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    O que diz a psicologia sobre quem prefere pets do que pessoas

    Psicóloga explica que buscar afeto seguro nos pets é natural, mas alerta que evitar relações humanas sinaliza um risco patológico

    Metrópoles
    14 de agosto de 2026 às 05:00
    O que diz a psicologia sobre quem prefere pets do que pessoas
    Foto: Metrópoles

    O esgotamento com os conflitos diários e a busca por um afeto sem julgamentos explicam por que muitas pessoas preferem os pets em vez dos humanos . Se você conhece alguém que se orgulha em dizer que “prefere bicho do que gente”, a psicóloga Cibele Santos defende que esse comportamento é normal até certo nível, mas alerta que o isolamento social exige atenção clínica caso o indivíduo passe a usar o animal como um escudo para fugir de traumas, rejeições e frustrações reais.

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    Freepik — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

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    Imagem colorida mostra gato e cachorro - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O ritmo da cidade e a superficialidade das redes sociais tornaram as relações interpessoais muito desgastantes. Segundo a especialista, o animal surge como a resposta prática para quem preza pela autonomia, mas precisa suprir o impulso biológico de cuidar e receber afeto.

    A preferência pelos pets pode funcionar como um mecanismo de defesa. A profissional aponta que esse comportamento costuma ser uma esquiva experiencial diante de traumas passados, rejeições amorosas ou fobias sociais mal resolvidas.

    Diferentemente das relações humanas, os animais não manipulam e têm uma comunicação muito clara. Essa aceitação incondicional regula o sistema nervoso do tutor de forma imediata. O contato físico com o bicho ativa os mesmos circuitos de recompensa e liberação de ocitocina presentes nas relações humanas primárias, sem exigir qualquer gestão de expectativas.

    O afeto sem julgamentos transforma os pets em refúgio seguro para a mente
    O afeto sem julgamentos transforma os pets em refúgio seguro para a mente — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “Animais oferecem aceitação incondicional, desprovida de julgamentos, expectativas sociais, críticas ou exigências de performance”, destaca Cibele sobre o significado desse tipo de afeto na atualidade.

    A psicologia avalia que esse fenômeno cresce muito entre jovens que optam por não ter filhos , solteiros em grandes centros urbanos e idosos. O estilo de vida focado em apartamentos compactos cria um terreno propício para essas conexões.

    Para suprir a solidão sem conflitos, o sistema psíquico elege os pets como um objeto de afeto totalmente livre de riscos. A profissional ressalta que essa substituição defensiva diminui a chance de novos machucados emocionais.

    O medo de decepções faz muita gente buscar o amor sem cobranças dos pets
    O medo de decepções faz muita gente buscar o amor sem cobranças dos pets — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O animal protege o tutor de lidar com a vulnerabilidade ligada ao contato humano. Assim, a pessoa recebe afeto constante sem o peso de agendas incompatíveis, negociações e jogos de poder.

    O apego saudável vira uma condição clínica quando o bicho é usado como ferramenta absoluta para evitar a sociedade. A psicóloga alerta que abandonar eventos familiares e recusar oportunidades profissionais para não deixar o animal sozinho são indicativos graves de isolamento.

    Outro grande risco psicológico é projetar no animal um parceiro idealizado que nunca erra . Esse extremo de humanização tira a natureza da espécie e impede o desenvolvimento de tolerância à frustração na vida real do paciente.

    Cancelar a vida social para não desgrudar dos pets é um sinal claro de alerta clínico
    Cancelar a vida social para não desgrudar dos pets é um sinal claro de alerta clínico — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A relação com o animal deve ser complementar, e não substitutiva. “A saúde mental floresce na diversidade de trocas: o aconchego do pet é um refúgio revigorante, mas a complexidade, o diálogo e o crescimento mútuo com outros seres humanos continuam sendo pilares insubstituíveis”, conclui a psicóloga .

    O que diz a psicologia sobre quem prefere pets do que pessoas - destaque galeria
    O que diz a psicologia sobre quem prefere pets do que pessoas - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Muitas pessoas também escolhem ter cães e gatos juntos
    Muitas pessoas também escolhem ter cães e gatos juntos — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    A convivência pode ser positiva para os pets — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    A adoção de vira-latas é importante no combate ao abandono animal — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Adestramento e rotina previsível fortalecem a comunicação e evitam conflitos na convivência — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/e-o-bicho/o-que-diz-a-psicologia-sobre-quem-prefere-pets-do-que-pessoas.

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