Nunes exonera de cargo de chefia servidora investigada por obra que desabou
Servidora era a responsável pelo documento que atestava a demolição de um prédio que desabou e matou seis pessoas na Penha

A servidora Viviane Rodrigues de Palma, responsável pelo documento que atestava a demolição de um prédio que desabou e matou seis pessoas na Penha , zona leste de São Paulo , foi exonerada do cargo de chefia que ocupava na Subprefeitura Penha.
Imagem de 2024 do prédio que desabou na Penha
Bombeiros resgataram 8 vítimas de desabamento, 2 delas com vida

Segundo a Defesa Civil, 3 imóveis próximos foram interditados e passariam por uma nova avaliação técnica
Herbert Chino, pai de 2 crianças que estavam em casa afetada por desabamento
Documento assinado em 2024 afirmava que demolição havia sido concluída. Ricardo Nunes acionou a Controladoria para investigar o caso

Mais de 10 pessoas moravam na residência atingida pelo prédio
A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (22/9) e tem efeito retroativo, já que vale desde 14 de setembro, data em que a arquiteta foi afastada das atividades pela Controladoria Geral do Município ( CGM ).
Segundo a gestão Ricardo Nunes (MDB), Viviane deixa apenas o cargo de chefe de Unidade I da Unidade Técnica de Aprovação de Projetos da Subprefeitura, mas segue como servidora municipal . O procedimento instaurado pela CGM para apurar a queda da construção na Rua Tequici, na Penha, permanece em andamento.

Na última semana, o órgão estendeu de 30 para 120 dias o afastamento da servidora de suas funções administrativas. Dois dias antes, o procurador-geral do município, Daniel Falcão, disse, em coletiva de imprensa, que ela não poderia continuar no cargo nesse momento para não atrapalhar as investigações.
Segundo a prefeitura, em fevereiro de 2024, Viviane Rodrigues de Palma afirmou, em documento, que a demolição daquela construção havia sido “efetuada em sua integralidade” e que uma nova edificação estava em andamento no local.
Na madrugada do último dia 12 de setembro, a construção desabou sobre uma casa e deixou seis vítimas, entre elas, uma mulher grávida. Outras duas pessoas — um homem adulto uma criança — foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico.

Além dessa investigação, Viviane também é alvo de um inquérito administrativo na Prefeitura de São Paulo que apura um suposto enriquecimento ilícito .
A apuração teve início com uma sindicância patrimonial em 2020 e deu origem ao inquérito, instaurado pela Corregedoria em maio do ano passado. O documento também fala em “eventuais atos de improbidade administrativa”.
Em 2022, Viviane chegou a ser suspensa por 15 dias do cargo na Coordenadoria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Subprefeitura Penha.

Segundo a prefeitura, o inquérito administrativo está em fase final de instrução, com análise dos documentos apresentados pela defesa.
Procurada pelo Metrópoles , a defesa da servidora ainda não respondeu. O espaço segue aberto em caso de eventual manifestação.




Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/servidora-predio-exonerada-chefia.

Divulgação/ Corpo de Bombeiros — Foto: Metrópoles
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