O CSA DESIDRATOU NA HORA DO ACESSO
Azulão pouco rendeu e viu o Nacional subir para a Série C. Ailton Cruz Os números não deixam muito espaço para narrativa.Nos três primeiros mata-matas da Série D, contra Lagarto, Betim e São Luiz, o CSA avançou. Foram 9 gols marcados e 3 sofridos.Então chegou a parte da competição que definia o objetivo da temporada.Uberlândia e Nacional.Quatro jogos, três derrotas, um empate, apenas um gol marcado e seis sofridos. Contra o Uberlândia, duas derrotas. Contra o Nacional, 3 a 1 em Manaus e 0 a 0 no Rei Pelé.O CSA desidratou exatamente quando precisava crescer. Executivo de futebol - Carlos Bonate

Azulão pouco rendeu e viu o Nacional subir para a Série C. Ailton Cruz
Nos três primeiros mata-matas da Série D, contra Lagarto, Betim e São Luiz, o CSA avançou. Foram 9 gols marcados e 3 sofridos.
Então chegou a parte da competição que definia o objetivo da temporada.

Quatro jogos, três derrotas, um empate, apenas um gol marcado e seis sofridos. Contra o Uberlândia, duas derrotas. Contra o Nacional, 3 a 1 em Manaus e 0 a 0 no Rei Pelé.
O CSA desidratou exatamente quando precisava crescer.
Executivo de futebol - Carlos Bonatelli..

A crise financeira existiu, foi grave e não deve ser maquiada. Bonatelli revelou ontem que o clube sequer conseguiu gerar receita suficiente para bancar suas despesas mensais e que a instabilidade institucional dificultou até convencer jogadores a comprarem o projeto. Mais de dez atletas, segundo ele, poderiam ter deixado o clube pelos atrasos e permaneceram.
Mas transformar o dinheiro na explicação para tudo seria confortável demais.
Porque o mesmo CSA, convivendo com as mesmas dificuldades, eliminou Lagarto, Betim e São Luiz. Quando chegou o momento decisivo, faltaram também qualidade, repertório e poder de decisão.

O time encontrou sua melhor versão sem um centroavante de referência, utilizando mobilidade e tendo Rian Santana como principal desequilíbrio ofensivo. Funcionou. Até os adversários entenderem. Rian passou a receber atenção especial. Quando conseguiram reduzir seu espaço, o CSA não encontrou outro mecanismo capaz de desmontar as defesas. Ontem isso ficou evidente.
Teve posse, teve bola rondando a área, teve oportunidades. Faltou aquilo que aparece nos lances que acompanham este post: presença ofensiva, ocupação da área e competência para transformar oportunidade em gol. Foram 16 finalizações, sete na direção da meta e nenhuma bola na rede. Volume sem contundência vira estatística, não acesso.
O CSA conhece perigosamente bem a palavra recomeço.

Muda diretoria, muda comando do futebol, muda treinador, muda elenco. Depois, começa tudo outra vez. Talvez a grande mudança seja justamente parar de recomeçar do zero.
Continuidade não significa premiar o insucesso nem garantir cadeira a ninguém. Significa avaliar quem tem competência, preservar o que funcionou, corrigir os erros e usar o conhecimento adquirido durante este ano.
O próximo CSA precisa nascer agora, com viabilidade financeira, compromisso com pagamentos, estruturação do futebol, proteção das informações internas e critérios melhores para montar o elenco.

Porque o fracasso só é completamente desperdiçado quando ninguém aprende com ele.
O CSA perdeu duas oportunidades de acesso em poucas semanas.

Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/blogs/blog-do-marlon/o-csa-desidratou-na-hora-do-acesso-933670.

Azulão pouco rendeu e viu o Nacional subir para a Série C. Ailton Cruz — Foto: Gazeta de Alagoas
Compartilhe
Espalhe essa notícia

