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    O que começou em 2000 como um simples apoio ao projeto escolar transformou-se, 22 anos depois, em uma iniciativa de sucesso de um mergulhador que já possibilitou o replantio de mais de 200 mil corais no oceano

    A paixão de um pai pelo oceano agora ajuda a recuperar mais de 800 variedades de corais ameaçados pelo aquecimento das correntes marítimas

    CNN Brasil
    22 de setembro de 2026 às 18:52
    O que começou em 2000 como um simples apoio ao projeto escolar transformou-se, 22 anos depois, em uma iniciativa de sucesso de um mergulhador que já possibilitou o replantio de mais de 200 mil corais no oceano
    Foto: CNN Brasil

    Um projeto nascido do espírito curioso e o amor pelo mar compartilhado entre pai e filha deu origem a uma das entidades de preservação ambiental mais promissoras do mundo.

    A Reef Renewal USA é uma iniciativa financiada pelo governo americano e está ajudando a recuperar os recifes de coral ameaçados pelo branqueamento, as mudanças na temperatura do mar e outras ameaças modernas .

    O americano Ken Nedimyer apaixonou-se pelo oceano logo cedo e fez da pesca submarina sua fonte de renda principal durante o ensino superior. Formado, ele abriu um criadouro para peixes e invertebrados de água salgada que ajudou a sustentar sua família por décadas.

    Desde 2000, Ken Nedimyer dedica sua vida a cultivar e implantar corais no fundo do mar para recuperar os recifes • Lan Trinh/CNN · • Lan Trinh/CNN
    Desde 2000, Ken Nedimyer dedica sua vida a cultivar e implantar corais no fundo do mar para recuperar os recifes • Lan Trinh/CNN · • Lan Trinh/CNN — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Durante seus mergulhos, ele começou a perceber a proliferação de corais em meio às pedras no fundo do mar. Eles sobreviviam mesmo diante de ameaças comuns na Flórida, como furacões e mudanças climáticas; quando Ken encontrava um quebrado, era possível "grudá-lo" de volta ao recife.

    A ideia então surgiu: se os fragmentos de coral conseguiam voltar a crescer, seria possível cultivá-los fora do oceano, como ele fazia com peixes?

    Nedimiyer compartilhou a ideia com sua filha. Na época, ela participava de um programa de desenvolvimento estudantil e nutria o mesmo amor pelo mar: a dupla decidiu, então, dar início a uma pequena "fazenda de corais" no quintal de casa.

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    Parar com duas rodas na calçada dá multa? A infração grave que rende multa de R$ 195,23 e guincho — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A intenção inicial era vender os corais para composição de aquários. Mas aos poucos, de mergulho em mergulho, pai e filha perceberam um potencial maior.

    Ken apresentou sua ideia às autoridades locais, levando corais que já havia cultivado em casa para o Santuário Marinho Nacional de Florida Keys. Mas levaram seis anos até ele obter permissão do governo para implantar a produção nos oceanos — a essa altura, ele já tinha mais de 5 mil corais crescendo em sua própria residência.

    "A maioria acredita que os corais demoram muito para crescer, mas algumas destas espécies crescem muito rápido", disse à CNN em 2012. "Rápido o bastante para fazer uma grande diferença ainda no meu tempo de vida."

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    A Lei de Bem-Estar Animal proíbe que donos de cães e gatos coloquem os animais de estimação em situações de sofrimento; entenda — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Nas décadas seguintes, ele transformou a prática em um modelo de cultivo replicável e fundou a Coral Restoration Foundation para organizar as atividades.

    Os mais de 25 mil corais obtidos em seu "berçário" eram transferidos após um ano de cultivo para viveiros subaquáticos, onde podiam unir-se aos recifes existentes e prosperar.

    O trabalho de Ken Nedimyer ganhou relevância ainda maior após uma tragédia que destruiu quase todos os corais da região, selvagens ou cultivados em fazendas.

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    O maior iceberg do Ártico desde 2020 se desprendeu da Groenlândia e resiste — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O ano de 2023 trouxe uma onda de calor que esquentou as águas oceânicas e forçou o ativista a mudar de rota.

    Com uma nova organização, chamada Reef Renewal USA, o mergulhador passou a priorizar espécies que demonstravam maior resistência às oscilações de temperatura: os corais-maciços.

    Além disso, ele coletou amostras de corais menos resistentes para guardar em segurança em um viveiro climatizado, preservando seu material genético e evitando sua extinção.

    Mergulhadores parceiros da Reef Renewal USA implantam os corais cultivados em terra no fundo do mar • Divulgação
    Mergulhadores parceiros da Reef Renewal USA implantam os corais cultivados em terra no fundo do mar • Divulgação — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    "Antes, eu me sentia impotente vendo os corais morrerem", contou o preservacionista. "Agora acredito que existem formas de todos ajudarem. Há esperança."

    Até hoje, a entidade recruta voluntários, estudantes de conservação ambiental e biologia marinha e outros cientistas para desenvolver novas tecnologias e ajudar no cultivo e implantação dos corais no fundo do mar.

    A missão da Reef Renewal, segundo o site oficial, é repovoar os oceanos com corais resistentes produzidos em escala industrial, produzindo e plantando em quantidade que supera a que já existe naturalmente.

    Mergulhadores parceiros da Reef Renewal USA implantam os corais cultivados em terra no fundo do mar • Divulgação
    Mergulhadores parceiros da Reef Renewal USA implantam os corais cultivados em terra no fundo do mar • Divulgação — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Mergulhadores parceiros da Reef Renewal USA implantam os corais cultivados em terra no fundo do mar • Divulgação
    Mergulhadores parceiros da Reef Renewal USA implantam os corais cultivados em terra no fundo do mar • Divulgação — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Mergulhadores parceiros da Reef Renewal USA implantam os corais cultivados em terra no fundo do mar • Divulgação
    Mergulhadores parceiros da Reef Renewal USA implantam os corais cultivados em terra no fundo do mar • Divulgação — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Parar com duas rodas na calçada dá multa? A infração grave que rende multa de R$ 195,23 e guincho
    Parar com duas rodas na calçada dá multa? A infração grave que rende multa de R$ 195,23 e guincho — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    A Lei de Bem-Estar Animal proíbe que donos de cães e gatos coloquem os animais de estimação em situações de sofrimento; entenda
    A Lei de Bem-Estar Animal proíbe que donos de cães e gatos coloquem os animais de estimação em situações de sofrimento; entenda — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    O maior iceberg do Ártico desde 2020 se desprendeu da Groenlândia e resiste
    O maior iceberg do Ártico desde 2020 se desprendeu da Groenlândia e resiste — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/o-que-comecou-em-2000-como-um-simples-apoio-ao-projeto-escolar-transformou-se-22-anos-depois-em-uma-iniciativa-de-sucesso-de-um-mergulhador-que-ja-possibilitou-o-replantio-de-mais-de-200-mil-corais/.

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    Desde 2000, Ken Nedimyer dedica sua vida a cultivar e implantar corais no fundo do mar para recuperar os recifes • Lan Trinh/CNN · • Lan Trinh/CNN — Foto: CNN Brasil

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