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    O que a inteligência artificial ainda não consegue comprar é a confiança

    A inteligência artificial inaugura uma nova era na gestão empresarial. Ela acelera decisões, amplia a capacidade analítica e desafia modelos de negócio consolidados. Mas é justamente quando a tecnologia ganha protagonismo que vale a pena parar para refletir sobre o que continua sendo o maior patrimônio de uma empresa: a confiança. Leia mais (09/16/2026 - 08h00)

    Folha de S.Paulo
    16 de setembro de 2026 às 11:00
    O que a inteligência artificial ainda não consegue comprar é a confiança
    Foto: Folha de S.Paulo

    A inteligência artificial inaugura uma nova era na gestão empresarial. Ela acelera decisões, amplia a capacidade analítica e desafia modelos de negócio consolidados. Mas é justamente quando a tecnologia ganha protagonismo que vale a pena parar para refletir sobre o que continua sendo o maior patrimônio de uma empresa: a confiança.

    Não por acaso, estamos em um período do ano em que o setor comercial, industrial e de serviço aguarda com atenção a publicação da Folha Top of Mind , resultado da maior pesquisa sobre lembrança de marcas feita no país. Um momento oportuno para essa reflexão.

    A Casa Flora , por exemplo, nasceu numa época em que os negócios se construíam essencialmente entre pessoas. E transformou esse valor em uma trajetória de mais de cinco décadas. O desafio, hoje, não é escolher entre inovação e relacionamento. É garantir que um fortaleça o outro.

    Paulo Andrade, CEO da Casa Flora Importadora - Adriano Vizoni/Divulgação · Adriano Vizoni/Divulgação
    Paulo Andrade, CEO da Casa Flora Importadora - Adriano Vizoni/Divulgação · Adriano Vizoni/Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A principal ferramenta de inovação disponível para as empresas atualmente é, sem dúvida, a inteligência artificial. Seu potencial é enorme: permite antecipar tendências, comparar mercados, aprimorar o relacionamento com clientes, apoiar decisões estratégicas e ganhar eficiência operacional. Mas a tecnologia, isoladamente, não cria vantagem competitiva.

    O diferencial segue sendo a capacidade das lideranças de fazer as perguntas certas e de usar essas ferramentas onde elas realmente geram valor para o negócio.

    Há, porém, algo que nenhum algoritmo substitui: a relação de confiança construída ao longo de décadas com parceiros, clientes e fornecedores. No nosso segmento, muitos desses vínculos atravessam gerações e transformam a Casa Flora em mais do que uma distribuidora, fazem dela uma parceira.

    Veja quem são os novos bilionários do boom da IA
    Veja quem são os novos bilionários do boom da IA — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Essa reputação, erguida com seriedade, consistência e qualidade de serviço, é o que nos diferencia e sustenta nossa posição no mercado.

    Por isso, preservar a essência da empresa é inegociável. Nenhum processo de evolução pode colocar essa confiança em risco. Pelo contrário: toda inovação precisa ser comunicada com transparência e implementada para fortalecer, e não enfraquecer, o atendimento a parceiros e clientes.

    Trabalhar em função deles sempre foi nossa essência, e esse compromisso não muda conforme as ferramentas que adotamos. A tecnologia deve servir aos nossos valores, nunca substituí-los.

    Corredor de unidade da Casa Flora - Divulgação · Divulgação
    Corredor de unidade da Casa Flora - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nesse cenário, cabe também ao CEO conduzir a empresa a uma nova etapa de crescimento sem perder de vista a cultura que a trouxe até aqui.

    Evoluir exige novas visões, novos processos, uma gestão cada vez mais profissional, mas exige também respeito à história da organização e aos valores que construíram sua credibilidade. Transformação não é romper com o passado: é preparar a empresa para o futuro preservando o que a tornou relevante.

    Os hábitos de consumo vão continuar mudando, assim como o ambiente de negócios. Permanecerão relevantes, entretanto, as empresas capazes de entregar excelência em serviço, gerar valor real para seus clientes, corresponder às expectativas de seus parceiros e manter postura constante de aprendizado.

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    A IA será, certamente, uma das maiores transformações na história recente dos negócios. Mas o futuro não pertencerá a quem simplesmente adotar novas tecnologias. Pertencerá a quem souber usá-las sem perder de vista o que nenhuma inovação constrói em poucos meses: confiança.

    * Paulo Andrade é CEO da Casa Flora Importadora

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://top-of-mind.folha.uol.com.br/2026/09/o-que-a-inteligencia-artificial-ainda-nao-consegue-comprar-e-a-confianca.shtml.

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