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    Nunes diz que vai ao STF entender com ministro Flávio Dino se há necessidade de romper contrato de wi-fi com ONG da Karina da Gama em SP

    O ministro Flávio Dino (STF), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e a empresária Karina da Gama, do Instituto Conhecer Brasil (ICB). Reprodução/TV Globo O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse nesta sexta-feira (11) que a gestão municipal vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para entender com o ministro Flávio Dino se há necessidade de rompimento do contrato municipal de wi-fi com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), da empresária Karina da Gama. Segundo o prefeito, na decisão que gerou a operação da Polícia Federal (PF) contra a produtora do filme Dark Horse - sobre a vida de Jai

    G1
    11 de setembro de 2026 às 15:28
    Nunes diz que vai ao STF entender com ministro Flávio Dino se há necessidade de romper contrato de wi-fi com ONG da Karina da Gama em SP
    Foto: G1

    O ministro Flávio Dino (STF), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e a empresária Karina da Gama, do Instituto Conhecer Brasil (ICB). — Foto: Reprodução/TV Globo

    O prefeito de São Paulo , Ricardo Nunes ( MDB ), disse nesta sexta-feira (11) que a gestão municipal vai acionar o Supremo Tribunal Federal ( STF ) para entender com o ministro Flávio Dino se há necessidade de rompimento do contrato municipal de wi-fi com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), da empresária Karina da Gama .

    Segundo o prefeito, na decisão que gerou a operação da Polícia Federal (PF) contra a produtora do filme Dark Horse - sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL) - o ministro proibiu que as entidades investigadas no inquérito firmem contratos com o poder público.

    Veja a cronologia das investigações sobre
    Veja a cronologia das investigações sobre — Foto: G1 · Fonte: G1

    Nunes diz que quer entender se a decisão vale para contratos já assinados. Se valer, o prefeito afirma que vai romper o contrato de R$ 108 milhões anuais com a entidade da empresária investigada por lavagem de dinheiro.

    "Importante dizer que o contrato foi assinado depois de uma licitação que ficou aberta 30 dias. Tudo dentro da lei. Nós temos 3200 pontos na cidade que estão funcionando plenamente e os serviços [do ICB] estão sendo prestados. (...) Se a empresa realmente não puder ter mais contrato com ninguém, com uma decisão sem verificar antes se ela [Karina da Gama] é culpada ou se ele [Flávio Dino] vir com uma criminalização antecipada, a gente vai ter que romper o contrato. E deixar de ter 3200 pontos de wi-fi nas comunidades e favelas", disse

    “A Controladoria do Municíopio está investigando, não há nenhuma ilegalidade da nossa parte. A prestação de contas deles está dentro do normal. Nesse tipo de contrato você às vezes tem glosas e você faz o abatimento do valor depois. Da nossa parte está tudo tranquilo e estamos aguardando [decisão do STF]”, completou.

    Questionado sobre as irregularidades que a PF aponta, dizendo que Karina da Gama teria feito uma triangulação com o dinheiro do ICB com o objetivo de supostamente lavar dinheiro obtido do contrato com a gestão municipal, o prefeito de SP disse que “ninguém está acima da lei”.

    O prefeito também foi questionado sobre o fato de Karina da Gama ter comprado um carro com R$ 100 mil em dinheiro vivo, que, segundo a investigação da PF, teria despertado atenção do COAF, o órgão de fiscalização de operações financeiras do Ministério da Fazenda.

    “Absolutamente ninguém está acima da lei. Nem prefeito, nem jornalista, nem juiz. Se alguém cometeu algum erro, tem que pagar pelo erro que fez”, afirmou.

    A empresária Karina da Gama, responsável por instalar os pontos de wi-fi na capital paulista. Alguns deles sinalizados, outros não. — Foto: Reprodução/Redes Sociais e Rodrigo Rodrigues/g1

    O relatório da Polícia Federal que embasou a autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a operação contra a produtora do filme Dark Horse, nesta quinta-feira (10), aponta indícios de uma triangulação financeira de ao menos R$ 6,1 milhões entre empresas e entidades ligadas à empresária Karina da Gama.

    Segundo a decisão de Flávio Dino, os agentes federais descobriram que pelo menos R$ 6,1 milhões que saíram do Instituto Conhecer Brasil (ICB) , de propriedade de Karina, foram repassados a empresas terceirizadas da ONG e que depois retornavam para outra entidade em nome da empresária: a organização social da cultura (OSC) chamada Academia Nacional de Cultura (ANC) .

    As duas entidades de Karina da Gama funcionam no mesmo endereço no bairro dos Jardins, no Centro de São Paulo.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/09/11/nunes-diz-que-vai-ao-stf-entender-com-ministro-flavio-dino-se-ha-necessidade-de-romper-contrato-de-wi-fi-com-ong-da-karina-da-gama-em-sp.ghtml.

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