.

    Leia, abaixo, o que já se sabe sobre os três casos e o que disse o reitor.

    O primeiro episódio ocorreu na tarde de 30 de setembro, em um laboratório de pesquisa do Departamento de Física, ligado ao Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN).

    Vista aérea mostra campus com prédios baixos e um edifício alto ao fundo, cercados por árvores e áreas verdes. Ruas com poucos carros e calçadas delimitam o espaço.
    Vista aérea mostra campus com prédios baixos e um edifício alto ao fundo, cercados por árvores e áreas verdes. Ruas com poucos carros e calçadas delimitam o espaço. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo a UFPE, a suspeita é de que o incêndio tivesse começado em um forno mufla, equipamento usado para aquecer substâncias a temperaturas elevadas. O fogo começou por volta das 13h30, durante a manipulação de um produto químico.

    Funcionários que estavam no laboratório tentaram conter as chamas com extintores, mas não obtiveram sucesso. O Corpo de Bombeiros enviou equipes ao local. A área foi isolada por causa da fumaça e da presença de diferentes substâncias no laboratório.

    Houve danos à tubulação, e a energia do local foi desligada para permitir a avaliação da estrutura e a realização dos reparos. Não houve feridos.

    Prédio de três andares em chamas intensas à noite, com fogo e fumaça saindo do topo. Edifício vizinho está iluminado, e ruas ao redor estão vazias.
    Prédio de três andares em chamas intensas à noite, com fogo e fumaça saindo do topo. Edifício vizinho está iluminado, e ruas ao redor estão vazias. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A hipótese do forno mufla, porém, foi apresentada como suspeita inicial, e não como uma conclusão definitiva sobre a causa do incêndio.

    Na coletiva, o reitor afirmou que o laboratório foi perdido e que o levantamento dos prejuízos ainda está em andamento.

    Cinco dias depois, em 4 de outubro, outro incêndio atingiu parte do Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências da UFPE.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Não houve vítimas, mas houve danos materiais. Não foram divulgadas informações que estabeleçam a causa do fogo ou indiquem que ele tenha origem semelhante à ocorrência no Departamento de Física.

    O laboratório desenvolve pesquisas em áreas como citogenética vegetal, genética de populações, filogeografia e evolução de plantas, além de realizar análises moleculares e estudos envolvendo sequenciamento de DNA e citometria de fluxo.

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    O terceiro caso aconteceu na noite desta quarta-feira (7), em um prédio na Cidade Universitária, nas proximidades da Casa do Estudante.

    As chamas começaram por volta das 20h e foram controladas no fim da noite, com apoio de cinco viaturas do Corpo de Bombeiros.

    Segundo a UFPE, o fogo se espalhou rapidamente por causa dos tipos de produtos armazenados no prédio. O reitor Alfredo Gomes afirmou que foram perdidos equipamentos, amostras de pesquisas e dados armazenados em computadores.

    O prédio, onde funcionou no passado o antigo restaurante universitário, foi adaptado para receber laboratórios de pesquisa em áreas como fármacos, genética, inovação terapêutica e informática, incluindo trabalhos relacionados a câncer , obesidade , Covid-19, TDAH e autismo .

    No térreo, havia dois laboratórios de nível de biossegurança 3 (NB3), estruturas com controle rigoroso usadas para manipular agentes que podem causar doenças graves, além de dependências de outras unidades da universidade, como a de educação física.

    De acordo com o reitor, os laboratórios do primeiro andar perderam "absolutamente tudo". Ele estimou o prejuízo com equipamentos, insumos e materiais nesse andar em cerca de R$ 100 milhões.

    O valor não inclui o térreo, cujo impacto, inclusive nos dois laboratórios NB3, ainda não foi avaliado, nem os dois incêndios anteriores, que ainda estão em levantamento.

    Gomes classificou como "irreparável" a perda das pesquisas. Segundo ele, cerca de 80 dissertações de mestrado e teses de doutorado eram desenvolvidas no local, e o prédio guardava dados de 20 anos de pesquisa.

    O reitor disse que a universidade está em vias de concluir um novo prédio que receberia parte dos laboratórios, mas que os equipamentos essenciais ainda não haviam sido transferidos.

    A proximidade temporal dos incêndios ganhou atenção porque o último caso ocorreu após manifestações políticas realizadas por estudantes da UFPE.

    O deputado federal Jones Manoel ( PSOL ) afirmou que estudantes haviam recebido mensagens de ameaça antes do incêndio e defendeu que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal investiguem a possibilidade de origem criminosa.

    As mensagens, porém, não tiveram sua autenticidade ou relação com o incêndio confirmadas pelas autoridades.

    Até o momento, portanto, não existe confirmação de que os incêndios tenham sido criminosos nem de que exista ligação entre os três episódios.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/10/o-que-se-sabe-sobre-os-tres-incendios-que-aconteceram-na-ufpe-em-uma-semana.shtml.

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