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    O que ajuda o mico-leão-dourado também pode representar um risco

    Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia) henrique_bitencourt A conexão entre fragmentos de Mata Atlântica, normalmente benéfica para a sobrevivência do mico-leão-dourado, pode ter um efeito diferente durante uma epidemia de febre amarela. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram Um estudo recente publicado no Journal of Applied Ecology identificou que áreas mais conectadas apresentaram menor sobrevivência dos animais durante o surto registrado entre 2017 e 2019. Micos-leões-dourados: descubra 5 curiosidades da espécie A pesquisa analisou o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia),

    G1
    2 de setembro de 2026 às 12:08
    O que ajuda o mico-leão-dourado também pode representar um risco
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    Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia) — Foto: henrique_bitencourt

    A conexão entre fragmentos de Mata Atlântica, normalmente benéfica para a sobrevivência do mico-leão-dourado, pode ter um efeito diferente durante uma epidemia de febre amarela .

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    Agora no g1 — Foto: G1 · Fonte: G1

    Um estudo recente publicado no Journal of Applied Ecology identificou que áreas mais conectadas apresentaram menor sobrevivência dos animais durante o surto registrado entre 2017 e 2019.

    Micos-leões-dourados: descubra 5 curiosidades da espécie

    A pesquisa analisou o mico-leão-dourado ( Leontopithecus rosalia ), espécie ameaçada de extinção encontrada na Mata Atlântica do Rio de Janeiro. Segundo o estudo, aproximadamente 30% da população foi perdida durante o período da epidemia .

    Os pesquisadores utilizaram dados de três décadas de monitoramento, coletados entre 1989 e 2022. Para avaliar os efeitos da febre amarela, compararam a sobrevivência dos animais entre 2014 e 2016, antes do surto, e entre 2017 e 2019, durante a circulação da doença.

    A análise reuniu informações de 300 animais: 145 acompanhados no período anterior à epidemia e 155 durante o surto. Os cientistas avaliaram fatores como cobertura florestal, conectividade entre fragmentos, densidade populacional humana, distância de estradas e tamanho dos grupos.

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    Conexão que protege também pode representar risco

    Antes do surto, a maior conectividade entre os fragmentos estava relacionada ao aumento da sobrevivência dos micos. Durante a epidemia, porém, essa associação se inverteu.

    Segundo os pesquisadores, no estudo, “a conectividade do habitat aumentou a sobrevivência antes do surto, mas ampliou a mortalidade durante a epidemia”.

    Uma das explicações discutidas no artigo é que fragmentos conectados facilitam a movimentação dos micos e trazem benefícios para a conservação da espécie. Durante uma epidemia, entretanto, essa mesma configuração também pode favorecer o deslocamento de mosquitos e ampliar as oportunidades de contato entre os animais e os vetores infectados.

    Animal quase foi extinto na década de 1970. — Foto: Carlos Henrique Ferreira

    O resultado não significa que os pesquisadores recomendem interromper corredores ecológicos ou isolar áreas de floresta. O estudo mostra que os efeitos da conectividade podem mudar conforme o contexto e que o risco de doenças precisa ser considerado no planejamento das ações de conservação.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2026/09/02/o-que-ajuda-o-mico-leao-dourado-tambem-pode-representar-um-risco.ghtml.

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