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    O que avaliar na hora de escolher um creme antissinais? Veja dicas cruciais

    Tipo de pele, composição da fórmula e objetivo do tratamento são alguns dos fatores que devem ser analisados antes da compra

    CNN Brasil
    11 de setembro de 2026 às 08:27
    O que avaliar na hora de escolher um creme antissinais? Veja dicas cruciais
    Foto: CNN Brasil

    Escolher um creme antissinais pode parecer uma tarefa simples diante da quantidade de produtos disponíveis nas prateleiras e na internet. No entanto, é preciso ficar atento, porque a escolha não deve ser baseada apenas na promessa de reduzir rugas ou na idade indicada na embalagem. Tipo de pele, composição da fórmula e objetivo do tratamento são alguns dos fatores que devem ser analisados antes da compra.

    Isso porque não existe um único creme capaz de atender a todas as peles e necessidades. Um produto adequado para uma pessoa pode causar irritação, ressecamento ou aumento da oleosidade em outra. Por isso, mais importante do que procurar o creme “mais potente” é entender quais ativos fazem sentido para cada caso.

    Antes de escolher um produto, é importante identificar se a sua pele é seca, oleosa, mista ou sensível. É esse critério que vai determinar qual a textura do creme mais indicado.

    A idade pode ajudar a orientar os cuidados com a pele, mas não determina sozinha qual produto deve ser usado • Freepik · • Freepik
    A idade pode ajudar a orientar os cuidados com a pele, mas não determina sozinha qual produto deve ser usado • Freepik · • Freepik — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Pessoas com pele seca, por exemplo, podem se adaptar melhor a produtos com textura mais cremosa e ingredientes que ajudam a preservar a hidratação. Já quem tem pele oleosa deve priorizar fórmulas mais leves, em gel ou sérum, que não deixam sensação pesada.

    No caso da pele sensível, a atenção deve ser ainda maior. Alguns ativos usados contra os sinais do envelhecimento podem causar vermelhidão, ardência e descamação, principalmente quando usados em concentrações elevadas ou sem adaptação progressiva.

    “É importante também frisar que alguns produtos antienvelhecimento, por serem muito irritantes para a pele, principalmente os retinoides, devem ser usados com muita cautela, principalmente em áreas mais delicadas, como as das pálpebras superiores, inferiores, pescoço e colo”, diz Cristiano Kakihara, dermatologista.

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    Sérum facial: para que serve e como escolher — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A idade pode ajudar a orientar os cuidados com a pele , mas não determina sozinha qual produto deve ser usado. Pessoas da mesma faixa etária podem ter necessidades bastante diferentes.

    Enquanto algumas podem estar mais preocupadas com linhas finas e prevenção, outras podem apresentar manchas, perda de viço, ressecamento ou alterações de textura. Além disso, fatores como exposição ao sol, genética, tabagismo, alimentação e rotina de cuidados também influenciam no envelhecimento da pele.

    “Não existe uma idade universal em que seja obrigatório começar um creme antissinais. Prevenção começa principalmente com fotoproteção, e isso deve acontecer muito antes de aparecerem rugas. Em adultos jovens, muitas vezes uma rotina simples de limpeza adequada, hidratante quando necessário e protetor solar já é suficiente. Quando surgem alterações como fotoenvelhecimento, manchas ou rugas finas, pode-se acrescentar um ativo específico”, explica Talitha Bremenkamp, dermatologista da Kora Saúde.

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    Na faixa dos 20 aos 30 anos, o foco principal, normalmente, é a prevenção e a proteção contra os danos ambientais e os radicais livres. Nesse momento, a associação de antioxidantes, como a vitamina C, combinada ao uso diário rigoroso de protetor solar, constitui a base mais eficaz para postergar o surgimento das primeiras linhas finas.

    A partir dos 30 e 40 anos, quando a produção natural de colágeno e elastina começa a desacelerar de forma mais expressiva, o tratamento passa a ser reparador. É a fase de introduzir ativos mais potentes, como os derivados da vitamina A e o ácido hialurônico, focando no alinhamento da textura e na hidratação profunda.

    Já para peles maduras, acima dos 50 anos, as demandas mudam devido às alterações hormonais, exigindo fórmulas focadas no combate à flacidez, na recuperação da densidade cutânea e no resgate do viço.

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    Entre os ingredientes mais usados em produtos antissinais estão os retinoides, derivados da vitamina A, que podem estimular a renovação celular e contribuir para a melhora de linhas finas e textura da pele. Também aparecem com frequência antioxidantes, como a vitamina C, além de substâncias hidratantes e componentes que ajudam a fortalecer a barreira cutânea.

    A escolha do ativo, porém, depende da necessidade e da tolerância de cada pele. Uma fórmula com vários ingredientes não necessariamente será melhor do que uma mais simples. O que importa é se os ativos têm indicação para o objetivo buscado e se a pele consegue tolerar esse uso.

    “Em adultos jovens, a rotina pode ser relativamente simples, com limpeza adequada, hidratação, fotoproteção e, dependendo da necessidade da pele, antioxidantes, como a vitamina C; e ácidos leves como salicílico e adapaleno também podem ser introduzidos quando existe indicação. Com o passar dos anos, quando começam a aparecer alterações de textura, pigmentação e rugas, podemos associar ativos como retinoides, antioxidantes, peptídeos, ácidos mais potentes como glicólico e substâncias que favoreçam a hidratação e a barreira cutânea”, detalha Maria Paula Del Nero, dermatologista.

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    Sérum facial: para que serve e como escolher — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Nenhum creme antissinais substitui o protetor solar. A exposição à radiação ultravioleta está diretamente relacionada ao fotoenvelhecimento da pele e pode contribuir para o aparecimento de manchas, alterações de textura e rugas.

    Por isso, mesmo quem usa produtos com ativos voltados ao combate dos sinais do envelhecimento precisa manter a proteção solar como parte da rotina .

    Outro ponto importante é evitar começar vários produtos novos ao mesmo tempo. Porque, se a pele apresentar uma reação, fica mais difícil identificar qual produto foi responsável pelo problema.

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    “Talvez o maior erro seja investir muito em produtos antissinais e negligenciar o protetor solar. Se falamos em prevenção do envelhecimento cutâneo, a fotoproteção diária continua sendo o principal pilar. O mais importante é pensar no cuidado da pele como algo contínuo. Não existe um único creme capaz de impedir o envelhecimento, mas existe uma rotina bem indicada capaz de fazer a pele envelhecer com muito mais qualidade”, diz Del Nero.

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/style/beleza/o-que-avaliar-na-hora-de-escolher-um-creme-antissinais-veja-dicas-cruciais/.

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