O que se sabe sobre o plano econômico de Flávio Bolsonaro
O candidato do PL promete enxugar máquina pública e revogar atos administrativos, mas propostas ainda não foram detalhadas

O candidato do PL promete enxugar máquina pública e revogar atos administrativos, mas propostas ainda não foram detalhadas
A equipe econômica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem como foco medidas para reduzir despesas públicas e estabilizar a dívida do país. Em seu plano econômico, o candidato cita um “tesouraço” da máquina pública e uma nova regra fiscal. Porém o documento não traz mais detalhes. Eis a íntegra (PDF – 458 kB).
Circula que a equipe econômica prepara uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) durante a transição do novo governo para cortar até R$ 250 bilhões do Orçamento. Entretanto, os próprios integrantes da equipe de Flávio avaliam que será difícil conseguir a aprovação de uma proposta para cortar gastos públicos antes da posse caso o senador vença o 2º turno da eleição para presidente em 25 de outubro.

O pacote foi apresentado por Luiz Felipe Trevisan, um dos assessores econômicos de Flávio. A campanha afirma que as medidas de cortes de gastos não representam a posição oficial da candidatura. Em 8 de outubro, Flávio declarou que manteria os reajustes das aposentadorias acima da inflação e negou que pretendesse desvincular os benefícios do salário mínimo.
Daniella Marques, chefe da campanha de Flávio, nega cortes em benefícios sociais . O que a coordenadora do candidato do PL já afirmou publicamente é que terá como prioridade reorganizar as contas públicas, rever o funcionamento do Estado e reduzir entraves para as empresas.
Uma das medidas será a substituição do atual marco fiscal. Está em vigor desde 2023. Substituiu o Teto de Gastos estabelecido em 2016, no governo de Michel Temer (MDB).

A proposta da equipe de Flávio deverá ter como referência a relação entre dívida pública e o PIB (Produto Interno Bruto). A dívida de todos os governos do Brasil equivale a 82,9% do PIB. Era 71,7% do PIB em janeiro de 2023, início do 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Se eleito, Flávio quer revogar até 1.000 decretos presidenciais , portarias, resoluções e instruções normativas nos primeiros meses de um eventual governo. O objetivo é facilitar o ambiente econômico e de negócios.
Algo semelhante ao que o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tentou fazer com a Lei da Liberdade econômica 2.0. A lei de 2019 buscava eliminar entraves regulatórios, comitês e exigências administrativas.
O plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral para 2027 a 2030 estabelece como prioridades a redução das despesas públicas, a estabilização da dívida, a diminuição de impostos e o estímulo ao investimento privado.
O documento não apresenta uma meta consolidada de economia em reais nem quantifica o impacto fiscal das desonerações, a redução dos custos de contratação ou o número de empregos que seriam criados.
As propostas fiscais ainda não têm uma composição definitiva divulgada publicamente. Entre os principais pontos em aberto estão:
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/o-que-se-sabe-sobre-o-plano-economico-de-flavio-bolsonaro/.

Foto: Poder360
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