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    Número de professores de ensino médio com menos de 24 anos cai 30% em dez anos no país

    A parcela de professores com menos de 24 anos que dão aulas para o ensino médio nas escolas do país caiu mais de 30% no país nos últimos dez anos. A conclusão é da pesquisa Apagão dos Professores, feita pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo ). Leia mais (09/16/2026 - 15h00)

    Folha de S.Paulo
    16 de setembro de 2026 às 18:00
    Número de professores de ensino médio com menos de 24 anos cai 30% em dez anos no país
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    A parcela de professores com menos de 24 anos que dão aulas para o ensino médio nas escolas do país caiu mais de 30% no país nos últimos dez anos. A conclusão é da pesquisa Apagão dos Professores, feita pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo ).

    Sala de aula da escola estadual Primo Bitti, em Aracruz, no Espírito Santo - Karime Xavier - 8.mai.23/Folhapress · Karime Xavier - 8.mai.23/Folhapress
    Sala de aula da escola estadual Primo Bitti, em Aracruz, no Espírito Santo - Karime Xavier - 8.mai.23/Folhapress · Karime Xavier - 8.mai.23/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Divulgada nesta quarta-feira (16) no Fnesp (Fórum de Ensino Superior da América Latina), em São Paulo, a pesquisa identificou queda significativa de professores das menores faixas etárias atuando nas escolas básicas do país. Os dados mostram que a dificuldade em atrair jovens para a carreira docente tem prejudicado a reposição de profissionais para atuar em sala de aula .

    Segundo o estudo, entre 2015 e 2025, o número total de professores que atuam nas escolas públicas do país no ensino médio aumentou 6,6%. No ano passado, cerca de 557,4 mil docentes atuavam nessa etapa.

    A composição etária, no entanto, mudou significativamente nesse período: com o aumento de profissionais acima de 60 anos e a redução daqueles em início de carreira.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A análise foi feita com dados fornecidos pelo Censo Escolar, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Eles mostram que, na faixa etária até 24 anos, o número de professores atuando nessa etapa passou de 17.320, em 2015, para 11.937, em 2025 —uma redução de 31,1%.

    A faixa etária seguinte, dos 25 a 29 anos, também sofreu queda significativa de professores nesse período, passando de 62.481 para 50.088 —uma redução de 19,8%. Também houve queda de 12,3% entre os profissionais de 30 a 39 anos, que passaram de 179.319 para 157.254.

    O estudo mostra ainda que, na outra ponta da pirâmide etária, houve movimento contrário com o aumento na proporção de professores. O maior crescimento ocorreu entre os profissionais mais velhos, acima de 60 anos. Eles passaram de 18.243 para 37.301 nesse período —um aumento de 104,5%.

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    logo do produto folha de redação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na faixa etária de 55 a 59 anos, o aumento foi de 48,2%, passando de 31.105 professores para 46.108, entre 2015 e 2025.

    Para Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, o país vive um processo de envelhecimento do quadro de professores diante da baixa atratividade da carreira . O estudo destaca que os problemas da profissão vão além dos baixos salários, mas também da redução dos cargos concursados e efetivos e da baixa percepção de respeito em relação ao professor.

    "Enquanto diminui a presença de professores jovens, cresce o contingente de profissionais mais velhos e também aumenta a utilização de contratos temporários, que não asseguram a mesma estabilidade dos cargos efetivos. O resultado é um quadro que consegue responder a necessidades imediatas de contratação, mas apresenta dificuldades crescentes para garantir a reposição e a permanência de professores no médio e longo prazos", diz Capelato.

    O estudo também identificou mudança relevante no tipo de contratação do quadro docente da rede pública. Entre 2015 e 2025, o número de professores com contrato temporário cresceu 40,4%, passando de aproximadamente 146 mil para 205 mil. A participação desses profissionais com contratos temporários no quadro público saltou de 32,2% para 43,4%.

    Já o número de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de aproximadamente 305 mil para 255 mil, reduzindo sua participação de 67,2% para 54,1%. Em números absolutos, foram cerca de 50 mil professores efetivos ou estáveis a menos e 59 mil temporários a mais no período.

    Para Capelato, a contratação temporária atende uma necessidade imediata das redes de ensino, mas precariza a relação de trabalho.

    Além da instabilidade quanto à garantia de trabalho, os temporários também não são contemplados nos planos de carreira dos governos estaduais. Ou seja, eles não têm a chance de progredir e, consequentemente, alcançar salários mais altos.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/numero-de-professores-de-ensino-medio-com-menos-de-24-anos-cai-30-em-dez-anos-no-pais.shtml.

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