Brasil

    O inimigo em comum de Lula e Flávio Bolsonaro nas eleições deste ano

    Novo vídeo da série "Na Boca da Urna" fala sobre a batalha de rejeições que atinge os candidatos com maior intenção de voto em 2026

    Metrópoles
    9 de setembro de 2026 às 05:20
    O inimigo em comum de Lula e Flávio Bolsonaro nas eleições deste ano
    Foto: Metrópoles

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) têm um inimigo em comum nas eleições deste ano. Para vencer a disputa pela Presidência e subir a rampa do Palácio do Planalto em janeiro de 2027, os dois candidatos terão que enfrentar a rejeição altíssima entre os eleitores.

    A batalha de rejeições nesta campanha é o tema do quinto vídeo da série de vídeos “Na Boca da Urna” , que ajuda o eleitor a entender melhor como funcionam as eleições no país e quais assuntos estão em alta na disputa deste ano. A série, produzida pelo Metrópoles , tem um vídeo novo a cada semana.

    Desta vez, o Metrópoles conta como o fenômeno das rejeições pode impactar as campanhas dos dois candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto.

    Arte Metrópoles
    Arte Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Há vários pleitos, políticos com mais chance de vencer aparecem entre os mais rejeitados pelo eleitorado brasileiro. E é assim desde o início das campanhas eleitorais.

    Em 2014, Dilma Rousseff (PT) começou a disputa liderando as intenções de voto, mas com 35% de rejeição. Em agosto de 2018, Jair Bolsonaro (PL) era o mais rejeitado, com 39% contra seu nome. E em 2022, a rejeição à Lula, em 37%, só não era maior que a do próprio Bolsonaro, rejeitado por 51% dos eleitores. Os dados são da primeira pesquisa Datafolha depois do início oficial das três campanhas.

    Desta vez, a disputa começou no mesmo ritmo. A primeira pesquisa Datafolha desta campanha mostrou que 46% dos eleitores disseram que não votariam em Flávio de jeito nenhum e 45% falaram o mesmo de Lula.

    Eleições 2026
    Eleições 2026 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Fatores como o nível alto de conhecimento sobre os principais candidatos, as polêmicas envolvendo os políticos, e até a sensação de que um candidato não compartilha os mesmos valores que os seus, podem levar uma pessoa a dizer que não votaria “de jeito nenhum” em alguém.

    No caso de Flávio e Lula, os dois são ainda alvo dos chamados antibolsonarismo e antipetismo, como explica o cientista político e professor do Insper, Carlos Melo.

    “Hoje os dois grandes blocos políticos mais fortes do Brasil são o antibolsonarismo e o antipetismo. Mas qual é o mais forte? Depende de uma série de fatores, do contexto, da conjuntura”, diz o professor.

    Imagem colorida mostra Lula e Flávio - Metrópoles
    Imagem colorida mostra Lula e Flávio - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Vencer a rejeição, no entanto, é fundamental para vencer a eleição. Um candidato rejeitado por mais de 50% dos eleitores não tem condições de seguir adiante no pleito. Por isso, os postulantes à Presidência usam algumas armas para reverter o cenário.

    Cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Leonardo Avritzer diz que Lula e Flávio começaram o ano colocando suas estratégias em ação.

    “Teve a isenção do imposto de renda até R$ 5 mil reais, o Desenrola… Isso coloca mais dinheiro no bolso dos indivíduos. Em geral o indivíduo mais satisfeito, também fica mais satisfeito com o governo. A estratégia eleitoral do presidente Lula está muito centrada em melhorar isso”, diz Avritzer.

    O professor diz que Flávio, por outro lado, tem buscado reverter a rejeição entre as mulheres, onde é mais criticado.

    Em ambos os casos, as estratégias têm chances de dar certo porque, apesar da polarização, nem todo eleitor que rejeita um candidato é completamente a favor do que faz o outro.

    Enquanto os candidatos tentam reduzir sua rejeição, Melo lembra que a população deve olhar para além da polarização na hora de decidir seus votos, tanto na eleição federal, quanto nas estaduais.

    “Você tem aqueles blocos ideológicos e culturais, a favor e contra. E isso é um grande problema porque não se discute nem no governo estadual, nem no governo federal, os problemas. Você não discute educação, saúde”, afirma ele.

    Para te ajudar a fugir da polarização, fica a dica: procure os planos de governo dos candidatos no s ite do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lá você consegue analisar as propostas de cada um deles para o estado e o país.

    Receba notícias de São Paulo no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp .

    Fique por dentro do que acontece em São Paulo. Siga o perfil do Metrópoles SP no Instagram .

    Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre São Paulo por meio do WhatsApp do Metrópoles SP: (11) 99467-7776 .

    Vídeo: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/o-inimigo-em-comum-de-lula-e-flavio-bolsonaro-nas-eleicoes-deste-ano.

    Imagem 1
    1 / 4

    Arte Metrópoles — Foto: Metrópoles

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)