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    O desafio é transformar a IA em valor real, diz diretor da TOTVS

    Ramon Martins fala sobre os três movimentos da IA no ambiente corporativo e orienta empresas a focarem no problema antes da tecnologia

    CNN Brasil
    13 de outubro de 2026 às 19:03
    O desafio é transformar a IA em valor real, diz diretor da TOTVS
    Foto: CNN Brasil

    O evento Universo TOTVS 2026, realizado em São Paulo, reuniu profissionais e especialistas para discutir o avanço da IA (inteligência artificial) no ambiente corporativo.

    Em entrevista ao CNN Cast , o diretor de Inteligência Artificial da companhia, Ramon Martins, analisou o estágio atual da adoção da tecnologia pelas empresas brasileiras e destacou o principal desafio do setor: transformar a experimentação em resultados concretos para os negócios.

    Segundo Martins, embora a inteligência artificial seja uma tecnologia desenvolvida há décadas, sua aplicação nas empresas ainda enfrenta obstáculos para gerar valor efetivo .

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    “O momento que a gente se encontra agora é exatamente em que a gente visualiza essa tecnologia já bastante utilizada pelas empresas, especialmente pelas pessoas, mas a gente observa também um grande desafio em transformar essa experimentação que as empresas estão fazendo em valor real”, afirmou.

    Nesse contexto, o evento apresentou soluções de inteligência artificial voltadas a 12 segmentos da economia, incluindo agronegócio, varejo e saúde. Entre as aplicações estão os agentes de IA, capazes de executar tarefas e solucionar demandas do cotidiano empresarial.

    Ao abordar o receio de que a inteligência artificial substitua profissionais , Martins defendeu que o futuro do trabalho deve ser marcado pela integração entre as capacidades humanas e as ferramentas tecnológicas.

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    “A gente está fazendo uma simbiose de inteligência humana e inteligência artificial”, explicou.

    De acordo com o executivo, enquanto a IA contribui para automatizar processos, sintetizar informações e analisar grandes volumes de dados, os profissionais seguem desempenhando funções que envolvem liderança, empatia e criatividade. Para ele, a combinação dessas competências amplia as possibilidades de aplicação da tecnologia nas organizações.

    “Quando você combina a inteligência humana com a inteligência artificial, você tem uma coisa muito mais poderosa do que essa discussão simples de que a IA eventualmente vai substituir o ser humano”, acrescentou.

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    Martins também apontou três movimentos que marcam a evolução do uso da inteligência artificial no ambiente corporativo. O primeiro é a fase de experimentação, vivenciada atualmente por muitas organizações, com ganhos de produtividade em atividades individuais.

    O segundo consiste em ampliar esses ganhos para toda a estrutura empresarial, automatizando processos de negócio e incorporando a tecnologia à rotina das operações. Já a terceira etapa envolve uma transformação mais profunda: o redesenho dos processos empresariais para integrar, desde a concepção, o trabalho humano e a inteligência artificial.

    “A IA trabalhando como um co-worker, literalmente como um colaborador que trabalha junto”, descreveu.

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    Juros altos limitam expansão de empreendimentos, diz gestora de shoppings — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Martins também mencionou a participação do professor George, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), no evento, destacando a discussão sobre a necessidade de repensar os processos de trabalho diante do avanço da tecnologia.

    Para as empresas que ainda têm dúvidas sobre como implementar a inteligência artificial, Martins ressaltou que o primeiro passo deve ser identificar o problema que precisa ser resolvido, em vez de adotar a tecnologia apenas para acompanhar uma tendência de mercado.

    “A principal dica é foque em qual problema você quer resolver”, orientou.

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    Citigroup supera estimativas e registra lucro de US$ 5,25 bilhões no 3º tri — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Segundo ele, muitas organizações cometem o erro de priorizar a adoção da IA pelo receio de ficar para trás, sem definir objetivos concretos para sua utilização. “Muitas empresas estão muito concentradas em adotar a IA pela IA”, alertou.

    A recomendação é estabelecer uma estratégia baseada em resultados, começando pela definição do caso de uso e de métricas claras de produtividade. Em seguida, é necessário identificar os dados necessários para a operação e, só então, escolher a tecnologia mais adequada.

    Dessa forma, a inteligência artificial pode ser incorporada de maneira alinhada às necessidades do negócio e com maior potencial de gerar valor efetivo.

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    UnitedHealth supera expectativa de lucro e eleva projeção anual — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/negocios/o-desafio-e-transformar-a-ia-em-valor-real-diz-diretor-da-totvs/.

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