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    Nubank é o banco com mais renegociações no Novo Desenrola, seguido de Bradesco

    O Novo Desenrola , também chamado de Desenrola 2.0 e Desenrola Famílias, renegociou R$ 25,51 bilhões em empréstimos atrasados até quinta-feira (13), segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos pela Folha , com o Nubank à frente dos acordos. Leia mais (08/18/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    19 de agosto de 2026 às 02:00
    Nubank é o banco com mais renegociações no Novo Desenrola, seguido de Bradesco
    Homem de terno escuro e gravata vermelha segura microfone e aponta para tabela em tela que mostra descontos aplicáveis no programa Desenrola Famílias, com destaque para faixa de 91 a 120 dias. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O Novo Desenrola , também chamado de Desenrola 2.0 e Desenrola Famílias, renegociou R$ 25,51 bilhões em empréstimos atrasados até quinta-feira (13), segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos pela Folha , com o Nubank à frente dos acordos.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan durante assinatura da Medida Provisória que estabalece Novo Desenrola Brasil - Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil · Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
    O ministro da Fazenda, Dario Durigan durante assinatura da Medida Provisória que estabalece Novo Desenrola Brasil - Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil · Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O valor renegociado supera a estimativa da pasta de R$ 20 bilhões em dívidas renegociadas.

    Após o desconto dado pelos bancos no âmbito do programa, as dívidas reduziram para R$ 5,09 bilhões. Ou seja, o desconto foi de 80%, em média.

    Desse total de R$ 5,09 bilhões, R$ 3,8 bilhões foram dívidas que acabaram parceladas, enquanto o restante foi pago à vista. Dados do FGO (Fundo de Garantia de Operações, fiador das negociações) desta terça-feira (18) mostram que foram mais de 2 milhões de operações repactuadas a prazo até o momento.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O Nubank é o banco que mais fez renegociações a prazo pelo programa, em um total de R$ 1 bilhão e 568 mil renegociações.

    Em segundo lugar está o Bradesco , com R$ 662,7 milhões em 329,5 mil operações parceladas. Esses números se referem a débitos renegociados e parcelados, que fazem uso da garantia do FGO.

    Ambas as instituições têm parcela relevante de clientes com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105 mensais, em suas carteiras de crédito, justamente o público contemplado pelo programa.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O Desenrola abrange dívidas atrasadas de 91 dias a dois anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026, por meio de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

    Segundo dados do Nubank relativos ao fim de julho, cerca de 2,3 milhões de clientes aderiram ao programa, a maioria à vista. Quase todos, 2 milhões, renegociaram o cartão de crédito em atraso, e mais da metade estava inadimplente havia mais de um ano.

    Além disso, 1,6 milhão de clientes do banco digital que aderiram ao Novo Desenrola ganham até dois salários mínimos. Segundo o Nubank, o programa do governo federal reduziu o custo de crédito do seu balanço em 5%, economizando US$ 85 milhões (R$ 443 milhões na cotação atual).

    No Bradesco, o percentual de inadimplência era de 4,2% em março. Segundo Marcelo Noronha, presidente da instituição, o banco renegociou, no total, R$ 2,7 bilhões até junho, incluindo o parcelamento do débito e os pagamentos à vista.

    Ao falar sobre os resultados do segundo trimestre, o executivo disse que o impacto do programa é imaterial.

    Em terceiro lugar nas renegociações do Novo Desenrola está o PicPay (do grupo J&F, a holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista), seguido de Itaú Unibanco, Santander e Banco do Brasil , nessa ordem.

    A segunda edição do programa teve uma adesão maior que a primeira, que renegociou R$ 1,6 bilhão a prazo, também liderado pelo Nubank.

    Os bancos consideram as renegociações como benéficas para a redução da inadimplência, mas veem pouco resultado no balanço como um todo, já que são operações de valores baixos e com grandes descontos.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/nubank-e-o-banco-com-mais-renegociacoes-no-novo-desenrola-seguido-de-bradesco.shtml.

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    O ministro da Fazenda, Dario Durigan durante assinatura da Medida Provisória que estabalece Novo Desenrola Brasil - Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil · Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil — Foto: Folha de S.Paulo

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