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    Nvidia negocia aquisição da startup americana de modelos abertos Reflection AI

    Governo Trump espera que empresa rivalize com alternativas chinesas baratas, como a DeepSeek

    UOL
    10 de outubro de 2026 às 21:00
    Nvidia negocia aquisição da startup americana de modelos abertos Reflection AI
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    São Francisco (Califórnia), Nova York e Londres | Financial Times A Nvidia está negociando a aquisição da startup americana Reflection AI , desenvolvedora de modelos de pesos abertos que o governo do presidente Donald Trump espera que rivalize com alternativas chinesas baratas, ou a ampliação de seu investimento na empresa, segundo pessoas com conhecimento direto do assunto.

    CEO da Nvidia, Jensen Huang (à esquerda), ao receber a Medalha Nacional de Ciência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, em 8 de outubro de 2026 - Evan Vucci/REUTERS · Evan Vucci/REUTERS
    CEO da Nvidia, Jensen Huang (à esquerda), ao receber a Medalha Nacional de Ciência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, em 8 de outubro de 2026 - Evan Vucci/REUTERS · Evan Vucci/REUTERS — Foto: UOL · Fonte: UOL

    As conversas estão em estágio inicial, e um acordo pode assumir diferentes formatos, incluindo uma operação conhecida como "acqui-hire", na qual a Nvidia contrataria funcionários e licenciaria tecnologia sem passar pela prolongada análise regulatória associada a uma aquisição integral, acrescentaram as fontes.

    A Nvidia, que já é uma das maiores acionistas da Reflection, também pode optar por estreitar seus vínculos com a startup por meio de um novo aporte de capital ou de um acordo para lhe fornecer mais chips e capacidade computacional.

    Um acordo entre as duas empresas pode ser fechado nas próximas semanas, segundo várias pessoas a par do assunto, embora elas tenham alertado que as negociações podem fracassar. Não foi possível determinar os termos em discussão, mas a Reflection foi avaliada pela última vez em US$ 25 bilhões (quase R$ 125 bilhões), em uma rodada de financiamento realizada em março.

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    Reflection e Nvidia não quiseram comentar.

    As operações de "acqui-hire" tornaram-se cada vez mais populares entre as gigantes de tecnologia que buscam evitar o escrutínio antitruste sobre negócios no setor de IA. A Nvidia adotou um formato semelhante com a projetista de chips Groq, em um acordo de US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões) fechado em dezembro. Nesta semana, o negócio motivou um processo movido por funcionários da Groq que se sentiram prejudicados.

    A Nvidia, empresa mais valiosa do mundo , vem promovendo uma onda de investimentos nos últimos dois anos, numa tentativa de fortalecer a economia da IA e consolidar sua posição no centro desse mercado. A companhia já possui uma família de modelos de IA de pesos abertos conhecida como Nemotron, mas não dispõe de um modelo próprio na fronteira tecnológica e em grande escala.

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    Nos últimos meses, a empresa tem se concentrado cada vez mais em fomentar um mercado para modelos de pesos abertos, que os usuários podem personalizar e executar em seu próprio hardware. Para as empresas, eles podem ser muito mais baratos de operar do que as versões mais avançadas do ChatGPT , da OpenAI , ou do Claude, da Anthropic .

    Em julho, Jensen Huang, diretor-presidente da Nvidia, liderou o setor ao defender a criação de um "ecossistema" nacional de pesos abertos, que, segundo ele, seria essencial para "criar oportunidades de inovação e prosperidade em todo o país". Em setembro, a empresa avaliada em US$ 5,5 trilhões (R$ 27,45 trilhões) concordou em adquirir por US$ 13 bilhões (R$ 65 bilhões) a Hugging Face, um repositório de milhões de modelos e conjuntos de dados.

    A Nvidia injetou dezenas de bilhões de dólares em grandes laboratórios de IA, entre eles a OpenAI, em empresas de "neocloud", como a Nebius, e em uma série de grupos menores. Isso, por sua vez, gerou demanda adicional por seus chips, que continuam sendo um recurso crucial para empresas que desenvolvem ou operam modelos de IA .

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    A Reflection é considerada um ativo de importância estratégica para os Estados Unidos em sua corrida pela IA contra rivais chineses como a DeepSeek . Nesta semana, a empresa apresentou seu primeiro produto público e personalizável de IA, que funciona com chips da Nvidia. A Reflection afirma que o modelo está no mesmo nível do GLM-5.2, da Z.ai, um dos principais concorrentes chineses.

    Os fundadores do grupo, Misha Laskin e Ioannis Antonoglou, trabalharam anteriormente no Gemini, modelo de IA do Google .

    A Nvidia já investiu US$ 800 milhões (R$ 4 bilhões) na Reflection, que também conta com o apoio de empresas de capital de risco como Sequoia Capital, Disruptive e 1789 Capital, da qual Donald Trump Jr., filho de Trump, é sócio.

    A Reflection firmou parcerias com o Pentágono e o Departamento de Energia, além de acordos para desenvolver modelos de IA destinados a aliados dos Estados Unidos, como a Coreia do Sul .

    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://c-level.folha.uol.com.br/ia/2026/10/nvidia-negocia-aquisicao-da-startup-americana-de-modelos-abertos-reflection-ai.shtml.

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    CEO da Nvidia, Jensen Huang (à esquerda), ao receber a Medalha Nacional de Ciência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, em 8 de outubro de 2026 - Evan Vucci/REUTERS · Evan Vucci/REUTERS — Foto: UOL

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